segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dois ou três almoços, um silêncio. Fragmentos disso que chamamos de "minha vida"

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Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos. Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas. Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece. De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia. Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria. Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.



Por Caio Fernando Abreu (Publicado no jornal "O Estado de S. Paulo", 22/04/1986)

A complicada arte de ver

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Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

O texto acima é de Rubem Alves e foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.

sábado, 14 de novembro de 2009

Brasil Afora

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- O que não se apagou da lembrança nem vai se apagar?
Na primeira gravidez, a Lucy me perguntou se a barriga ia criar um afastamento em nossa relação. Na mesma noite fiz uma música respondendo "Não quero nada, que não venha de nós dois..." Fomos para a Inglaterra. Um dia ela me acordou porque a bolsa tinha rompido. Ficamos juntos fazendo os exercícios. Quando o médico chegou, o Luca já estava na minha mão. Foi uma experiência intensa, luminosa, elevada.
Este é um trecho do depoimento emocionadíssimo, em que o Herbert Vianna, o mais paraibano dos Paralamas de Sucesso, tenta explicar em entrevista por ocasião do lançamento do seu filme Herbert de Perto, como lida com os lapsos de memória que tem frequentemente, inclusive nos palcos em pleno show.

Fui com minha amga querida Carola ontem ao Chevrolet Hall, muito tranquilo diga-se de passagem, trânsito livre nas proximidades, sem filas na entrada e estacionamento relativamente fácil, ver um grupo musical maduro apresentar a turnê Brasil Afora para uma platéia educada e muito respeitosa. Eu, observadora nata, fiquei um pouco emocionada (Claro que a TPM também ajuda né?! ;) de ver uma figurinha que já alcançou o estrelato, não ter desistido da vida, por ter sido vítima do acidente, que o fez migrar para o mundo dos mortais, tornando-se deficientes físico. Sentado em sua cadeira de rodas (Segundo o mesmo, ela fica sempre posicionada numa parte elevada do palco pra que possa ver os amigos olhos nos olhos, como sempre fora antes do acidente), Herbert desfilou vários sucessos de sua carreira e algumas composições mais novas, assim como desfilou Raul Seixas entre outros da geração Y, para um público mais maduro que lá estava e que fez questão de agradecer acompanhando letra por letra em coro. Com um vocalista estático no palco, o show tem caráter mais intimista e toda a produção de grandes espetáculos em que o artista principal vira um profissional mambembe no palco de tanto correr e pular, é substituida no caso de Herbert pela segurança daquele que sabe o que faz (Mesmo quando esquece) e tranquilidade de sua voz grave ao centralizar a platéia nas 2 hrs no espetáculo sem permitir que ela se torne dispersa. Muito bom!!!

Ao final, o "Muito obrigado Recife" que seria de praxe, foi substituído por uma frase bem mais significativa "Muito obrigado por fazer tudo valer a pena sempre". Afinal, em situações como esta, em que a vida parece virar do avesso, momentos como aqueles de ontem, simples, devem valer muito cada segundo para ele mesmo.

Pra terminar a noite, Skank, que entrecortou momentos de agitação no palco, com a calmaria de baladas do novo CD que vivaram febre nas rádios:

"E quando estiver triste, simplesmente me abraçe... E quando estiver louco, súbitamente se afaste... E quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe...."

Claro que neste momento vááááários casais felizes perto de mim não paravam de se beijar :)))mas eu calma estava, calma fiquei, com as mãozinhas dentro dos bolsos do meu vestidinho preto, rs, cantando apenas, afinal, sou single, rs, e baladinhas como esta não cabem no meu momento atual.

Muito jóia a noite tranquila, mais que o normal aliás, pois entrei na lei seca após ter sido pega duas vezes pelo bafômetro em apenas um mês, afe. Desisti de tomar qualquer coisa, depois da confusa sexta-passada em que uma noite inteira num super camarote com buffet, área de descanso, muita gente bonita e regada a algum alcool, ao som de Zezé de Camargo bem pertinho de nós, terminou numa negociação sem fim com o Detran no retorno para casa. Prejuízo geral. Melhor ficar assim mesmo. Apenas cantando... coração tranquilo... e bolso seguro!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A infalível Lei de Murphy

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LEIS DE MURPHY



1- GUIA PRÁTICO DA CIÊNCIA MODERNA:

1. Se mexer, pertence à Biologia.
2. Se feder, pertence à Química.
3. Se não funciona, pertence à Física.
4. Se ninguém entende, é Matemática.
5. Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.
6. Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.

2- LEI DA PROCURA INDIRETA:

1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.
2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

3- LEI DA TELEFONIA:

1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
2. Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.

Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo dochuveiro faz tocar o telefone.

4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:

Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você...

5- LEI DA GRAVIDADE:

Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação..

6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:

80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu, baseada no único livro que você não leu..

7- LEI DA QUEDA LIVRE:

1. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:

A fila do lado sempre anda mais rápido.

Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

10- LEI DO ESPARADRAPO:

Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai..

11- LEI DA VIDA:

1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida..

12- LEI DA ATRAÇÃO DEPARTÍCULAS:

Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

13- COISAS QUE NATURALMENTE SE ATRAEM:

Mãos e seios
Olhos e bunda
Nariz e dedo
Pobre e funk
Mulher e vitrines
Homem e cerveja
Chifre e dupla sertaneja
Carro de bêbado e poste
Tampa de caneta e orelha
Jato de mijo e tampa de vaso
Leite fervendo e fogão limpinho
Político e dinheiro público
Dedinho do pé e ponta de móveis
Camisa branca e molho de tomate
Tampa de creme dental e ralo de pia
Café preto e toalha branca na mesa
Dor de barriga e final de rolo de papel higiênico
Mau humor e segunda-feira!

Em contagem regressiva

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O que será que espero? Engraçada esta sensação que tenho de uns meses para cá, de que algo muito diferente está para acontecer em minha vida. Como se esperasse por uma mudança que me tiraria do lugar onde me encontro. E olha que me sinto super confortável hoje, tranquila, em boa fase profissional, em paz comigo mesma, ciente dos meus objetivos, próxima dos que me fazem bem, meus pais, minha família, bons amigos, um filho que é um verdadeiro presente de papai do céu...


Mas ando dormindo e acordando com a nítida sensação que algo vai mudar e muito. Como se explica esta mistura de "Dèjá vu" com premonição? Como se eu ficasse calma por saber que o que vem é muito bom. Tenho comentado isso, mas ninguém pode alcançar como nos sentimos mesmo quando explicamos da melhor forma nossas melhores sensações. Ando contando os dias por algo que nem sei do que se trata. Já tive um bebe, morei em outros lugares a trabalho, vivenciei um casamento que se foi, já contei os dias até abertura de um comércio que tive e do qual eu guardava uma expectativa muito positiva... Nestas situações, assim como em várias outras do cotidiano, nós sabemos do que se trata, basta aguardar, caminhar conforme o objetivo. Como esperar o que não sabemos existir?


Uma grande proposta profissional? Um outro grande amor? Uma conquista familiar? A benção de ser mãe novamente? O que aguarda cada um de nós? O que guarda este meu futuro que parece tão próximo, mas que não consigo enxergar? Ele já é o hoje?


Como sempre digo... Vamos pra frente. De preferencia com calma, se é que isso me é possível....


;))))

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Haver do Poetinha

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"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medoInfantil de ter pequenas coragens."


Vinícius de Moraes - Fonte: www.releituras.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Quase Nada

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De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho


Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso

Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo


Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada


De você sei quase nada
Para onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso


Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada


Zeca Baleiro

Station Bresil

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Station Bresil. Ano do Brasil na França e uma mistura musical engraçadíssima. Eita cidade tão multicultural esta. Recife é mesmo a capital da pluralidade. Tribos diversas se reuniram ontem na Torre Malakoff, para escutar (sim, porque a área extrena da Torre, não foi programada para receber espetáculos, então o espaço na maior parte plano, não favorece que fosse visualizado o palco) o festival que prima pela mistura de sons e ritmos e tem por objetivo realizar o intercâmbio musical entre estas nações e apresentar ao público recifense a música (alternativa) francesa e por que não mostrar a estes músicos quem somos nós, o público recifense?


Uma Fernanda Takai sempre jovem estava ao palco quando eu cheguei, linda e com a voz sempre limpa, feminina. Confesso apesar de ter achado a proposta sensacional, não tive muita paciência para ver todas as atrações francesas que cantavam suas melodias numa linguagem um tanto ininteligível para mim ;)) Talvez, se eu também fumasse, rs, acharia tudo divertido, mas como não é o caso, demos uma fugida até o Fiteiro da Bom Jesus, aliás um charme aquele botequinho, para depois voltarmos a Malakoff e ver Zeca Baleiro fehar a noite.


Muito engraçado o pequeno Maranhense vestido como quem está prestes a desfilar pela Mangueira em pleno sábado de carnaval no RJ (Como ele conseguiu uma loja para vender um sapato bicolor verde e rosa? Pior que eu, afe!). Acredito que como esta figura dividiu apto com Chico César quando iniciaram suas carreiras em SP, devem ter se acostumdo a usar os serviços do mesmo personal styler, putz. Em um curtinho espaço de tempo, entoou umas 6 melodias e chamou ao palco o francês Bertignac, que subiu ao palco com um instrumentista de tirar o fôlgeo, para juntos darem adeus ao festival aqui e Pernambuco. Apesar de "alterna" demais, gosto do Zeca Baleiro, que saiu dos musicais infantis na sua terra natal, para ele próprio cantar suas canções, antes só escutadas nas vozes de Zé Ramalho, Lenine, Zeca Pagodinha, Lobão, Arnaldo Antunes. Bom para ele. Bom para nós.


Quem perdeu a mistureba, agora só em Brasília e São Paulo, nos próximos fins de semana, com outras atrações tão interessantes e inusitadas quanto, embora esteja iniciando hoje o Festival Recife Jazz no mesmo local, ainda nas comemorações FrançaXBrasil promovendo interações como do Conservatório Pernambucano de Música com Jean-Charles Richard e jazzistas indicados ao Grammy Latino. Enfim, roteio cultural não faltará. Saldo da noite de ontem: Cansada demais ;)) Mas de ouvidos satisfeitos!! E pegando embalo na musicalidade de ontem, vou transcrever para o blog algo do Baleiro. Ás vezes digito músicas que ouço e canto com frequência, afinal, quem canta seus males espanta!!!




terça-feira, 3 de novembro de 2009

N

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E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?


E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo


E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"Como um elo...


E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?


Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo


Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

De novo...de novo...de novo...

Nando Reis

Imaginação feminina

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As coisas são como são? Se alguém diz que está calmo, é porque está calmo. Ou está fingindo? Se alguém diz que te ama, é porque te ama. Ou está querendo te segurar? Se alguém diz que não vai poder sair à noite porque precisa estudar, está explicado? Ou, é só uma desculpa para uma pequena escapadela! A gente não escuta só o que dizem: a gente ouve também os sinais.

Aquele carinha que telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava frio como uma pedra de gelo. Você falava, contava todo seu dia, e ele quieto, monossilábico. Até que você o coloca contra a parede: "O que é que está acontecendo?". "Nada, tô na minha." Na minha? Que que significa na minha, oras? Aí tem coisa. (risos) Ele telefonou na hora que disse que ia ligar, mas estava exaltado demais. Não parava de tagarelar "blá, blá, blá..", com um entusiasmo fora do normal. Você pergunta na lata: "Que alegria é essa?" "Ué, tô feliz, só isso". Só isso? Aí tem coisa, se tem...Os tais sinais. Sinais que estão na cara, ou na imaginação. Um marasco fora de hora, mudez estranha, olhar perdido, mudança no jeito de se vestir, olheiras e bocejos de quem dormiu pouco à noite: aí tem, e olhe que tem! Se não tem, está para ter. Se o cara mora só, e resolve fazer umas mudanças no "apê", você já acha estranho, e você logo diz: "Pra quê toda essa arrumação?" E ele logo esbraveja dizendo "Será que nem posso arrumar minha casa? Que saco!". Ai, ai, porque ele falou assim comigo, você logo pensa...ele deve está esperando alguém. Aí tem...tem sim, tenho certeza, convicção, intuição feminina!

Nós mulheres somos experts em traduzir gestos, silêncios e atitudes incomuns. Se ele está calado demais, é porque está pensando na melhor maneira de nos dar uma má notícia, ou seja, "bye, bye, baby". Se está agoniado demais, é porque andou rolando novidades que você não está sabendo, ou seja, uma "ricardona". (risos) Se ele está carinhoso demais, é porque não quer que você perceba que está com a cabeça em outra, ou seja, "se liga". Se manda flores, é porque está querendo que a gente facilite alguma coisa pra ele, ou seja, "larga do meu pé". Se vai viajar com os amigos, é porque não nos ama mais, ou seja, "bota a fila para andar". Se parou de beber, é uma promessa que ele não contou pra você, ou seja, você é sempre a "última a saber" de tudo. Enfim, o cara não pode respirar diferente que aí tem. Só, amigas...que às vezes não tem. O cara pode estar calado porque está problemas no trabalho que não quer dividir. Se está falando muito é porque o time dele venceu ou vai comprar um carro novo. Pode estar mais carinhoso porque sei lá, tá afim, e pode estar mais produzido porque acha que deve ficar melhor para você. A gente sempre pensa que tudo eles fazem tem que ser um recado, mas não dá para generalizar. Somos um poço de insegurança, e qualquer mudança de rota nos deixa em estado de alerta, qualquer outra mulher que cruze o caminho dele pode ser uma concorrente, qualquer grosseiria não justificada pode ser um fora implícito. O que ele diz importa menos do que sua conduta, já é julgado. Se não estão babando por nós, se tiram o dia para meditar ou para assistir um jogo de futebol na TV sem avisar com duas semanas de antecedência, lascou: aí tem coisa.

Pena que a gente quando se relaciona, as vezes nem pensa duas vezes e já encuca com coisas tão banais, aliás, até babacas. Claro, os homens historicamente são mais "safados", tem o dom de ludibriar as pobres mocinhas. Queridas, acordem! Vivemos em pleno século XXI e me poupe que ninguém é mais tão inocente. Se a pessoa não te faz nada, nunca te aprontou, então deixa o cara em paz, minha filha! Antes que ele te deixe, porque você simplesmente enche o saco dele.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Felicidade realista

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Por Martha Medeiros


De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Cinema é a maior diversão!!

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Cinema é maior diversão?


Sei lá. ;) Quem bem me conhece sabe que não sou cinéfila, nem muito chegada a acompanhar seriados, novelas, ou qualquer coisa que me prenda por tempo demais frente a telinha ou telona sem que eu possa estar tagarelando como de costume. Mas, como tudo na vida são fases e no momento, eu ando calmíssima, tentando facilitar a vida e me livrar de coisas complicadas, então os programas que tenho feito tendem a acompanhar o ritmo a que venho me impondo. Enfim, "slowdown" geral!!!!


Assisti três filminhos, dois no cinema, esta semana e adorei-os.


Substitutos com Bruce Willis, tenta levar-nos a imaginar como seria nossa vida se no futuro pudéssemos ter cópias robóticas de nós mesmos, com feições e dimensões escolhidas por nós e diferentes das nossas, para cumprir nossas obrigações diárias, enquanto nós em casa, seguros, ficaríamos. O detalhe, é que sempre ativássemos as cópias nós nos desativaríamos e os robôs não tem sentimentos. É ficção científica pura, mas o final surpreendente que não contarei óbvio, faz o policial vivido por Bruce desistir da sua cópia e mudar o rumo da humanidade, simplesmente por sentir falta do toque e do amor real da mulher que ama, a sua esposa.


Em Novidades no amor, a feinha Catherine Zeta-Jones, vive uma quarentona que se divorcia de um marido rico, lindo e muito safado, mudando-se para New York, vivendo as mudanças de costume e novidades que os hábitos da cidade grande os impõe, além de apaixonar-se por um rapaz 15 anos mais jovem que contrata como babá. Afe, gato demaissssssssssssss o babá. Até eu.... ;))


Ontem vi Ele não está tão a fim de você, locado claro, já que há tempos saiu de cena. Engraçado. Um pouco machista. Mas real. A realidade desta frase nua e crua, só que contada através de cenas divertidas. Scarlett Johansson em grande atuação. E Jennifer Aniston, bobinha como sempre, deve ser por isso que perdeu Brad Pitt para Angelina. Amélia geral, embora nas frequentes tardes de café nós as vezes nos perguntamos se não seria mesmo Amélia, a mulher de verdade (E sempre antes que alguém chegue a conclusão que sim, nós sempre pedimos a conta e nos despedimos rápido) ;)))) Fiquei procurando em qual daquele rol imenso de personagens eu podia me encaixar. Prestando muito atenção em tudo.... Claro que sou o Alex!!!!! Bobo o filme. Mas valeu a tarde. E as dicas claro.


Hoje até me bateu vontadezinha de ir ai cine de novo, ver Bastardos Inglórios, com Brad. Além de desfrutar do colírio, gosto de filmes que retratam as grandes guerras. Ou até A verdade nua e crua, comédia romântica sobre uma apresentadora de programa de tv que fala de relacionamentos e adora palpitar nos problemas sentimentais alheios, porém desafiada a usar as dicas em sua própria vida, não saberá bem como ajustá-las. Bem, ao menos foi assim que alguém me contou. Fiquei curiosa... Qualquer semelhança é mera coincidência ;)



Dia de todos os santos

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Domingo, 1 de Novembro. Dia de todos os santos. Segunda, 2 de Novembro. Dia dos finados.



Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor.



Na missa ontem, muito jóia por sinal, o sermão foi um trecho da bíblia considerado por Gandhi inclusive, uma das passagens mais importantes da literatura universal. Apesar de não pregar o catolicismo, ele considerava as religiões como caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. E que neste caso não haveria importância se seguimos por roteiros diversos, desde que alcancemos o mesmo objetivo. Segue:



Naquele tempo, vendo Jesus as mutidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se e começou a ensiná-los:



"Bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os aflitos porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sóis vós, quando vos injuriarem e perseguirem e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exutai, porque será grande a vossa recompensa nos céus"



Muito bom este contato com a igreja. Eu adoro ir a missa. O encontro com Deus me é fundamental, equilibra meus anseios, torna-me questionadora do meu papel junto aos meus, me faz suplicar por constante evolução pessoal bem aos pés daquele que pode me atender. Sinto como se papai do céu, fosse aquele que guarda e protege as pessoas e coisas as quais me são importantes e pelas quais eu peço sempre. Usarei uma frase que meu amigo Henrich, usa em português com seu sotaque alemão... ;)

"Se os homens realmente soubessem o peso da oração, passariam a vida toda ajoelhados"

domingo, 1 de novembro de 2009

Amizade rima com cumplicidade

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Na atualidade percebemos que o ser humano está cada vez mais individualista, e por mais que a internet com todos os seus sites de relacionamento, msn e esse instrumento que agora escrevo, assim como os livros, filmes e até um animalzinho de estimação, nada substitui a presença dos amigos.

Creio que ninguém gosta de sentir o sabor angustiante da solidão. Assim como da exclusão. Eu particularmente não gosto. Gosto sim e muito da minha própria companhia, mas tem horas que nada é melhor do que um bom papo entre amigos.

Acredito que devemos procurar aumentar sempre a nossa rede de relacionamentos, fazendo com que o nosso círculo de amizade se amplie. Eu tenho a sorte de saber fazer novos amigos, e além disso ter muitos e bons no meu círculo. Mas, mesmo assim tem horas que simplesmente não consigo achá-los. As vezes me pergunto, em que momento eu perdi o fio que me ligava a alguns deles. Esses que eram tão presentes, amigos de infância, restou apenas aquele "bora marcar" no orkut. Mas, apesar de tudo, acredito que quando existe uma amizade de verdade e com afinidades, todo reencontro é um reinício.

Mesmo sem querer, a gente estaberlece níveis e/ou classificação das nossas amizades. Níves em que elevamos as pessoas do nosso círculo para mais ou para menos. Parando agora para pensar, vejo que eu particularmente tenho 03 classificações na minha rede, são elas:

1. Conhecidos: são aqueles que conheço, falo "olá" e até posso acenar com a mão, mais nada;
2. Colegas: é um nível acima dos conhecidos. Para esses as vezes até dou um sorriso. São pessoas que as vezes compartilho algo, mas nada tão profundo. Nada de falar detalhes da minha vida.
3. Amigos: Esses são aqueles que independente da situação em que estou vivendo, sempre estão ao meu lado. Esses deixam marcas boas, as vezes ruins, mas sempre estão comigo, estejam onde estiver, mesmo que seja do outro lado do mundo.

Bom, como deu para perceber, amizade para mim é importante e valorizo cada um de forma especial, e respeito suas características. Tem pessoas que sempre me apoiam, me exortam, criticam, mas sempre estão ao meu lado. Mesmo separados por quilomêtros de distância parece que estamos juntos, e até sentem quando preciso ouvir apenas um "estou aqui". Isso é antagônico, mas é um fato. Alguém pode estar longe, mas seu coração está perto e isso é que vale.

Venho errando bastante porque ando tendo uma co-dependência com alguns dos meus amigos, coisa que nunca tive. Até porque como acabei de dizer, tenho muitos amigos. Mas, a vida com todas suas mudanças e nuances, fez com que alguns deles não possam mais fazer parte de forma tão constante dos meus dias. Ficam cada vez menos aqueles que tem "liberdade" de sair para papear, tomar uma cerveja, ou até para te fazer companhia num cineminha no fim de semana. Então, ando sentindo bastante quando simplesmente não participo de alguns desses momentos. Afinal, será que fiz alguma coisa de errado? Ou, não ter carro é um grande pecado, se existem táxi e ônibus, e eu sempre me virei muito bem com eles. Enfim, um erro meu assumido e totalmente identificado, porque depois de uma volta, pois andei meio distante por causa de um relacionamento, só tenho agora alguns amigos para contar com sua companhia. Chamo isso de erro, porque criei essa coisa chamada co-dependência, coisa chata e que não preciso dela. Principalmente, por que ela estimula cobranças, e não preciso cobrar nada de ninguém, porque companhia boa mesmo é aquela disponível, que lembra de você, e assim são as amizades verdadeiras. E principalmente quando essas pessoas sabem que eu ando precisando delas, que ainda não estou 100% depois de algumas quedas e que preciso as vezes de um ombro, isso mesmo, aquele tão conhecido "ombro amigo".

É como uma frase que li certa vez: "Todo bom relacionamento começa com uma boa amizade". Eu dentro de toda imaturidade que ainda trago em mim, acredito piamente nisso, pois primeiramente tem que se fazer amigo, ser uma boa companhia, sendo verdadeiro, depois com tudo isso, pode aparecer um relacionamento de amizade amadurecido. É por isso que no jogo das palavras, amizade rima com cumplicidade.

Fica a saudade daqueles amigos que estão longe, mas que se estivessem perto não me faltariam sequer 1 minuto.

sábado, 31 de outubro de 2009

Afinal, lua cheia provoca insônia?

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Dia desse, uma figurinha repetida ;), estava afirmando em tom de inquisição que nós mulheres devíamos ser loucas. Não lembro, claro, o assunto nem tom da conversa, nem o fato que levou aquela pessoa a ousar nos rotular assim, mas tenho que em parte concordar, quando lembro-me da madrugada de ontem.



3 da manhã. Chegando da rua, após jantar num dos muitos bons restaurantes disponíveis nesta cidade, ligo o computer para conferir algumas informações. Este meu pequeno netbook é configurado para acessar o msn automaticamente, quando conectado ao modem portátil. Um caos na verdade, já que nós nem sempre estamos a fim de papear.



Em 5 min de uso, quando já estava desligando lá subiram os quadradinhos, um por vez. Caroline has just signed in. Pensei, ué, com insônia ela? Segundos depois outro quadradinho, Ana Karla has just signed in. Hahahahaha. Tresamigasqueridassemsono.com.br



Eu, voltava de um jantarzinho, Carola tinha dormido super cedo e acordou de madrugada, perdendo o sono quando ligou o lap, e Karlinha, bem, capítulo a parte voltando de uma noite completamente inusitada, trazia as melhores tiradas da reunião on line desta madrugada. Carol tentava perguntar onde eu ia passar o feriado. Eu tentava questionar se alguém tinha observado a lua nesta noite. E a outra só fazia sorrir, contando, ou melhor escrevendo sobre algo realmente hilário e sorrindo enlouquecidamente de seus próprios assuntos. Mas como bom-humor é algo contagiante e boas histórias sempre são bem vindas, confesso me peguei sorrindo para esta tela, lendo o que escrevia e imaginando todo o acontecido narrado, montando os fatos na minha memória.



Muito engraçado como o mundo é moderno. E a internet é um segundo ambiente social, um mundo á parte e a disposição sempre e de forma indiscriminada para todos. As 3 da manhã tive acesso a minha conta corrente, sem ao meu banco precisar me deslocar, conferi na minha caixa de correio (que nao é mais física, nem demora para fazer conexão entre remetente e destinatário) uma reserva feita para o fim de semana numa praia e visitei minhas queridas amigas sem necessariamente bater em suas portas.



Duas coisas ficaram claras nesta meia hora que perdemos madrugada adentro. Loucas não somos nós, e sim este mundo de tecnologia caminhando sempre a passos largos demais. Mas somos realmente o sexo da boca grande, quantas histórias e assuntos sempre! Afe. Pois bem Carol, já que ela não nos permitiu conversar ;))) a resposta é: Passarei em Recife mesmo. A reserva fica pra outro dia. Infelizmente ando amiga demais de uma tal de gripe, que todo mês me visita sem ser convidada. Putz. Feriado de descanso, um bom livro, cineminha, jantarzinho por aí a noite. Nada demais, nada de menos. E por falar em noite, que lua era aquele ontem, peloamordedeus? Lindaaaaaaaaaaaa. Hoje tem mais....




quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Homens...

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Panis et circense

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Respirava forte. Tinha os olhos marejados. A estrada como sempre longa, lhe proporcionava o habitual exercício de raciocinar. Isso. Raciocínio. Em que momento ela esqueceu que deveria sempre equacionalizar?


Na mente, um incômodo brilho. "Qual o nome do filme?" Lembrou-se da fase da vida, em que bem mais nova, as brincadeiras eram mais divertidas e menos perigosas. E havia sempre a possibilidade de acertar as respostas. Na vida adulta, a probabilidade de erros deve quadruplicar, provavelmente pela quantidade de caminhos disponíveis. É uma questão matemática, pensou mais uma vez. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Este era o nome do filme. E até que assemelhava-se a ela. Mente sem lembranças que teima em lembrar. Irônico. Completamente irônico. Como a música da Alanis. Como ele, irônico.


Mais um vez, o brilho. Suspirou fundo e entendeu. São as lâmpadas do espetáculo, bem guardadas em sua memória. Sua confusa memória que insiste em lhe trazer imagens, as quais ela não pediu para visualizar. Fechou os olhos e logo rememorou o primeiro dia, em que incrédula, foi assistir o espetáculo. Na cidade, era grande o zunzunzun em torno daquele cantinho colorido, que parecia até bem diferente dos demais. Olhando de perto, era apenas mais um circo. A lona desgastada e o cheiro de feno denunciavam. Circos são apenas circos. Diversão instantânea e barata. Acompanhada de seus dois tesouros, prêmios do casamento anterior, que havia ganho de papai do céu por ter sido uma boa menina, uma boa esposa e agora uma boa mãe. Resoluta, logo adquiriu ingressos para o melhor ângulo e juntos todos sentaram. O espetáculo começara. Malabaristas coloridos empunham qualquer coisa para distrair a platéia. Observadora, conseguiu alcançar a imagem que a fez vivenciar um romance digno de picadeiro. Olhando por sobre todos, visualizou algo inusitado. De um dos stands onde acomodam-se aqueles profissionais mambembes, um belo homem segurava um livro, enquanto parecia deliciar-se com algo em sua taça. Olhos negros, mãos fortes. Uma malha fria, num tom acinzentado, cobria seu corpo. Ao ver que estava sendo observado, fechou a cortina. Em meio a tantas outras atrações barulhentas o espetáculo seguia. Seus filhos pareciam divertir-se. No palco a mesma figura com ares aristocráticos que vira momentos antes, apresentar-se-ia. Do centro de seu pequeno espaço, lançou-lhe um sorriso após nitidamente procurá-la em meio aos demais. Contorcionista. Então era isso. Contorcionista ele era. Ao final da noite, seu pequeno grupo foi premiado por um convite que partiu de um dos cicerones. Conhecer as instalações daquele castelo de borracha. Em poucos minutos da breve visita, avistou o título que aquele homem lia tão absorto, Crime e castigo, Dostoiévski. Mundo globalizado, sorriu sozinha. Um "palhaço" existencialista...


O que se seguiu a este primeiro momento foram poucos meses de um contato íntimo e avassalador. "Avassalador moça, aquilo que nos torna vassalos" dizia ele. E ela, sempre segura e tranquila, perdeu o foco. Constantemente abdicava de produtivas tardes de trabalho, para vivenciar momentos de sumo afeto, ao lado daquele que a absorvia completamente em seus questionamentos filosóficos e histórias contadas em línguas diversas. Faziam amor repetidas vezes. Um urgência inexplicável os unia. Ele encantou-se por ela, livre, rápida, leve e sempre feminina. Ela, abalou-se pela forma inexorável com que aquela figura masculina atravessava vida afora. Mais uma vez, irônico... Filho de um imortal, havia crescido em meio a uma família abastada financeiramente e muita culta. porém, seguiu o caminho que escolheu para si próprio, montando uma grande cia circense, onde empregava 82 pessoas e seguia mundo afora, oferecendo panis et circense, que divertia a platéia enquanto esta esquecia momentaneamente que a vida por trás daquelas lonas os esperava com seus problemas usuais. Parecia mágico encontrar alguém tão culto em meio ao caos colorido. Conversavam caminhando sem destino. Liam juntos. Faziam uso do alcool, como forma de brindar a vida e agradecer, cada um na intimidade dos seus pensamentos pelo que se achavam merecedores. Amavam-se e amaram-se exaustivamente. A estada do espetáculo havia-se prolongado na cidade em que morava. E apenas duas únicas pessoas, naquele tão enorme universo de transeuntes, entendiam o porquê. Para ele, ela representava seus monstros imaginários, mesmo que não conseguisse livrar-se do desejo que mantinha por sua cia. Era complexo imaginar aquela figura de bela face, de maneira tão horrenda, mas por vezes ele assim a via. Ela era uma ameaça, representava as grades das quais ele havia lutado freneticamente ate delas livrar-se. Prender-se a ela significava abrir mão do mundo de liberdade que ele conquistara. Todavia, o que ela nele via era exatamente o oposto. A possibilidade do amor que acalmaria sua inquieta mente, sempre livremente segura. Toda paixão inebria e salvo raras excessões, nos é traiçoeira. Com esta, não haveria de ser diferente. Ela passou a querer o que não mais desejava a ninguém. Tê-lo. E assim construir a oportunidade de acertar. Ele passou a desejar o que também não almejava com mais ninguém. Não tê-la. E assim vivenciar a oportunidade de ver uma relação dar certo. Destino irônico, estava escrito o fim.


Ainda ao volante, imersa nos quadrantes de imagens que guardou no cantinho cor-de-rosa do cérebro, estacionou seu veículo em frente ao espaço, agora vazio, no qual antes avistava-se ao longe o neon que divulgava os horários do espetáculo. Ele havia partido. Sem despedida, como ela assim solicitou. Também não mais a procuraria, respeitando desejo dela. Por mais que ambos acreditassem ser difícil entrega tão intensa novamente um dia, com outros parceiros... Lentamente deslocou-se para longe, pensando ser óbvio que, foi melhor assim. Palhaços, contorcionistas, malabaristas e afins não andam de mãos dadas, não preocupam-se em caminhar lateralmente, respeitando a dama ao lado, pois não são cavalheiros, nem atenciosos as necessidades da alma, mas sim aos prazeres da vida, entregues aos seus próprios prazeres muitas vezes de forma egoísta. São pessoas pertencentes ao mundo, apenas figuras divertidas, que não devem ser levadas a serenidade extrema mesmo quando pareçam exigir assim serem vistos. Mundanos? Talvez, mas ela não gosta de fazer uso de juízo de valor... Certamente não pertencentes ao mundo dela, onde as coisas, pessoas e sentimentos, precisam de mais obviedade, clareza, sinceridade e constância.


Fim do espetáculo. Emocionada ela agora lê, tranquilamente repousada em seu espaçoso terraço. Nas linhas descritas pelo autor que ele lia estava escrito:


..."Existem nas recordações de todo homem coisas que ele só revela aos amigos. Há outras que não revela mesmo aos amigos, mas apenas a si próprio, e assim mesmo em segredo. Mas também há, finalmente, coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio"... Dostoiévski.


O que será que ele guarda para si? Pensou. Enxugou a lágrima que escorreu em sua face, repousou a taça do rótulo que mais apreciava ao chão e adormeceu tranquila, porém com o peito sufocado de uma saudade inexplicável.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Limpol de maçã

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Não teria a lágrima alguma função fisiológica em momentos de tensão emocional, além daquela que realiza normalmente, de “lavar” os olhos e evitar que este seja infeccionado por agentes externos? Afinal, por que Choramos?


De alma lavada... Deve ser isso... Fazendo jus a expressão citada, choramos para neutralizar a alma, limpar o coração...


Bem, se assim o for, confesso, tranquila demais e de alma brilhando, rs, e o coração cheirando a limpol de maçã ;)


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Leoa de saias

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Um rápido olhar sobre as ruas e praças da nossa cidade e logo destaca-se a crescente e colorida presença das mulheres, marcando fortemente uma diferença ao tempo de nossas mães. Nas últimas décadas vem ocorrendo uma grande mudança nos hábitos e costumes da população, progressivamente nota-se que nos restaurantes, bares, nas lojas, bancos, empresas, nas escolas e universidades, ou nas delegacias, o número de mulheres aumentou consideravelmente, mesmo que muitas vezes não estejam nos postos de comando ou com os melhores salários . Ainda assim, as mulheres já ocupam cargos altos na política, e ainda com representantes negras, que é um avanço e tanto na luta contra o preconceito no âmbito geral.
Nós no geral, desconhecemos a história do feminismo no Brasil, afinal este não é um país onde o sentido histórico seja predominante. Esse desconhecimento não deve nos fazer concluir que o movimento feminista não tenha tido um forte impacto sobre as estruturas sociais e econômicas, sobre as instituições políticas e principalmente sobre o modo de pensar das pessoas. Aliás, tentando satisfazer à sua possível curiosidade, apresso-me a dar algumas pinceladas sobre a história do movimento feminista brasileiro das últimas décadas.
Quarenta anos depois da conquista do direito feminino de voto no Brasil, em 1932, mas também da vitória dos padrões normativos da ideologia da domesticidade, entre os anos trinta e sessenta, assistimos à emergência de um expressivo movimento feminista, questionador não só da opressão machista, mas dos códigos da sexualidade feminina e dos modelos de comportamento impostos pela sociedade de consumo. No contexto de um processo de modernização acelerado, promovido pela ditadura militar e conhecido como “milagre econômico”, em que se desestabilizavam os vínculos tradicionais estabelecidos entre indivíduos e grupos e a estrutura da familiar nuclear, as mulheres entraram maciçamente no mercado de trabalho e voltaram a proclamar o direito à cidadania, denunciando as múltiplas formas da dominação patriarcal.
Nas últimas décadas, principalmente em meados dos anos 80, os homossexuais masculinos e femininos se organizaram, ao lado de outras “minorias” sociais, e se manifestaram em movimentos políticos reivindicando o “direito à diferença” e questionando radicalmente os padrões dominantes da masculinidade e da feminilidade. O movimento negro fortaleceu-se, invadindo os espaços públicos das universidades às praças, defendendo o “black is beautiful”, e colocando em cena as novas exigências e críticas das mulheres negras, diferenciando-se, por sua vez, das demandas dos feminismos “brancos”, hoje elas estão na mídia e como protagonista de novela das 8, com uma negra belíssima chamada Taís Araújo.
A contrapartida à violenta ditadura militar foi a explosão de uma vigorosa cultura da resistência, que se expressou na crítica política ao regime, a exemplo das composições musicais de Geraldo Vandré, Chico Buarque de Holanda, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Gilberto Gil, assim como na proposta de modos alternativos e libertários de vida em sociedade, a exemplo do movimento hippie. Inicialmente dirigida ao regime militar, a “revolução cultural” em curso nas décadas de sessenta e setenta, no país, estendeu seus questionamentos à sociedade burguesa mais ampla, encontrando várias correntes do pensamento internacional envolvidas com a crítica à modernidade. Assim, paradoxalmente, no mesmo momento em que se vivia aqui uma violenta repressão política e cultural, que afetava radicalmente a vida pública, cerceando a palavra e a ação, desfazendo os antigos espaços de sociabilidade e interação social, assistia-se à emergência de novas formas de produção cultural, tanto nos setores ligados às lutas da resistência, quanto entre os mais indiferentes, ou mesmo comprometidos com a ditadura militar. Multiplicavam-se os espaços culturais e desportivos, tanto dos que pregavam o “culto californiano do corpo”, quanto dos que criticavam as formas sociais aburguesadas e que, inspirados pelos orientalismos, recorriam à yoga, aos relaxamentos terapêuticos, aos tratamentos psicológicos e psiquiátricos, à alimentação macrobiótica e naturalista.
A classe média urbana, em especial, passou a solicitar e desfrutar das inúmeras formas de tratamento psicológico, ao viver de maneira brutal a ruptura de antigos padrões de relações familiares, a quebra dos antigos modos de sociabilidade e a destruição da esfera pública e das antigas formas de convívio e solidariedade.(Figueiredo, 1994)
Nesse contexto de crise e de construção de novos modelos de subjetividade, desde os anos setenta, emergiu o “feminismo organizado”, como movimentos de mulheres das camadas médias, na maioria intelectualizadas, que buscavam novas formas de expressão da individualidade.(Goldberg, 1986) Em luta contra a ditadura militar, defrontavam-se com o poder masculino dentro das organizações de esquerda, que impediam sua participação em condições de igualdade com os homens nos movimentos então construídos. Assim, as primeiras organizadoras dos grupos e jornais feministas, em meados daquela década, iniciaram um movimento de recusa radical dos padrões sexuais e do modelo de feminilidade que suas antecessoras haviam ajudado a fundar, nos inícios do século 20. Mais do que nunca, as feministas colocaram em questão o conceito de mulher que a afirmava enquanto sombra do homem e que lhe dava o direito à existência apenas como auxiliar do crescimento masculino, no público ou no privado.
Paralelamente aos movimentos sociais que se levantavam contra a ditadura militar, - como o movimento das mulheres que se organizava na periferia das principais cidades - mas que não incluía em sua agenda as bandeiras do feminismo -, as feministas propuseram-se, desde meados dos anos setenta, a denunciar a dominação sexista existente inclusive no interior dos grupos políticos, de sindicatos e partidos de esquerda.(Alvarez, 1988) Marcadas por uma experiência política de oposição, já que muitas eram ex-ativistas políticas e vinham do exílio forçado no exterior, ou então, das prisões, entenderam que o movimento pelos direitos das mulheres, no Brasil, deveria ser diferenciado e não subordinado às lutas que despontavam em múltiplos espaços sociais e políticos pela redemocratização no país. Acima de tudo, as primeiras feministas brasileiras questionavam radicalmente as relações de poder entre os gêneros, que se estabeleciam no interior dos grupos políticos de esquerda e lutavam para impedir que a dominação machista fosse diluída ou subsumida pelo discurso tradicional da Revolução. No entanto, muitas traziam uma referência ideológica marxista, a partir da qual pensavam as relações entre os sexos. Assim, logo que estabeleceram as estratégias e táticas de seu movimento, definiram que o alvo maior de sua preocupação deveria ser as trabalhadoras, consideradas não Esta postura obedecia a algumas estratégias políticas: de um lado, obter o reconhecimento social de um movimento que colocava as mulheres como alvo principal; de outro, conseguir a aliança dos demais setores da esquerda, envolvidos na luta pela redemocratização, onde os homens davam as cartas e enunciavam um discurso político bastante característico. Além do mais, nesse momento, o marxismo ainda era considerado o principal instrumento teórico de análise no campo da política revolucionária.
O feminismo, nesse contexto, procurou pautar-se pela linguagem predominante na esquerda do país, dominando não apenas os conceitos marxistas, mas procurando provar como, em cada uma das questões levantadas pelos líderes e partidos políticos, era possível também perceber a dimensão feminina. Em suma, falando a linguagem marxista-masculina, as feministas esforçaram-se para dar legitimidade às suas reivindicações, para valorizar suas lutas e apresentarem-se como um grupo político importante e digno de confiança. Por isso, o editorial de NÓS MULHERES, publicado a 7 de março de 1978, propunha: “ Que as coisas fiquem claras: mantemos a firme convicção de que existe um espaço para a imprensa feminista, que denuncia a opressão da mulher brasileira e luta por uma sociedade livre e democrática. Acreditamos que a liderança da luta feminista cabe às mulheres das classes trabalhadoras que não só são oprimidas enquanto sexo, mas também exploradas enquanto classe.”
A idéia de que o conceito de classe deveria ser priorizado em relação ao de sexo revelava, portanto, que a apropriação da linguagem masculina, marxista ou liberal, era fundamental para se conseguir a aceitação na esfera pública masculina, que progressivamente se reconstituía. Era, portanto, uma estratégia de reconhecimento político e social fundamental num momento em que as barreiras para a entrada das mulheres no mundo da política eram pesadas demais, seja as impostas pela ditadura militar, seja as criadas pela própria dominação masculina, de esquerda ou de direita.
Na segunda metade da década de setenta e inícios de oitenta, nasceram inúmeros grupos feministas, mais ou menos próximos do campo marxista e dos grupos políticos de esquerda, ao mesmo tempo que abertos para os novos horizontes teóricos e políticos que se abriam no país, sobretudo com os “novos” movimentos sociais. Assim como outros grupos denominados de “minorias”, as feministas buscavam criar uma linguagem própria, capaz de orientar seus rumos na construção da identidade das mulheres como novos atores políticos.
Somente depois desse primeiro momento de afirmação do feminismo enquanto movimento social e político que lutava pelos direitos das mulheres, mas que também se colocava na luta pela redemocratização do país, é que as feministas passaram a propor uma nova concepção da política, ampliando os próprios temas que constituíam o campo das enunciações feministas na esfera pública. Assim, questões antes secundarizadas como essencialmente femininas e relativas à esfera privada, isto é, não pertencentes ao campo masculino da política – a exemplo das relativas ao corpo, ao desejo, à sexualidade e à saúde – foram politizadas e levadas à esfera pública, a partir da utilização de uma linguagem diferenciada, que além do mais, permitia enunciá-las. Nesse momento de crítica acentuada à racionalidade ocidental masculina, já não mais definida apenas como burguesa, partiu-se para a afirmação do universo cultural feminino, em todas as dimensões possíveis. Isto implicava, no campo conceitual, a emergência de uma linguagem especificamente feminina e daquilo que se considera como uma “epistemologia feminista”, suficientemente inovadora em suas problematizações e conceitualizações, para apreender as diferenças.(Rago, 1998)
Por vários lados, as feministas passavam a feminizar-se valorizando a linguagem feminina, os atributos e os temas femininos, o que significava mais do que um simples retorno aos seus valores próprios, um alargamento do campo conceitual, através do qual teciam suas críticas à sociedade patriarcal capitalista, revelando suas armadilhas e limitações. Mais do que nunca, passaram a pensar em si mesmas sob uma ótica própria, dando visibilidade ao que antes fora escondido e recusado, o que inevitavelmente levou a uma radicalização da potencialidade transformadora da cultura feminista em contato com o mundo masculino. Tratava-se, então, não mais de recusar o universo feminino, mas de incorporá-lo renovadamente na esfera pública, o que se traduziu ainda por forçar um alargamento e uma democratização desse mesmo espaço.
As questões do mundo privado, da subjetividade, da família, da sexualidade, das linguagens corporais ganharam visibilidade e dizibilidade, tanto na prática cotidiana dos grupos feministas, quanto nos debates acadêmicos e nas reuniões dos militantes.
A ampla crítica cultural feminista não deixou de lado as próprias representações do feminismo, veiculadas na imprensa alternativa de esquerda, especialmente a partir da publicação do jornal MULHERIO, entre 1981 e 1988. A antropóloga Eliane Robert Moraes, por exemplo, num sugestivo e inteligente artigo perguntava-se “Feminista é Mulher?”, endereçando suas críticas tanto aos “rapazes” do jornal O Pasquim, para as quais as feministas só poderiam ser mulheres feias e mal-amadas, quanto às próprias feministas que reforçavam uma imagem negativa de si mesmas. Enfim, perguntava-se por que lutar pela autonomia feminina implicava numa dessexualização e num certo embrutecimento da mulher. O próprio jornal, em edição de março-abril de 1981, explicava seu título, afirmando:
“Por que Mulherio? Mulherio. Quase sempre a palavra é empregada em sentido pejorativo, associado a histerismo, gritaria, chatice, fofocagem, ou então, “gostosura”. Mas qual é a palavra relacionada à mulher que não tem essa conotação? (...)
Mulherio, por sua vez, nada mais é do que “as mulheres”. E’ o que somos, é o que este jornal será. “Sim, nós vamos nos assumir como Mulherio e, em conjunto, pretendemos recuperar a dignidade, a beleza e a força que significam as mulheres reunidas para expor e debater seus problemas. De uma maneira séria e conseqüente, mas não mal-humorada, sisuda ou dogmática.”
Enfim, nesse novo feminismo, a estética, os cuidados de si, a saúde e a beleza do corpo passavam a fazer parte do leque temático sem, contudo, significar uma adesão acrítica aos ideais de beleza veiculados pela mídia. Muito ao contrário, passavam a compor as discussões relativas à saúde, vista agora numa perspectiva ampliada. Assim, vários artigos discutiam que tipo de beleza as feministas desejavam (“A beleza produzida”, “Espelho, espelho meu”, de Sivia Beck), enquanto a psicanalista Maria Rita Kehl questionava a aceitação/negação machista do corpo feminino, aceito apenas enquanto expressão de um determinado padrão estético:< “Se os homens afirmam que vêm na mulher antes de mais nada belos contornos, considero isso como um empobrecimento de sua capacidade de olhar e ver. Estou convencida de que nosso olhar sabe encontrar no homem sinais do que ele é, além dos contornos de sua musculatura.” (KHEL, Maria Rita. Mulherio, ano 2, no.5, jan-fev.1982, p.14-15). A psicanalista feminista reforçava sua crítica observando como para ser ao mesmo tempo “moderna e atraente dentro dos padrões da boneca de luxo de antigamente”, as mulheres precisavam consumir muito mais, no interior de um sistema de referências ditadas pelo mundo masculino, em que o corpo feminino deveria ser ágil, limpo, magro, cheiroso e rígido. Propunha radicalmente “a subversão de nossos conceitos estéticos”: “A maior beleza é a do corpo livre, desinibido em seu jeito próprio de ser, gracioso porque todo ser vivo é gracioso quando não vive oprimido e com medo. E’ a livre expressão de nossos humores, desejos e odores; é o fim da culpa e do medo que sentimos pela nossa sensualidade natural; é a conquista do direito e da coragem a uma vida afetiva mais satisfatória; é a liberdade, a ternura e a autoconfiança que nos tornarão belas. É essa a beleza fundamental.” (idem) O repensar das práticas feministas levou, ainda, à decisão de abrir os guetos feministas e encontrar os inúmeros canais disponíveis e outros movimentos que ocorriam na sociedade. As feministas ampliaram seu raio de atuação, entrando nos sindicatos, partidos, espaços de diferentes entidades da sociedade civil e, sobretudo, no “movimento de mulheres”, que se articulara, desde os anos setenta, na periferia de algumas cidades, como em São Paulo, apoiado pela Igreja de esquerda e pelos grupos políticos envolvidos na luta pela redemocratização. Esse movimento, embora mobilizasse um número excepcionalmente grande de mulheres, não levantava questões feministas como bandeira de luta. Lutava por creches, por transportes urbanos, por melhores condições de vida sem, contudo, serem incluídas questões femininas importantes, como o aborto e a violência sexual contra as mulheres, temas bastante pertinentes nos meios pobres e ricos. Assim, o contato que se estabeleceu entre os dois movimentos liderados pelas mulheres – o movimento feminista e o movimento de mulheres – foi certamente muito lucrativo para todas. Para as feministas, porque passavam a atingir uma rede muito mais ampla de mulheres; para as mulheres pobres da periferia, porque lhes traziam questões que dificilmente seriam enunciadas espontaneamente, como as referentes à moral sexual, ao corpo e à saúde. Fundamental nessa associação, o feminismo desenvolveu e ampliou suas bandeiras de luta, dando destaque às questões da violência contra as mulheres e dos direitos reprodutivos. Vale lembrar que, nesse período, e como parte de seu próprio processo de abertura aos diferentes canais de participação social e política, o feminismo também se caracterizou por iniciar um diálogo com o Estado, sobretudo a partir de 1982, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina, em São Paulo. Em 1985, surge a primeira Delegacia Especializada da Mulher. Para muitas, isto significou um enorme perigo de institucionalização dos movimentos feministas, ameaçados de ser absorvidos pelo Estado “pós-autoritário”, mas ainda machista, enquanto outras julgaram os benefícios que daí poderiam resultar. Assim, se de um lado foram implementados determinados programas de ação como o PAISM – Plano de Assistência Integral à Saúde da Mulher – em 1984, a partir das propostas feministas de cuidados com o corpo e a saúde, de outro, várias feministas apontaram para as dificuldades de implementação efetiva do programa, que não contava com o apoio necessário do Estado. Sem dúvida, são enormes as conquistas realizadas pelos feminismos em todos os campos da vida social, ao longo dessas décadas, especialmente no que se refere à aceitação das mulheres no mercado de trabalho e ao seu reconhecimento profissional. Por outro lado, não há como negar o fato de que todas as conquistas arduamente ganhas ao longo dessas últimas décadas pelos feminismos não estão consolidadas. Ao contrário, são continuamente ameaçadas por pressões machistas as mais conservadoras. Uma das principais queixas das “novas mulheres”, em geral, é a dupla jornada do trabalho e o acirramento da competição no mundo masculino. As duas questões não podem ser dissociadas, se considerarmos que a exigência da qualidade do trabalho feminino ainda é muito maior do que a que se dá em relação aos homens. As mulheres ainda pagam um alto preço por participarem da vida pública, como continuam a denunciar as feministas. Na verdade, a libertação feminina acarretou um aumento muito grande do trabalho feminino, especialmente para as casadas ou com filhos. A guerra entre os sexos não terminou e, aliás, se acentua nos novos fronts: o profissional e o afetivo, transformando radicalmente o modo de pensamento, com suas problematizações diferenciadas.
Você leitora do nosso blog feminino e não sexista, já pode se retirar, percebendo que a mulher no Brasil do século 21 deixou de referir-se à prostituta, aliás, associação da qual atualmente quase ninguém mais se lembra...sorte a nossa!


Pesquisa em várias fontes (sites e livros), algumas referendadas no texto.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um conto

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Um Conto do Monge Ryôtan Tokuda.

Havia uma padaria em frente a um templo buddhista. O monge do templo precisou viajar e pediu que o dono da padaria cuidasse do templo, atendesse as visitas etc.
Ocorre que chegou um monge viajante à aldeia.
Antigamente, os monges viajavam, numa espécie de treinamento monástico, visitando outros monges, mestres e mosteiros. Desafiavam os mais fortes no Dharma (ensinamentos) e mantinham-se treinando. O recém chegado também praticava assim.
Nessas batalhas do Dharma, com perguntas e respostas, quem perdia era obrigado a deixar o templo; quem ganhava podia ficar como responsável. Uma batalha do Dharma era algo muito sério. Não era uma batalha de luta, mas de conhecimento, de experiências, de linguagem.

O monge visitante estava chegando e o dono da padaria, preocupadíssimo, ouvia a sugestão do chefe da aldeia: "Raspe a cabeça, coloque o manto e apenas sente-se diante da parede como se estivesse meditando. Faça como se estivesse em treinamento de silêncio, nada fale, nem escute e nem responda."
O dono da padaria se animou: "Ah, é fácil, isso eu posso fazer." Raspou a cabeça, colocou o manto e sentou-se voltado para a parede.Nisso chegou o monge visitante e começou a fazer perguntas sobre o Dharma. O dono da padaria assumiu um tom grave e fez "Shhh".
O monge entendeu, "Ah, ele está fazendo muitos dias de treinamento em silêncio, mas já que estou aqui depois de tão longa caminhada nas montanhas, vou aproveitar e perguntar com gestos, assim ele também pode responder com gestos, sem quebrar o voto de silêncio."
Gesticulando, o monge perguntou, "Como é o seu coração, seu espírito?" O dono da padaria respondeu com um grande gesto para as dez direções, ou seja os quatro pontos cardeais, os quatro pontos médios entre eles, para cima e para baixo: "Meu coração é como o oceano". Veio a segunda pergunta, "Como viver neste mundo?", e o dono da padaria mostrou os cinco dedos da mão, os cinco preceitos: não matar, não roubar, não cometer adultério, não conduzir os outros a erros, não usar intoxicantes.
O monge sentiu-se tocado, "Ah, que bonito!" E mostrou três dedos da mão, perguntando, "Onde estão as três jóias, o Buddha, o Dharma, a Sangha?" Ao que o dono da padaria respondeu com o punho, "Não procure longe, está aqui muito perto, perto do olho, está aqui."
Impressionado, o monge viajante foi embora.Vendo isso, o chefe da aldeia correu até o padeiro,
"O que aconteceu? Ele foi embora muito impressionado, me conta!"
E o dono da padaria explicou, "Aquele monge é muito estúpido.
Primeiro, fez um gesto com as mãos, perguntando quanto custava o pão, se o pão da loja era muito pequeno, e eu abri bem os braços, mostrando que meu pão é bem grande. Ele perguntou quanto custam dez pães e eu mostrei-lhe cinco dedos, dizendo cinco moedas, mas ele me mostrou três dedos, pedindo que vendesse por três, e eu pensei, que sem vergonha, e por pouco não lhe acertei um soco no olho!"

Esta é uma história muito engraçada que mostra cada um vendo o que está pensando em sua própria mente, interpretando à sua maneira. [...] O que você vê depende de seu interesse. Aquilo que não lhe interessa, ainda que esteja lá, você não vê. Muitas vezes ocorre o oposto, você vê o que não existe, você cria. Por isso, não confie muito naquilo que esteja vendo. Como podemos ver as coisas verdadeiramente? [...] Aqui há uma mesa, mas mesa, o que é? Madeira, árvore, pregos e o que mais? Afinal de contas, nada, vazio. Tudo é vazio.

Matemática de mendigo

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Tenho que dar os parabéns ao estagiário que elaborou essa pesquisa, pois o resultado que ele conseguiu obter é a mais pura realidade.
Preste atenção...
Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde).
Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado:25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca? Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00. Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$1,00 (o que não é raro), ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real. De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere (padaria em frente ao CEFET ). Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu? É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá (25 dias por mês) x35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História :É melhor ser mendigo do que estagiário (e muito menos PROFESSOR), e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo...Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
E lembre-se :Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.
Viva a Matemática.
Que país é esse?

Bafômetro, eu?

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Sexta-feira. 23:30. Entro eu numa boate da cidade para ver "os meninos" do Undercover num revival total dos anos 90, época em que a geração da minha faixa etária ainda conseguia achar noitadas de música e dança um programa completamente divertido. Achávamos!! Sim por que hoje em dia, para a maior parte de nós, "trintões", a madrugada é muito mais cansativa do que divertida, diga-se de passagem ;)) Público mais maduro que o de costume e a casa não estava lotada, enfim, tudo jóia, como sempre digo. Cheguei tarde e saí cedo. Noitada traquilérrima (aliás, ando numa fase de programinhas mais amenos), passei a maior parte do pouco tempo que lá fiquei, papeando numa mesa na área externa da boate. Afinal, duas coisas me levaram ali. O gentil convite ;) e a curiosidade de rever os ingleses, que outrora derrubaram o mundo, tocarem novamente por aqui (15 anos sem vir ao Brasil). Pois bem, graças ao meu amigo papai do céu, apenas uma caipiroscazinha eu consumi. Troquei outras doses por saudáveis copos de água com gelo.

A tal da intuição provavelmente. Venho eu linda, loira e em cima dos 8cm de saltos companheiros, tranquilamente guiando na volta para casa (se é que se dirige tranquilo de madrugada numa cidade violenta como Recife), quando "avistei" uma blitz (ou ela me avistou) do detran fechando a via por onde eu passaria. Putz, dancei. Afinal, qual o limite do bafômetro? Toc toc toc, baixei o vidro para aquele que estava em pé do lado de fora do meu possante, me olhando como quem diz "é dançou mesmo!" Os 5 segundos que ele me deu para pensar me fizeram tomar a decisão errada: Aceitar fazer o teste do bafômetro!!!! Escolha obviamente errônea, já que não sou obrigada a produzir provas contra mim mesma. Putzzzzzz. Todas os exames finais de matemática que fiz na vida, não me deixaram com frio na barriga que nem o que eu fiquei sexta a noite ;))) Putz, dancei, só pensava nisso, afinal no meu caso, eu perco a carteira de motorista e o emprego já que dirijo o dia todo em Recife e no interior do estado a trabalho!!! Soprei o bafômetro três vezes bem fraquinho,rs, quando ele já sem paciência pediu-me para tomar fôlego e ser mais dedicada a ação em si, rs.

Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. O que significava aquele barulhinho? Seria o apito que traduzia o meu pensamento "xi, dancei?!!"

"Pode ir moça, obrigada"

Ir pra onde? Presa ja?... Não, ele virou-se de costas Aninha, ele a liberou, corra...

Ué, será que ele encantou-se pelo par de lentes verdes que uso ;) e por isso deixo-me ir?...

Ou o bafômetro, como tudo neste país, funciona ao contrário, emitindo o som estridente para avisar que o teor alcoolico não gera risco ou até inexiste?...

Sei lá. Até agora não entendi. Nunca havia feito o teste e achei mesmo que aquele apito que soou na maquininha era o toque de recolher da polícia de trânsito. Ou me recolher ou recolher recompensas, sei lá...vai saber. O fato é que, um ano e quatro meses após início da vigência da lei seca, de acordo com o ministério da saúde, o número de internações por acidentes no volante caiu 28% em Pernambuco, o que é um avanço sim. Já o número de óbitos, é praticamente o mesmo se comparado ao período anterior a lei. E a pergunta que não quer calar, afinal, qual a tolerância do bafômetro para o alcool?

0,2 decigramas de alcool por litro de sangue, determinados pelo próprio ministério. Sim, mas em bom português, o que são 0,2 g/l sangue? Perguntinha difícil, já que esta é uma classificação perigosa que varia do poder de absorção e metabolismo sempre diferentes em cada organismo, segundo especialistas. Em linhas gerais, um pouco menos que uma taça de vinho, ou duas cervejas e em caso de bebidas destiladas, meia dose. Mesmo assim, para não ser detido por crime de trânsito, aconselha-se aguardar duas horas antes de assumir o volante e ingerir bastante água no período. Quer saber? Se beber, não dirija mesmo. O prazer não vale o risco pessoal e prejuízo financeiro. Afe, que susto!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Síndrome dos "Vinte e Tantos"

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(Autor desconhecido)

A síndrome dos vinte e tantos anos... ou talvez dos trinta e poucos......Inevitável não ler e pensar em tudo que estamos passando.... A chamam de “crise do quarto de vida”.Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.As multidões já não são “tão divertidas”…E às vezes até lhe incomodam.E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado(a) para se comprometer pelo resto da vida.Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo.Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.Suas opiniões se tornam mais fortes.Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… apenas com medo e confuso(a).De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… a com construir uma vida para você.E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que lêem esse textos se identificam com ele.Todos nós que temos “vinte e tantos”, gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…Mas todos dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.Parece que foi ontem que tínhamos 16…Então, amanha teremos 30?!?!Assim tão rápido?!?!


FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE! ****Aproveitar o tempo e uma orientacao biblica, encontramos em Efesios.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As mocinhas e o galã

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Passeio de domingo entre as mocinhas e o galã. Trata-se das redatoras desse blog e do filho lindo de uma delas, de apenas de 2 anos de idade e de encanto.

O roteiro foi iniciado na Livraria Cultura com uma breve circulada, depois um café no Paço Alfândega com direito a colocar os papos em dia, logo após uma parada estratégica em um ensaio de Maracatu, com nosso galã tocando Alfaia e dançando com sua mamãe, e claro, as tias corujas registrando tudo com suas câmeras, seguindo pelas ruas históricas chegamos na feirinha da R. do Bom Jesus com comprinhas de acessórios coloridos, e para finalizar, sentamos no Fiteiro do Recife Antigo e mais papos rolaram. Ufa!

Tarde tranquila, de boas surpresas, encontros inesperados. Simplesmente maravilhoso! Tudo registrado nas inúmeras fotos.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Feriado na serra mineira

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Pedro Leopoldo-MG. A cidade em que nasceu Chico Xavier. Situada a 40k do aeroporto de Confins, apresentando clima ameno e temperaturas noturnas em torno de 15graus, encontra-se o encantador Haras, pertencente a um jovem casal Pernambucano, em que me hospedei no último feriado.
Em meio a um vale, 50 cavalos Mangalarga puros (Só lá entendi finalmente a diferença entre Mangalarga e Mangalarga Marchador) são mais bem tratados que muitos de nós ;)) Uma delícia cavalgar em alguns dos premiadíssimos animais ali disponíveis. Pois bem. Muito jóia o contato com o campo. Eu simplesmente amo natureza, embora seja urbana demais para muitos dias sem conectividade (Fiquei sem acesso a celular e net!!!). Foram 4 dias de ar puríssimo, animais diversos, frutas colhidas no pé (Amoraaaaaaaaaaaaaaa. Comi Amoras colhidas no pé, pokan, pequi e muitas coisitas que não vemos na cidade), trilha na mata, entre outras distrações algumas divertidas, outras relaxantes.
Comidinhas tipicamente mineiras, como polenta com carne, se misturavam a outros ítens do grande menu de feriado, foie gras (O famoso fígado de pato), aliás o próprio prato numa versão de risoto que mais parecia um pecado ;))), queijos finos, tudo regado a grandes rótulos como Quinta dos quatro ventos, entre outros. Fica o registro da excelente receptividade a que fui submetida. Amei os dias desfrutados neste pequeno pedaço do paraíso, onde 14 pernambucanos de coração se encontraram para um feriado diferente, recheado de lembranças e grandes histórias (Fiquei bastante emocionada com os relatos de um exilado "sobrevivente" da ditadura e suas lições de vida, histórias de solidão e aprendizados vivenciados em outro país). Enfim, com saudade do feriado... Voltei ha uma semana, mas metade do meu coração que por lá ficou ainda nem chegou ;))) Coração folgado!!!

Apesar de você

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"Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão


Apesar de vocêamanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar


Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar


Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queriaVocê vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de virantes do que você pensa
Apesar de você


Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesiaComo vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,

Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você


Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,La, laiá, la laiá, la laiá??"

Chico Buarque

É difícil fazer amor, porém se aprende...

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“Para fazer amor
deve evitar-se um sol muito forte sobre os olhos da jovem
tampouco é boa a sombra se o dorso do amante se queima para fazer amor.
Os pastos úmidos são melhores que os pastos amarelos
porém a areia grossa é ainda melhor.
Nem ao pé das colinas porque o chão é rochoso nem próximo das águas.
Pouco reino é a cama para este bom amor.
Limpos os corpos serão como uma grande pradaria:
que nenhum vale ou montanha reste oculto e os amantes
poderão tomar fôlego em todos os seus caminhos.
A escuridão não guarda o bom amor.
O céu deve ser azul e amável, limpo e redondo como um teto e então
a jovem não verá o Dedo de Deus.
Os corpos discretos porém nunca em repouso,
os pulmões abertos,
as frases curtas.
É difícil fazer amor, porém se aprende"...



Antonio Cisneiros. 1924. Chile.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro

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Essa era a missão dela, ao menos havia decidido isso aos nove anos de idade.
Agora aos vinte e oito se sentia indignada porque nada cumpriu.
Ao menos assumia, não iria enganar ninguém, nem a ela mesma, seria desaforo demais, afinal de contas cachorro não é filho, pés-de-feijão não são árvores e blog não é livro.
Acreditava que essas três seriam as mais óbvias e fáceis, logo fica claro que não cumpriu todo o resto.
O fusca azul, os quadros que pintaria mesmo sendo um diagnóstico de daltonismo, o curso de jardinagem, queria a casa mais florida da família e da vizinhança, sempre acreditou em bons fluidos e que uma casa florida seria um ensaio do paraíso. Ainda havia o salto de pára quedas, a biblioteca, uma mesa de fazenda, hipismo e outros que não gosta de revelar.
O tempo passou rápido demais, e isso é covardia, os planos se perderam em contas, trabalho, amores e desamores.
A menina esqueceu até do passeio ciclístico seguido do banho de mangueira do Instituto Capibaribe que sempre se prometeu nunca deixar de ir.
Dia desses sentiu um vento forte passar na orelha, foi a vida, passou por ela numa velocidade tremenda, lhe causou um arrepio terrivel e a menina ainda viu muitas pessoas atras dela a gritar “me espera um pouco!”
Ela prometeu que a vida quem vai pedir a ela para esperar.
O curso de comida japonesa ela já fez, o fusca azul esta na agulha, o curso de jardinagem é de apenas um dia, no salto de pára-quedas irá se jogar pra valer, o hipismo era só para aprender a montar, isso ela faz bem, no Natal deve plantar um coqueiro que é mais regional, a mesa encomenda em Gravatá, a bicicleta ja esta no orçamento, na cidade dela não faltam ciclistas.
Fica a faltar um filho...

domingo, 11 de outubro de 2009

América Medita

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No próximo dia 12 de outubro, às 18h teremos um evento histórico: América Medita.
Será a primeira vez em que teremos uma meditação simultânea em todo o continente americano. Dentre as cidades que irão meditar juntas estão: Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires, New York, Montreal, Montevidéo, Cidade do México, La Paz, Santiago de Chile, Salvador, Lima, Assunção, Quito, Caracas, Bogotá, Paramaribo, Georgetown, Santo Domingo, San Juan de Puerto Rico, San José de Costa Rica e Panamá.
Existem pesquisas que comprovam que a prática de Meditações em Grupo, não só beneficiam seus praticantes, mas também toda a área em sua volta. Há estudos que comprovam que a prática de meditação coletiva pode ajudar a reduzir em até 25% a violência naquela região, sem qualquer alteração na conjuntura econômica ou política.
Por que isso? Porque toda essa vibração de paz e serenidade que criamos dentro de nós não ficam só conosco, mas são irradiadas para todo o ambiente.
No Rio, a meditação será em um dos pontos mais lindos da cidade, diante de um pôr-do-sol deslumbrante: A Pedra do Arpoador. Imagine centenas de pessoas meditando lá ao pôr-do-sol. Em São Paulo será na Praça da Paz no Parque Ibirapuera.
Quanto mais pessoas participarem mais forte e maiores serão os benefícios, tanto para nós quanto para toda a cidade, país e todo o continente! Você poderá meditar, porém, sem sair de casa...
Por isso divulgue, chame seus amigos. Vamos todos contagiar e ser contagiados por essa atmosfera de Paz! Não é necessário qualquer conhecimento ou técnica de meditação para participar, basta se sentar e ser contagiado por essa atmosfera de paz e serenidade que irão contagiar todo o continente.

Faça parte desse evento histórico!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bienal Internacional do Livro de PE

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Suspeitíssima para opinar sobre a Bienal, já que se trata de alguém que ama leituras de uma forma geral. Em 1930, Monteiro Lobato já dizia "Um país se faz com homens e livros". Conhecimento para fortalecer-se. Educação para saber usá-lo. Esta é minha singela opinião que complementa o que ele expressava naquele século. É muuuuuito bom "viajar" nas eras passadas, alcançar outros mundos, entender valores e crenças importantes usadas em sociedades distantes, adquirir cultura, conhecer o desconhecido, estudar o que quer que seja, saber expressar-se através da opinião alheia, baseada em conceitos escritos por alguém que teoricamente sabe mais que você sobre o assunto tal e que se dispor a ensinar, transmitir e perpetuar idéias a serem assimiladas ou não pelo leitor, porém ao menos discutidas. Até a crítica que renega a obra que se leu, vale como exercício de conhecimento.



Pois bem. Com entrada franca e uma oferta extensa de títulos e temas, está instalada a Bienal de Pernambuco, no pavilhão do centro de convenções. Apesar de bastante movimentada a feira, o estacionamento estava até tranquilo. Visitei a feira com a Carol, que aliás encantada que sempre foi pelo Lobato, adquiriu de cara uma edição especial de Alice no País das Maravilhas, a fábula, cheia de parábolas na verdade. Linda a apresentação desta edição!!!



Andamos um pouco, enquanto namorávamos o que levaríamos. Detalhe: alguns exemplares principalmente best sellers, podem ser encontrados bem mais baratos nas livrarias da cidade. Na feira, livros badalados como Amar, comer e rezar, Crepúsculo, Anjos e demônios, entre outros, estão super salgados. Mudamos o foco. E fomos em busca do que nossos corações queriam ler (Sim, isso mesmo que você está pensando, Carol de fato possui um delicioso coração infantil, rsrsrsrs).



Momento nota 10 da noite foi que escolhemos o Café Cultural para a tradicional pausa do cafezinho (Espaço fechado, refrigerado, com grupos de mesas e cadeiras onde se pode agradar a paladar com expressinho e produtos Delta e ainda funciona como mini-teatro para discurssões sobre obras vendidas na Bienal. Muito jóóóóia o espaço). E para nossa suspresa, um debate acalorado estava acabando de iniciar. Num momento tipo "Conversar com o escritor" o Samarone Lima, de posse do microfone, defendia sua obra "Cuba - 50 anos depois, uma viagem ao cotidiano", enquanto era sabatinado pelo crítico literário ali presente, tendo um mediador entre ambos que abria o debate sobre os aspectos do socialismo para a sociedade moderna de Cuba. E eu adoro o tema Cuba, tendo inclusive já mencionado o assunto aqui neste blog. Muitas pessoas da seleta platéia, como um político lá presente, uma psicóloga, um funcionário público, entre outros que tiveram a oportunidade de visitar o país ou até viver o socialismo em outro contexto, como na antiga União Soviética, engrandeceram o debate.



Gente.... Muito bom. De verdade. Eu iria a Bienal todos os dias....rs... Mas sou consumista e adoro ler. E livros ainda são caros. Melhor ficar em casa nos próximos dias e ler os exemplares que adquiri ;))) Werther, a obra polêmica que lançou Goethe. O diário de Anne Frank. E o elogiadíssimo A Cabana. Comento-os aqui no blog posteriormente. Por enquanto tenho outro título na prioridade. Ganhei semana passada Viagem ao mundo dos vinhos. Presente que foi adquirido no lançamento da obra na Livraria Saraiva, no qual apesar de convidada, não pude participar, me foi ofertado dias após o evento e diga-se de passagem recebido por mim com grande entusiasmo já que este também é um assunto encantador. Levarei para o feriado em MG.... Obrigada sempre. E boa leitura a todos nós.

Prazer X Cumplicidade

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Hummmm... Teminha recorrente aqui neste blog: Relacionamentos!!
Na verdade nós, as redatoras deste blog somos acima de tudo obervadoras da alma e comportamento humano. E lógico, pertencentes ao sexo feminino, aquele da "boca larga e o coração frequentemete preenchido" temos sempre muito a contar sobre nós e sobre os outros ;))))
Estive num grande shopping da cidade esta semana e de dentro de um provador numa charmosa loja, escutava o assunto de duas mulheres, um pouco mais velhas do que eu, a discutir sobre a escolha de um novo namorado entre duas opções disponíveis. Confesso que demorei mesmo a provar as peças que levei a cabine pelo simples prazer de escutar o assunto alheio rsrsrsrs, do qual inclusive fui sondada a respeito da minha opinião, já que num certo momento lancei sobre aquela que contava sua história, um sorriso de cumplicidade concordando com um dos comentários.
O caso era: prazer ou cumplicidade? Num blábláblá interminável dentro do provador, a amiga indecisa contava a outra sobre a difícil missão de selecionar para manter perto de si aquele por quem seu corpo entrava em ebolição ou o companheiríssimo homem que agradava demais sua alma. Ihhhhh. Polêmica vai, polêmica vem, fiz questão de formalizar minha opinião antes de deixar o recinto: Cumplicidade. Sempre. Muita. E pra sempre.
Acho muito jóia casais com nível de sex appeal elevado ao cubo. Porém acredito que este é um estado de espírito com prazo de validade. Enquanto que cumplicidade é algo imortal, ou ao menos que vive até enquanto possa viver aquele relacionamento. Particularmente falando apesar de ser uma menina extremamente agitada {... ;)))))}, eu ando demais, falo demais, gesticulo demais e infelizmente penso demais, rsrsrs, eu gosto de estar acompanhada de homens mais serenos. Posso estar sendo preconceituosa, mas acredito que figurinhas regidas pelos signos de fogo, que caminham transbordando sex appeal nao são muito confiáveis. E lealdade é ponto chave em relacionamentos maduros e prósperos. Claro que existem fases na vida que apenas queremos nos divertir, sem compromissos, sem contratos, sem promessas, e para estes momentos nada melhor que uma cia divertida e quente ;))))
Só que mesmo os corações mais levianos cansam. E querem colo. Eu mesma fico encantada.com.br com homens educados, inteligentes e muito cuidadosos. E é neste modelo que miro minha opçao quando se trata de namorarrrrrrrr de verdade. Pois é, a sra independência aqui gosta de um dia-a-dia próximo daquele a quem se escolhe. Acho muito engrandecedor para ambas as partes o compartilhamento do cotidiano alheio. E cá pra nós, não existe mesmo nada mais gostoso que alguém que lembra de nós constantemente, se faz presente, oferece presentes, rs, cuida-nos e permite que toda a recíproca seja verdadeira. É muito chato apaixonar-se por algo que não podemos desfrutar. A estas cias, o benefício de noites tórridas de sexo e manhãs vazias de companheirismo. Não condenando-as claro. Há de se respeitar a opção alheia. "Cada um segue o caminho que deseja e se este não é seu objetivo (sentir-se só mesmo quando acredita estar acompanhada) que você procure andar em outra calçada, simplificando assim a vida", disse eu aquela desconhecida na minha frente. E continuei... "Na outra ponta temos um mar de qualidades. Intimidade. Carinho. Aconchego. Respeito. Amizade. Orgulho pelo outro. Cuidado. Cumplicidade. E sexo bom!!!" Sim, porque este blábláblá todo é para reafirmar o que eu disse a minha "amiga momentanea". "Casais cúmplices funcionam num nível de maturidade e equilíbrio tão linear, que certamente desfrutam de noites interessantíssimas... Onde dormir de roupa é tão divertido quanto estar sem...."
Aiaiaia.... Saí suspirando do provador. E feliz de ter opinado. Como sempre aliás!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Momento de inspiração

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Daqui ouve-se o som das ondas
E a voz suave da morena
Sopro de brisa
E o cheiro salgado do mar
Na orelha uma flor de açucena

Os pés pisam na areia
E deixam as ondas tocar
O vento balança os cabelos
Ela contempla o mar
Poema morena

Vestido brejeiro
Longa saia com flores miúdas
Lavanda é seu cheiro
Nos seus lábios um brilho de saliva
Olhos de cor trigueira

Morena de passos lentos
Que nos meus sonhos permeia
Quero o sol que repousa em sua pele
E o meu amor que semeia
Morena sereia.


Morena - Por Karla Marques

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Honey baby

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"Você precisa saber da piscina, da Margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com gente
Me ver de perto.
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo Baby, baby, há quanto tempo
Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais
E o que eu não sei mais
Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade. Da América do Sul . Da América do Sul.
Você precisa, você precisa. Não sei, leia na minha camisa"

Caetano Veloso

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quando é que será quando...

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Quando é que o cativeiro
Acabará em mim?
E, próprio dianteiro,
Avançarei enfim?

Quando é que me desato
Dos laços que me dei?
Quando serei um facto?
Quando é que me serei?

Quando ao virar da esquina
De qualquer dia meu,
Me acharei alma digna
Da alma que Deus me deu?

Quando é que será quando?
Não sei. E até então
Viverei perguntando:
Perguntarei em vão.

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Brahma Express Recife

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Inaugurada a nova franquia da Brahma Express em Recife ontem. Estive no coquetelzinho de inauguração do bar, localizado na Conselheiro Aguiar, em local de péssimo acesso (manobristas de uma empresa particular cobravam R$6,00 para deixar nossos carros onde? Aliás, onde se encontra estacionamento fácil numa cidade "inchada" como esta ? ;0). Bem, mas tirando este detalhe vamos ao que interessa. Chop da melhor qualidade.
Na verdade, não sou muito chegada a cevada. Nada de leveduras, maltes. O hálito e paladar são rápidamente alterados no consumo de bebidas a base destes ingredientes. Sem falar que sào extremamente calóricas. Eu sou mais adepta do amigo vinho (107cal a taça com 125ml) ou de uma boa dose de vodcka (48cal a dose padrão de 20ml). De qualquer forma, é inegável que uma turma divertida (como a de ontem), assuntos leves e petiscos quentinhos, combinam mesmo com a mesa redonda e a tal bebiba clarinha, com o clássico colarinho e geladíssima (e claro, recheada com 18ocal a tulipa com 300ml ;))). Tomei alguns. Mas me recuso a fazer as contas desta soma!!!
Charmosinha a nova unidade da rede de franquia que tem como objetivo a comercialização do produto em esquema de delivery para festas e comemorações. Custando R$6,00 por litro, a loja disponibilizará para suas encomendas, instalação da choperia na residência, além de copos padronizados e serviço de bar incluindo garçom e chopeiro. Os barris disponíveis nesta unidade são de 30 e 50 litros. Logo mais o de 10 litros também entra no menu.
Muito jóia a noite de ontem. Gente super bonita. Um sambinha tocando ao longe. Programinha light e muito divertido. E para quem gosta do produto, segue as dicas da AMBEV para melhor aproveitamento daquele copinho preenchido com líquido classificado como Pilsen, leve, de baixa fermentação, sabor encorpado, aroma neutro, teor de amargor menos acentuado e teor alcoolico médio. Vale lembrar "Se beber, não dirija". Ou como diz o filme "Se beber, não case"!!
* Quanto mais novo o produto, mais saboroso
* Toda chop, claro ou escuro deve fazer espuma. É a "prova viva" de estar consumindo produto de boa qualidade. O colarinho ideal tem 3 "dedos".
* A pequena quantidade de espuma, ou a sua inexistência podem ser decorrentes de 3 razões: o produto estar "choco", gelado demais ou o copo estar mal lavado! Fique de olho!!
* A cerveja ou chop devem ser servidos a 3cm de altura do copo.
* Copos de vidro de espessura fina ou de cristal são os mais indicados.
* Bom divertimento!!!

Só não se perca ao entrar....

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Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular...
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular...
__ Marisa Monte__

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vivendo a solteirice

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É, são três amigas queridas e solteiras. Belezas acima de média, inteligências acima da média, sedutoras acima da média, bem sucedidas profissionalmente acima da média...e modestas acima de média. (risos) Mulheres com experiências diversas, que foram amadas, que deixaram de ser amadas, que foram enganadas, e além de tudo em algum momento foram desalmadas com os homens que mereceram, ah e como foi bem feito! Somos mulheres comuns, mas cheias de personalidade.

Por quê estamos solteiras? É, não sei... talvez seja porque ainda não encontramos a outra parte que nos cabe. A outra metade da laranja, e que além de tudo, precisa vir madura e doce. Pessoas vão e vem, alguns ficam por mais tempo que outros, mas "o homem" ainda nos espera com todos os pré-requisitos ou mesmo, uma parte deles. Mas que ele vem, vem sim. E, se já não veio e nós que não percebemos. (risos)

As vezes nós meninas ou melhor, mulheres de 30, nos reunimos sempre e conversamos sobre como é vazia a vida de solteira. Alguém diz - Me interne, que eu só posso está ficando louca! Outra diz - Não adianta me chamar para sair, sou agora uma pessoa caseira e profissional. E a ainda tem quem diga - Gastei todo meu salário de bebidas e voltei pra casa com uma lista de novos paqueras nada interessantes. Seria cômico se não fosse trágico! Até parece, a choradeira é grande mas o "vamos ver" é ótimo! Quando estamos juntas, as risadas são intensas, as piadas fluem e novos amigos surgem. Aliás, quantos novos amigos na agenda do celular, hein meninas? Pessoas que entraram na nossa vida de repente e já parecem velhos amigos de infância.

Não é vazio ser solteira. Aliás de vazio não tem nada, é cheio de programações e convites, no melhor estilo Vip. Só nessa fase nos tornamos Vip. (risos) Quando estamos "casados" ninguém nem lembra de nos convidar. É um momento. O momento prévio do algo mais, é assim que vejo a solteirice. Momento para ficar guardado nas nossas memórias e nas inúmeras fotos. Eu sinto, e é quase uma intuição (não sou vidente, cartomante ou coisa parecida), que logo estaremos mais afastadas, porque cada um encontrou ou reencotrou um caminho, morar num lugar distante até quem sabe em outro país, ou um parceirinho para chamar de seu para te levar ao cinema aos domingos e fazer projetos de vida, ou até um certo alguém que te leve para morar com ele no Alaska. Alguém duvida disso? Eu tenho certeza absoluta, é sempre assim. A solteirice é um estado e não uma condição.

Então, aproveitemos nossa estada na vida de solteira com muita intensidade, sem obrigações, sem horários, sem jantar com a sogra, sem satisfações...até que tudo mudará. É assim...

Até mais tarde amigas, estaremos juntas e na lista Vip, com novos amigos e um bom chopp gelado em alguma inauração de um bar badalado na zona sul. E claro, amanhã tem café para comentar das novas aquisições e falar mal das roupas das mulheres cafonas. (risos)

domingo, 27 de setembro de 2009

Tres amigas queridas estão em festa.... De novo!!!

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Só tu mesma pra me arrastar aquele "inferninho dominical" numa época que ando trabalhando tanto e tão caseira, rs. Mas quer saber? Irei com prazer!!! Você faz aniversário, mas que ganha o presente sou eu, afinal sua cia sempre tolerante, educada, disponível, sensata, divertida e muito agradável é um presente aos que dela podem fazer uso!

Que papai do céu CONTINUE segurando firmemente em suas mãos, enquanto com ele caminhas. E que o universo conspire sempre a seu favor....rs.... Para que "o quando" logo se instale.... E lhe traga tudo que aspiras e mereces.

Feliz aniversário amigaquerida!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Miss Imperfeita

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Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!´
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante...
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos..
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora
Texto na Revista do Jornal O Globo

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Eu também quero!!!

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Gente. O que é aquilo peloamordedeus?????? Capaz de derrubar até os corações mais gelados como este que vos escreve.....rsrsrsrs. Perto disto todos os homens da face da terra são reles e desinteressantes mortais.

Olha, vou confessar. Não sou assim uma menina tão boazinha. Aliás, existe algo de muito sinistro em meninas boazinhas demais. Ou uma mediocridade disfarçada. Ou uma inocência cega que infelizmente não cabe no mundo atual. Hummmm. Meio termo. Não, também não sou uma mulher meio nada. Muitas qualidades. Muito defeitos. Isso! Pronto! Tudo de muito. Porque sou assim abundante....

Ok, mas e aí? Que mais? Preciso saber.... O que na verdade ele quer? Não sou morena. Putz. Nada morena. E meus olhos? Porque não nasci de olhos pretos? Putzzzzz. Todo mundo e seu Raimundo adoooooora olhos claros. Mas ele não, pelo jeito. Que falta de sorte.... Cozinhar???? Será que ela cozinha? Acho que não. Nem deve ter tempo... Ao menos ganhei 500 pontos no Bomclube, pra não ficar tão pra trás na disputa. Eu odeio cozinha. Este é o lugar da casa onde deveria habitar só fogão, geladeira, micro ondas e lava-louças. E todos com controle remoto para nem precisar se aproximar. Ela também não deve cozinhar.

Olhando bem... Seus pés estão sempre descalços. E eu não sou uma menina de ficar "no chão". Gosto da vida vista do alto.... 8, 10 cm..... kkkkkkkkkkkkkk. Chinelos para passear? Só se for no corredor do hospital. Usei quando tive meu baby. Ahhhhhhhhhh. Ela não te baby. E eu tenho um pequeno príncipe. E ele não deve gostar de pacotes tão completos... ;) Bem, também não tem como concorrer com um corpo escutural daquele não é ???? E aqueles cabelos???? Também aí já seria sacrifício demais. Acho que vou desistir..... E continuar sonhando...

Bem, fazer o que? Dormir!! Amanhã é dia de branco. Vou procurar depois uma comunidade no Orkut para me filiar e ver o que acontece. Algo como "Eu também quero casar com o José Mayer".... ;)))) Enquanto isso, cama! Nada melhor que sonhar com o que na verdade não podemos ter. Vai que vira realidade.... !!

Mulher

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As vezes páro e penso, como é difícil ser mulher...

É como viver várias vezes a mesma vida. Todos os dias é uma grande batalha, de causas quase perdidas que por nossa garra saímos vencedoras. É pensar antes de acontecer. Ser mulher é ter dúvidas do que vestir, ou mesmo, de quem escolher para ter ao nosso lado. Eles se enganam, mas somos sempre nós que os escolhemos. Ser mulher é ser tudo ou ser nada. É desconhecer a palavra recompensa, é só fazer, fazer... Nós cancelamos nossos sonhos em prol de terceiros. Somos mães em período integral, para o resto de nossas vidas. E, as que não são mães, sonham em ser um dia a melhor de todas. Somos sonhadoras e esperamos o que ninguém mais espera. É cair e levantar. É ser enganada e dar a segunda chance. É esbravejar por um pequeno detalhe, e apaziguar quando é necessário. Ser mulher é receber um não, e correr atrás do sim até os últimos dias que nossas vidas. É estar no fundo do poço e conseguir sair sozinha dessa. É fazer mil coisas ao mesmo tempo. É chorar sem motivos. É rir mesmo triste. É acreditar no que ninguém mais acredita. É se achar feia, mesmo quando todos te acham linda. É ser forte, e fingir ser frágil para ganhar um beijo. Ser mulher é falar demais. É perder a fala por amor. É comprar supérfulos. Gastar quase todo o salário consigo mesma. É ter unhas impecáveis. É comprar, vender, alugar, mas nunca dever sentimentos. É construir na cabeça um conto de fadas para viver, que nem sempre tem um final feliz. E, mesmo assim continuar amando. É dar o que não foi pedido. Ser mulher é perdoar, até o imperdoável. É não ter vergonha de chorar por amor. E chorar mais uma vez, se preciso. Não entender o fim. É saber a hora certa do fim. E esperar sempre por um recomeço. É acreditar que tudo será melhor e o que passou foi uma experiência. É ser feliz apesar dos decepções de temos com as pessoas. É ser mãe dos filhos de outras mães, e tratá-los com amor. É ser Karla, Carol ou Ana Keyla, assim tão cheias de vida e ânsias de novas experiências. Ser mulher é fincar a bandeira da vitória, mesmo sem ser a de "Independentes Futebol Clube". É entender as fases da vida, pois temos nossas próprias fases.

Como é difícil ser mulher...e tão maravilhosamente mágico!

sábado, 19 de setembro de 2009

Resposta (Skank)

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Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou prá trás
Também o que nos juntou...



Ainda lembro
Que eu estava lendo
Só prá saber
O que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero
Resposta...



Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar
Que ninguém mais pisou...


Você está vendo
O que está acontecendo
Nesse caderno
Sei que ainda estão...



Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite...



Em paz eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Adoção

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Lindo demais!!! Prazer imenso ter visto o Gobo Repórter de hoje, que abordou o tema "Adoção" sob a ótica emocional da situação. Fique encantada.
Vivendo tranquilamente em nossos lares, a maioria de nós não possui o alcance real do que é não ter família. Nenhuma família. Imagine-se nascido de ninguém, vindo de não se sabe onde, com a perspectiva de ser nada mais do que se é, um estranho até para si mesmo. Será que você consegue? Difícil...
O sargento do corpo de bombeiros que travou uma luta consigo mesmo para criar antepassados. Tendo sido registrado com apenas o primeiro nome e sem pai nem mãe na certidão de nascimento, por ter sido abandonado num orfanato, conseguiu na justiça o direito de criar um sobrenome e inventar um nome fictício para uma mãe que nunca existiu na verdade. Certidão alterada, foi em busca do que o papel não lhe oferecia, afeto! Escolheu na igreja amigos para serem seus pais adotivos e mesmo já quase adulto, foi prontamente atendido por um pastor e sua esposa... Nossa. Quantas histórias carregam cada um dos rostos que cruzam conosco dia-a-dia?
Vivendo uma fase extremamente maternal, me emocionei nos quatro blocos deste programa. Devo confessar que trabalhando fora de Recife esta semana, me peguei literalmente viajando com meus cúmplices botões sobre este assunto. Perto de completar 32 anos, madura, profissional, emocionalmente equilibrada, separada, independente, eu toparia sim adotar uma criança em mais alguns anos, se a história da minha vida não contemplar a formação de uma nova família com novos filhos (Fugindo de relacionamentos fica difícil né Aninha?! rsrsrsrs) . Quero ser mãe de novo sim. E por que não mãe de coração? Sabe de uma coisa? O mais forte e fundamental laço que pode existir entre os seres humanos, o amor entre pais e filhos, não descende de carga genética alguma. Consanguinidade gera características físicas e traços de personalidade apenas. O amor, no entanto, é uma decisão do coração. E meu coração é forte, grande e decidido ;)))
Conheço de perto a realidade das crianças que moram em orfanatos, pois juntas há alguns anos atrás, quando a vida nos permitia melhor uso do relógio, nós, as redatoras deste blog, partilhavamos a convivência com pequenas estrelinhas que aguardavam sua constetalação chegar, com olhos brilhantes e curiosos. E vendo o Globo Repórter de hoje me bateu uma nostalgia daquele tempo, em que um dos assuntos preferidos nos fins de tarde na cafeteria eram aqueles anjinhos e nossas milhares de idéias em prol da ajuda que prestávamos. Um lar de crianças mutiladas pelo abandono, miséria absoluta, violência doméstica. Um lar onde filhos aguardam decisões judiciais que lhe darão novos pais. Um lar onde reina a esperança, mas sobretudo impera a incerteza muitas vezes disfarçada pela inocência.
E então vendo a TV enquanto arrumava a mala do meu filhote que este fim de semana viaja com meus pais para só voltar em 4 dias (sds desde já, rs), me veio a idéia. Dia das crianças está aí. Que tal fazermos alguma ação em benefício do "lar" por ocasião desta data? Como sei que elas toparão "de pronto", avisaremos logo mais através desta ferramenta e de tantas outras interativas que usamos, como cada conhecido, leitor, amigo, pode ajudar. E garanto: Os que alcançam o quanto esta ajuda para nós tão pequena, é grandiosa para os que aguardam por assistência, e quão profunda e sincera é a gratidão com que recebem estes atos de solidariedade mesmo quando nem desconfiam de que se trata esta palavra, tenho absoluta certeza que ajudarão.
"O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não! Só por amor se pode dar banho a um leproso"
Madre Tereza de Calcutá.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dançar

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Já reparou o que você faz quando ganha um presente que tanto queria, recebe aquele esperado telefonema, é promovido ou seu time faz um gol? Pula de alegria, não é? Você faz isso porque está obedecendo a um ritmo interno, e seu corpo se movimenta para expressar esse sentimento.
A dança é uma forma de expressão corporal e é fundamental para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoemos a nossa coordenação motora, e quando efetuada em grupo proporciona a convivência social saudável.
Dançar causa uma sensação de bem estar, de alegria, no entanto é complexo conseguirmos através de palavras explicar como a expressão corporal nos pode trazer tantos benefícios. Cada passo, cada movimento, transborda nossas sensações, nosso estado de espírito. É uma sequência de gestos, passos e movimentos corporais com ritmo musical que expressa estados afetivos, por isso, as vezes, melhor fazê-lo a dois ou sem ninguém para olhar (risos).
A dança surgiu pela necessidade do homem pôr para fora suas emoções. Antes de procurar se comunicar com palavras, o ser humano já se expressava com movimentos corporais, desde os rituais dos povos primitivos, passando por acontecimentos sociais e religiosos, e influenciando até nas festas dos dias de hoje, por isso é considerada a mais antiga das artes e talvez a mais completa.
Enfim, só traz beneficios e o melhor, pode ser praticada por profissionais e amadores, todo e qualquer ser humano dança, seja qual for seu estado de espirito ou a sua tribo. Reparou que até os bebês dançam? Dançar é até esporte, tem dança no gelo, ginástica artística, nado sicronizado entre outros. E os ritmos são diversos, tem o tango, regaae, rock, samba, forró, ballet, bolero, capoeira, can can, contemporânea, contra-dança, country, flamenco, funk, jazz, dance, mambo, merengue, valsa e muito mais. Eu mesma vou colocar Gipsy Kings para tocar agorinha e me largar a bailar.

DESESPERAR JAMAIS

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Encho a boca para dizer: tenho lindas amigas solteiras, no auge de suas formas físicas e cerebrais, que possuem tantas outras amigas que fazem parte desta imensa equipe de mulheres focadas em encontrar um parceiro, porém sem muita paciência para os "Zé Bocós".
Mas, confesso que poucas e bem poucas não estão “azedas”, em qualquer rodinha sou bombardeada por estatísticas e teorias sobre solteirice, tem gente falando que já tentou de tudo; ser santa, puta, loira, morena, ruiva, patricinha, alternativa, evangélica, beata, surfista e por aí vai... e que tentaram vários homens, viúvo, vizinho, cotó, mentiroso, padeiro, bicheiro, político, bebum, vaqueiro, pai de familia, artista, mas sempre concluem que a cada dia a situação ficará pior e devemos abandonar o sonho da maternidade logo após os 30.
Além de tudo isso, os garotos (isso inclui os de 20 aos de 40 anos) ainda podem escolher quem quiserem e fazem vários testes drives para decidir com mais base. Achou pesado? Pode crêr que aliviei um bocado, pois sendo solteira, foi por pouco que nestes últimos meses ouvindo tanta desesperança, quase desisto de tudo e me interno num convento renegando sexo, chocolate, promoções e festinhas.

Por que o poder está com os homens?
Continuo sem acreditar, ainda acho que os mesmos não resistem a uma boa conversa, simpatia e charme.
Deus! Que esta acontecendo? Será que eu vim de outro planeta? Será que meu raciocínio faz sentido?

Continuo achando que não é com celulite que eles se importam, acho que eliminatório para eles ainda é ser chata, implicar com amigos e família dele, ou a tal da química que não rola. Como diz uma grande amiga, se o cara descobriu que você não é a pessoa dele, é só uma questão de ele ter descoberto isso primeiro, certamente, mais na frente, você acaba descobrindo que ele não é a sua pessoa, e olha que a cada dia confirmo esta verdade em inúmeras ocasiões.

Vamos lá, vamos desenvolver estes questionamentos, por que o poder está com eles?

Desde a época da avó da minha tataravó basta uma balançada de cabelo com um cheirinho bom de xampu para cem mil corações masculinos enfartarem, será que isso mudou? Acredito que não.

Quem se desesperou primeiro? Romeu ou Julieta?

Quem abdicou do trono da Inglaterra para ficar com a Sra. Simpson? Duque de Windsor. E tantos outros exemplos que temos em nosso dia a dia, se na “night” parecem ser diferentes eu continuo a achar que no fim das noites eles sempre voltam as suas Helenas, como sempre foi e como o Chico Buarque falou, e se foi o Chico, quem discorda? Porque gente, é o Chico!

Concordo que a ansiedade existe, sinto isso, a nossa vontade de tudo correr como queremos, faz parte de ser mulher, "romancear", temos anseios sim, coisas como, será que ele vai ligar? Pode demorar mas liga, e desafio qualquer mulher a me falar o contrário. A questão é como se comportar quando ele ligar, quanto mais indiferente a demora você estiver, maior a surpresa dele, em vez de fria e bravinha como seria de costume depois de uma semana, por que não simpática e colocá-lo na geladeira? Mas sem deixar de dar corda, em geral eles surtam, que mulher vai discordar que funciona? Aí você escolhe, quer continuar com esse ou prefere tentar outro?

Outra ansiedade nossa é achar o parceiro ideal. Esse ser existe? duvido. Todo homem corta unha na sala, deixa toalha molhada na cama, e faz cara de paisagem quando você esta contando algo muito importante para você, óbvio.

Outra questão, e daí que você está nos 30? Atualmente a mulher começa a ficar linda após eles, se Balzac fosse escrever hoje certamente mudaria a idade da balzaquiana de 30 para 40. Maturidade não é defeito. E por falar em defeito, celulite e estria também não são, até Scarlet Johansson tem, dizem que Cleópatra tinha. Continuo a levantar a bandeira de que o que afasta homem não é celulite, 30 anos ou outra com emprego melhor, acho ainda que seja, mulher chata, que reclama de tudo, que faz o cara desmarcar o futebol para ir com ela a um chá de bebê, ou porque ele ainda de fato se assusta com um mulherão, e isso nada tem haver com tamanho.

Ainda acho que se queremos desbancar a concorrência da balada basta ser legal. Porque homem de verdade pode até desejar a mais gostosa, mas sempre fica com a mais legal, a mais de bem com a vida, sorridente que faz um sexo gostoso e sem azedumes, porque na hora de conversar sobre um filme ou pedir colinho porque a vida esta dura, de chorar as pitangas pelos problemas familiares, eles querem é uma mulher que os entenda, que seja gente boa, da qual os amigos gostem, que tome uma cerveja, que ature a família pé no saco e que ande de Palio branco como se fosse Mercedes.

E vamos valorizar o amor, ele existe e acredito que deve ser cultivado. Mas, cuidado moças! Por que parecemos sempre estar com uma camiseta que diz “preciso de dinheiro e diversão, não de amor”? Por que se for isso que precisamos de fato, eu acho que posso ajudar, acho que posso indicar uma profissão.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Retratação pública

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Esse título é apenas uma brincadeira. Não tenho que me retratar, ser romântica e ter sonhos não são pecados capitais. (risos) Meros anseios de alguém que é assim, meio boba.

Falo isso me referindo ao texto da minha amiga Ana Keyla, que como ela mesmo disse é tão parecida comigo em alguns momentos, e extremamente diferente em tantos outros. Na verdade, as vezes queria ser mais desprendida, ou até não ser tão romântica (sem ser piegas) e acreditar em príncipes encantados em cavalos brancos ou mesmo em bikes. ( gargalhadas!) Mas, fazer o que se ainda acho que preciso viver certas experiências?! Não "preciso" de ninguém para ser feliz, apenas espero ter ao lado alguém para amplificar essa felicidade um dia. Pelo menos por um tempo, porque o "felizes para sempre" só em livros de conto de fadas. Até o meu romantismo reconhece isso. É fato.

Eu me sinto livre. Independente. Gosto de ter meu próprio tempo. Me alivia não ter que ouvir chatices e críticas de certas figuras masculinas. Não ter que dar satisfação, uma maravilha! Amo ter um convivo mais próximo com as amigas e com minha família. Apesar de ter vivido relacionamentos longos, os tempos sozinha foram muito bem aproveitados e vividos. Nesses momentos, amava ser solteira, os homens que eu recusei algo mais sério pelo simples fato de querer ficar só, sabem disso. Namorar por namorar, nunca fez parte do meu show.

Tenho que admitir que não está sendo fácil dessa vez ser solteira. E olhe, consigo viver bem comigo mesma sim, sempre. Não é pelo simples fato de estar sozinha, porque sou a favor do "antes só do que mal acompanhada". E sim, porque para maioria das pessoas ser solteira é ter que ficar na "prateleira", indo para lugares no intuito de conhecer homens, beber muito e voltar para casa cantando vitória porque o cara mais gato da noite te deu bola. Homens esses extremamente desinteressantes e com papos sem graça, vazios. A cabeça roda dos goles a mais, e bolso vai ficando vazio do dinheiro deixado nas festas tão sem perspectivas. É um horror ouvir cantadas ridículas na noite e isso eu realmente não tenho mais paciência. Sei lá, acho que esse tipo de solteirice não combina mais comigo. Já vivi um pouquinho nessa fase, já fiz minhas bobagens, basta! Talvez um dia tenha combinado comigo tudo isso, mas cheguei a conclusão que dessa fase eu já passei.
Nada de reclusão. Cafés com as amigas, livrarias, comprinhas, uma cervejinha num restaurante com um velho amigo, programinhas em casas de amigas, shows de bons artistas, farrinhas familiares, cineminha com pipoca, cantoria de bossa nova, "escrevinhar" nos blogs, twitter, e tudo de mais cibernético...e assim, conhecer novas pessoas ou cultivar antigos paqueras. Desepero para ser uma Solteira da Silva Sauro, dar uma de estou bem sim e quero mostrar para todo mundo, não mais. Nunca mais. Eu não sou assim e não preciso disso.

O príncipe? Logo, logo, pinta por aí, me deixando incrivelmente apaixonada. (risos)

Essa é a minha liberdade. Livre para ser eu, assim boba, assim romântica...

Trilha Sonora

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Simply Red. Gravado no Grand Teatro de Havana em 2006 com a inusitada e grandiosa participação da Havana Orchestra!! A versão de Stars é simplesmente fantástica. E para Perfect Love, algo como um trompete rouba a cena. Muito bom!!!!!!

Hoje tive o prazer de almoçar em cia de uma figurinha educadíssima e muito culta, que me trouxe de lembrança esta obra de arte, na versão CD, a qual usei o restante do dia todo no carro. Aliás num dia de terríveis engarrafamentos por conta da chuvinha que caiu, nada melhor que dispor de boa música mesmo para relaxar...

Mundinho cosmopolita este. Após mais de 20 anos de carreira a banda pop britânica aportou em Cuba para este mimo a nós ouvintes, antes de desintegrar-se (O grupo andou anunciando o fim de suas atividades para este ano, após uma última turnê).

Cuba aliás, é um lugar que sempre me despertou interesse. Um país rico de contrastes e muita história. Bem contada. E mal contada. A maior ilha povoada do Caribe, a maior das Grandes Antilhas com temperatura média de 25 graus. Mais de 11 milhões de habitantes falando espanhol se dividem em 14 províncias e no distrito administrativo, a Cuidad de la Habana. A educação é gratuita e de 1961 até hoje os níveis de analfabetismo cairam de 24% para 2%. Bingo!!! A cultura cubana ferve com demonstrações positivas em áreas diversas. Balé, cinema nacional, músicas latinas. O sistema de saúde de Cuba é o mais sofisticado e a taxa de mortalidade infantil é a mais baixa da América . A expectativa de vida é tão alta como em países ocidentais.

Isso tudo sem falar na complexa implantação do socialismo na ilha e os impressionantes relatos sobre as grandes figuras políticas representantes deste país. Fidel e seu irmão Raúl Castro e o rei da polêmica pós mortem, Che Guevara, além dos aspectos econômicos-intrigantes como a renuncia aos Estados Unidos entre outros.

Nossssaaaaa. Quem sabe um dia esta não será a trilha sonora de uma viagem rica em cultura, prazer e grandes descobertas? Simply Red em Cuba. Muito jóia mesmo!!!

domingo, 13 de setembro de 2009

Liberdade... Até para amar!

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Liberdade! O direito de escolher pra onde encaminhar seu destino.

Claro que trata-se de uma questão de personalidade, mas acho interessante ler o texto sobre encontrar um grande amor, da minha grande amiga Karla, que tão parecida comigo em certos aspectos, sob outra ótica torna-se gigatescamente diferente. As pessoas são mesmo muito distintas entre si.

Não sou muito romântica, o que não significa que não me apaixone. Não possuo sede de cia, o que não significa que eu queira envelhecer só ;))) Na verdade vivo super bem solteira. Gosto da vida single. Independente. Mas não é esta independência que o feminismo atual propaga. Nada a ver com queimar sutiãs em praça pública e dizer aos 4 ventos que não precisamos de ninguém!! O ser humano nasceu para viver em sociedade. Fomos dotados de capacidade mental para poder comunicarmo-nos entre si. E somos constituídos de orgãos sexuais que só se reproduzem em contato com outros de nossa espécime (Calma. Eu disse espécime e não sexo!!) :)))). E o coração, será que ele existe só para bombear sangue pro organismo? Certamente que não. Nada melhor que estar apaixonado, amar alguém de fato, mas.... ops... quando realmente é fato!!!

Ocorre-me que, nossa vida, o que cada um guarda dentro de si: Suas grandes experiências, seus conhecimentos, suas virtudes e até os defeitos; são tesouros únicos, que ninguém possui igual e que de certa forma não merecem ser destinados a qualquer outro... Que tal então começar a aprender a viver bem consigo mesma? Ter prazer em sua própria cia? Descobrir hobbies que ocupem o tempo ocioso e aplaquem as necessidades da alma? Nada mais sereno. Eu adoro a liberdade. Ou a sensação de ser livre mesmo quando não somos. Dirigir em estradas. Correr em cima de um cavalo num caminho bonito, sozinha. Andar icógnita numa cidade desconhecida. Ler um livro sentada num parque. Sempre que posso, faço bom uso destes hábitos.

Amo a liberdade. Acho que antes de sermos boas cias para alguém, temos de necessariamente sermos boas cias para nós mesmas. Saber conviver com o silêncio interior que nos habita. Claro que é bom demais dividir a vida com alguém. Mas todo o espaço sideral precisa interagir para que as forças divinas, rsrs, tragam para ti algo sólido. A palavra futuro, que é algo aguardado por grande parte das mocinhas, não combina com cias fortuitas. Solidez. A vida a dois precisa de solidez. Você é linda, simpática, educada, batalhadora e sempre disposta. Mas apaixonou-se por alguém de quem esperava bem mais do que lhe foi oferecido? Não foi correspondida? Pois é. Mesmo as mais difíceis mocinhas, um dia se apaixonam. E mesmo as mais interessantes não são correspondidas!! Respire. Rsrsrs. Entenda-o. Há de se respeitar o espaço e a decisão alheia. Mesmo pareça que falta inteligência naquela figura, em não escolher você...rsrsrsrs. Quantas vezes afinal nós também não dizemos não a grandes cias que se oferecem a nós? É que apenas não é a pessoa, não é o momento...

Fica a dica. Garanto que funciona. Respire. Mude o foco. Leia algo. Faça uma caminhada. Viaje. Comprei uma passagem para fora do país. Uma amiga ou outra não topou. Problema não.... Viajo sozinha em Dezembro ;)))) Claroooooo que daqui para lá seria interessante viver um grande amor, ir a restaurantes de mãos dadas, dormir juntinho numa outra cama.....rs. Mas sem cia a vida para? Nunca!! A vida não para nunca, estejamos alegres ou tristes, solteiras ou casadas, saudáveis ou enfermas... Seja o que for, a vida não para! Então, atenta a isso, vida, aí vou eu!! Para compras, cafés e um grande abraço num papai noel que fala outra língua.

Liberdade. Até para amar...

sábado, 12 de setembro de 2009

A brusca poesia da mulher

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"Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrânciajá me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão.
Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosaEm rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a poucoAbre-se em pétalas... Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo... Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!"

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Todo caminho um dia chega ao fim!

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Mais uma novela chega ao fim!!! Que bom. A vida precisa sempre de recomeço.... ;)

Graças a Deussssssssssssssssssss, acabou!!! Muito chata aquela musiquinha que abria os capítulos ;))))) Sou suspeita porque não sou muito chegada a novelas, mas, realmente já foi tarde...rsrsrs. Afe, as lamparinas do meu juízo, que aliás vivem apagadas, não aguentavam mais!! Além do mais, como a moda é ditada pelo mercado televisivo, sumirão das lojas de bijoux estes brincos prá lá de bregas, que as atrizes usaram nestes ultimos meses ;))))))

Algumas coisas ficaram bem claras neste folhetim:

* Que a Juliana Paes com muita roupa e aquele lindos cabelos sempre escondidos não é tãooooo bonita. Aliás, nada mais feio que mulheres de olhos grandes!!!! E separados demais, piorou...rs.
* Que o Tony Ramos merece o salário que recebe!!!! Muito jóia. Idem para o grande time da velha guarda da Globo, que segurou as cenas repetitivas de gente dançando toda hora, em meio a várias velas acesas sempre. Será que naquele país ninguém é alérgico a fumaça? :))))
* Que Bruno Gagliasso é muito gato, mesmo quando enlouquece!!! Rsrsrsrsrs. Que olho é aquele peloamordedeus????? Ah se ele fosse mais alto... rsrsrs.
* Que o Raj é mesmo charmoso até a alma. Mas ninguém merece homem meloso demais, grudento demais oras!!!!

E mais, não entendi algumas cenas:

* A Maya estava de branco quando foi encontrada vagando e num clique apareceu colorida na mesma cena!!! Ué....
* Ninguém desmaiou quando viu o morto voltar? Do contrário, tão natural. Ok, é mesmo muito natural reencontrar os que se foram né? kkkkkkkkkkkkkk
* E voltando a Maya, o filho dela não estava sendo cuidado por terceiros depois de ter sido escurraçado pela família do marido? Por que será que ela não estranhou chegar em casa com o falecido e ver o filho nos braços do avô, se ela não tinha ciência que eles tinham recolhido a criança de novo???? Ué novamente.... rsrsrs.
* Abel continou bebendo leite sem desconfiar que tinha sonífero como de costume? Ou será que o fetiche dele era mesmo possuir uma esposa infiel? Ficou claro não!!!!
* A belíssima Maitê Proença, não apareceu no último capítulo ou eu cochilei?
* O "dona do palco" da estudantina não deveria ser a "marrom", Alcione? Maria Bethania na gafieira? Uééééééééééé.
* Ninguém se atirou no tão falado poço? O que é o poço? E ele é cheio de que? Moedas? Água? Comida? Vento? O poço não apareceu até o ultimo capítulo!!! Coisa mais sem graça!!! O Lima Duarte (Graaaaande ator) deveria ter se jogado de livre e espontânea vontade. Afinal, ele não conseguirá sobreviver muito tempo mesmo, em cima daquela torre sem comida e sem roupas que cubram seu tórax naquela ventania tremenda. Juro que fiquei com pena. ;)))
* Onde é aquele restaurante onde a cineasta estava jantando que em 1 min foi super bem empregada por alguém que nem a conhecia, não olhou o material do documentário e já achou que ela merecia ir para Hollywood? E não é que ela foi?!! Preciso jantar lá, em prol de um emprego melhor....rsrsrsrs. Que cena ridicularmente surreal foi aquela, please?!!!
* Num mundo tãããão ocidentalizado até que ponto os costumes retratados naquelas famílias, representam os costumes da granda massa da Índia? Acreditar nisso não seria compararmo-nos a um europeu que enxerga que aqui no Brasil somos todos índios e nos deslocamos pendurados em cipós?

Ainda bem que tenho amigas super hiper mega ultra noveleiras. Amanhã alugo-as para ver se compreendo...rsrsrsrsrsrs.

Viver a vida é o nome da nova novela que vai embalar o Brasil a partir da semana que vem. Manoel Carlos. Amoooooooooooo. Moderno. Sensível. Atual. E feminino. Adoro as Helenas e o charme do irresistível Leblon, que sempre está presente em suas criações. Se tempo eu tiver, verei alguns capítulos sim. Se não, ok. Afinal, nossa vida já é uma novela e por vezes é bem melhor vivenciar nossos próprios capítulos a observar apenas como expectadora a vida alheia. Vivamos a vida então. E bem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amar é...

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Durante os meses em que estamos abastecendo esse blog com nossas palavras, já falamos dos mais diversos temas. Mas, um dos mais recorrentes são os relacionados ao sentimento mais travesso, um dito cujo chamado amor, e também o do seu primo pobre, o mesquinho do desamor. Assim acontece nas rodinhas femininas, onde o assunto sempre gira em torno desse mesmo tema. Talvez nós mulheres tenhamos uma tendência maior a "romancear" as situações, a brilhar os olhos para qualquer demosntração de afeto, seja por nós, ou mesmo pela mocinha do filme da Sessão da Tarde. E, temos a facilidade de encarnar a personagem de uma novela mexicana, uma Maria Joaquina Mercedez Rodriguez dessas, e nos debulhar em lágrimas quando perdemos alguém que amamos - Oh, mundo cruel! Snif! - Além disso, contrariar as atitudes descritas agora e admirar na mesma proporção, uma mulher que não tem dó e nem piedade dos homens e os fazem rastejar aos seus pés, aquelas que dizem - Danem-se homens! Eu não preciso de vocês.
Isso é normal? Claro que é. Afinal, somos mulheres, e portanto vivemos de forma contraditória, impulsiva e acima de tudo, somos românticas compulsivas obsessivas. E se tivermos de TPM, essas características são amplificadas. Um doce de menina, pode se transformar em segundos, num limão azedo de menina.
Algumas mulheres, assim como essa pessoa que aqui escreve, vive no mundo encantado onde o amor é possível. Santa inocência dessa moça que acha que vive na pureza dos anos 20. Ou, nos contos de fadas, esperando o príncipe encantado montado num cavalo branco. Que pode ser preto também, e se não tiver cavalo, pode vir até de bike. (risos) Parece engraçado, e até seria se a vida real não fosse tão diferente, tão cheia de percalços. O amor possível é para poucos. É preciso que os dois queiram viver esse amor. Além disso, é preciso que ambos também queiram ser fiéis (isso é o mais difícil). E portanto, agradeça aos céus se uma dia você conseguiu viver um amor em sua plenitude nessa existência. O amor vem nos visitar e muitas vezes deixamos ele ir embora, sem nem experimentar a sobremesa. Já o primo pobre, aquele maldito e ingrato do desamor insiste em nos visitar de vez enquando. Você bota a vassoura atrás da porta, mas esse desamor é folgado e teima em parmanecer ao nosso lado, só vai embora quando quer, esse infeliz! (risos) Mas, logo, logo, o amor volta a frequentar nossa vida, nossa casa, chega de repente e sem avisar, e o desamor sai de fininho com o "rabinho entre as pernas". E você diz - Vai pela sombra desamor, e não volte mais.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não tem que ser assim

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É fato, e todos nós já ouvimos a celebre frase: "Nada se cria, tudo de copia". Mas, até a cópia pode ter um pouco de originalidade, ter uma nova roupagem. Mas, o que é ser original? Não ser usual.
Todos nós temos nossas qualidades e defeitos. Cada um com suas particularidades. Para quê é tão interessante para alguns querer ser o outro? Imitar o jeito de ser. Imitar a forma de se vestir. E, imitar até as palavras. Ser assim é sim, usual. Redundante.
Acredito que se algo é copiado é porque é bom. E o que é bom, vai ser sempre bom apesar das cópias.
Sejamos nós mesmas e viva a criatividade!

Coisas do amor...

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"Saudade é como fome.

Só passa quando se come a presença. Mas as vezes a saudade é tão profunda, que a presença é pouco. Quer-se absorver a outra pessoa toda.

Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira, é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."


(Clarice Lispector)

Tudo ou nada: Acorde para a vida!!

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Lembre-se: na vida, há sempre muitas placas de sinalização. É fundamental estar atentos a essas placas, pois elas orientam nossa caminhada. Não adianta tentar destruí-las, trocá-las de lugar nem fingir que não as vemos.
A vida sempre nos avisa quando estamos no caminho errado. Às vezes, no entanto, nossa inconsciência nos impede de perceber o que estamos fazendo conosco mesmos.
Adianta insistir em ir de São Paulo ao Rio de Janeiro pela rodovia Fernão Dias, que leva a Minas Gerais? É claro que não! Mas quantas vezes vemos isso acontecer com um motorista?
Ele está lá, concentrado no volante, e as placas, durante o tempo todo, apontam a distância que falta para chegar a Belo Horizonte. Nem uma só vez aparece a distância que falta para chegar ao Rio de Janeiro. Mas ele segue em frente até que, de repente, a ficha cai:
- Puxa! Peguei a estrada errada!
Quantas vezes você fez algo parecido com sua vida?
Você afundou o pé no acelerador e foi em frente. As placas de sinalização mostravam que estava na direção errada, mas você nem percebeu os sinais. Insistiu naquela estrada sem se dar conta de que estava entrando numa fria. Quando, enfim, percebeu que havia tomado o rumo errado, você ficou extremamente irritado e precisou pegar o primeiro retorno que encontrou.
É sem dúvida raro o fato de que alguém permaneça dirigindo em uma estrada de rodagem errada por muito tempo, mas há quem fique eternamente em um caminho de vida que não lhe traz felicidade. Muitas placas mostram o caminho errado, mas a pessoa continua insistindo. Os filhos avisam, a insônia avisa, a vontade de beber, que cresce dia após dia, avisa... Mas ela permanece naquele caminho como um robô teleguiado. Ignora os sinais da vida e procura justificar seu comportamento.
Existe um comportamento ainda pior: a destruição das placas de sinalização. É como se o viajante destruísse todas as placas que indicam que está a caminho de Belo Horizonte. Prefere destruí-las a parar e perguntar. Afasta-se dos verdadeiros amigos, que o avisam sobre o caminho errado, afasta-se do filho, que insiste em lhe mostrar que não está bem, isola-se do mundo, abandona a terapia. Lembre-se: a destruição das placas não elimina a dificuldade de criar felicidade em sua vida!
Certa vez, um amigo meu se apaixonou por uma mulher totalmente destrutiva cujo único interesse era apropriar-se do dinheiro dele. A família e os amigos, eu inclusive, tentaram alertá-lo sobre o caráter da moça. Ele se distanciou de todos.
Depois de algum tempo, já um pouco desconfiado de que havia algo errado, contratou um detetive que grampeou o telefone da moça e gravou suas conversas. Em uma delas, falando com uma amiga, a namorada revelou que não o amava e que, depois de pegar todo o dinheiro dele, passaria a viver com outro. Quando meu amigo me mostrou essa fita, pensei que deixaria a moça. Mas minhas esperanças foram vãs. Depois de alguns dias, ele começou a dar justificativas para a conversa da namorada. Teve muitas dores de cabeça até conseguir separar-se dela.
Esse é o caso típico de alguém que está no caminho errado, quebra as placas e passa a justificar sua infelicidade. Cuidado!
É claro que, conforme vimos no capítulo anterior, quando você decide trilhar um caminho, é importante escolhê-lo bem e manter-se nele com persistência. Se você, porém, perceber que está no caminho errado, será melhor mudar de rota. Faça o retorno mais próximo e comece tudo de novo! É muito mais proveitoso fazer isso do que seguir sofrendo eternamente.
Lembre-se: na vida, há sempre muitas placas de sinalização. São enxaquecas ou insônias freqüentes, distúrbios alimentares, dificuldades sexuais, pessoas que se aproximam ou se afastam, brigas eternas no casamento, um filho que apresenta problemas de desenvolvimento emocional, enfim, uma infinidade de ocorrências - algumas aparentemente banais, outras avassaladoras - que nos oferecem indícios do caminho que estamos trilhando.
É fundamental estar atentos a essas placas, pois elas orientam nossa caminhada. Não adianta tentar destruí-las, trocá-las de lugar nem fingir que não as vemos. Todas essas são tentativas infantis de nos iludir, pois, se estivermos seguindo um caminho que não leva à plenitude, os avisos se tornarão cada vez mais freqüentes e intensos. No começo, sentimos uma angústia que se transforma em insônia e, de repente, torna-se depressão. E não adianta adiar o momento de mudar de estrada. Por mais que tentemos destruir os sinais, eles continuarão a aparecer à frente até tomarmos uma decisão e escolhermos outro rumo.Pensemos nisso e simplifiquemos a vida!!!


Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (
http://www.clubedoscampeoes.com.br/)


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mês da faxina

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Faxina Já!!! Eis o kit. Vassoura para varrer o que já não me serve. Mangueira para lavar a alma, das coisas que não merecem ser guardadas. No balde deixarei "de molho"o que precisa ser maturado e na pá, levarei ao lixo o que me causa sensação de "desnecessário".
Engraçado como levantei em Setembro, com uma sensação de querer organizar a vida. Ando assoberbada de trabalho, ser mãe de pequeno não é fácil, a vida está andando rápido e eu me sentindo engolida pelo tempo!!! Está na hora de faxinar. Para organizar e desfrutar melhor o que o relógio me apresenta como sobra.
Nossa.... Papelada em excesso. Coisas antigas. Pendências pessoais.... Guarda-roupa cheio de peças que ha meses nem toco. Sapatos pra dar e vender... Não. Devagar... Não estou preparada para faxinar os sapatos.... ;))) Gente guardada no coração que nem merecia o espaço... Lap precisando de reorganização, transferir arquivos, refazer pastas.
Caneta e papel na mão!!! Estou pronta pra decidir o que vai e o que fica.... Faxina no espaço físico. Faxina no coração. Faxina na vida. Graças a Deus, está chegando o feriado!!!!
Nada como abrir espaço, para a vida entrar de novo....

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tres amigas queridas estão em festa....

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Feliz aniversário amiga!!! Que papai do céu possa acompanhá-la sempre iluminando seus passos, segurando firmemente em suas mãos. Que esta imensa capacidade de amar seja presenteada constantemente com muita felicidade. Que nunca te falte palavras que expressem aqui a grande menina que você é, que possas continuar escrevendo sobre a constante metamorfose do ser humano com tanta poesia... Não te falte juízo, saúde, paz de espírito... E acima de tudo. Que o bolo que vamos comer em sua homenagem seja diiiiieeeeeet!!!!

;))))) Parabéns. Beijo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lavando as mãos ou limpando a alma?

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Trecho espetacular do evangelho que li na missa ontem. Fala sobre o "desrespeito" dos discípulos de Jesus Cristo, que desconsideravam os costumes locais, ingerindo o pão com as mãos sujas, levando impurezas para dentro de seus corpos. Copio aqui para partilhar o momento de reflexão... Boa semana. Que papai do céu nos acompanhe!

Naquele tempo, alguns fariseus e mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viram que alguns de seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado.

"Por que alguns de seus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" Perguntaram os fariseus.

Disse Jesus;

"Hipócritas! Este povo me honra com os lábios e costumes mas seu coração está longe de mim. De nada adianta lavarem as mãos, que são apenas preceitos humanos"

Chamou a multidão, que repetia o costume de limpar-se antes de se alimentar, para perto de si e disse:

"Escutai todos e compreendei: O que torna impuro o homem não é o que nele entra vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, violência, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas coisas más saem de dentro e são elas que tonam impuro o homem!"

Lavemos as mãos para mantermo-nos saudáveis apenas. Acima de tudo, lavemos a alma, livrando-se assim das verdadeiras impurezas!!

Falta um dia...

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"Fazer 30 anos é significativo na vida de uma mulher. Ela ousa, ela seduz, ela é segura de si e pode tudo se quiser. Ou quase tudo. Ela é simplesmente ela, quer você goste ou não". (Balzac)

A partir de amanhã, serei uma mulher de 30. Durante esse ano estive preparando meu espírito para virar "trintona". E as palavras de Honoré de Balzac, escritor francês que impregnou o imaginário ocidental com a expressão "mulher balzaquiana" caem muito bem para esse momento. Sinceramente, me sinto ainda melhor que quando fiz 20 anos. Sem a vulnerabilidade dos impulsos e o desprendimento com o futuro. Hoje, me sinto mais madura e segura das minhas potencialidades. Mas sutilmente, tenho impregnada a certeza que ainda tenho muito que aprender.

domingo, 30 de agosto de 2009

Coração em desalinho ;)

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Afemariaaaaaaaaa. Pouquinho de dor de cabeça me aflige hoje ;)... Bem, vim aqui apenas deixar registrado o excelente projetinho do bar Dona Carolina, de aos sábado estar constantemente resgatando o velho sambinha de raiz, ontem com uma figuraça representante do tradicionalíssima escola de samba Portela-RJ. Noite super agradável para os amantes da boa música carioca. Muito me lembra o Carioca da Gema, um bar temático no coração da Lapa, onde o melhor da tradiçao do samba se apresenta sempre...


Sem preconceito algum, sou uma menina multicultural ;))) De tudo eu gosto e acredito que dada a imensidão que este país possui, há lugar para todas as vertentes culturais, ou quem ousaria dizer que nosso frevo, legítimo representante da bandeira pernambucana não é divertido? Ou que o falecido Chico Science e a Nação Zumbi, com sua miscelânia de ritmos não foram os responsáveis pelo nascimento ou renascimento da atual cena musical de nosso estado? Muito bom valorizar as raízes da cultura brasileira!!! E ainda mais quando se pode desfrutá-la num localzinho tão bem bolado que nem o D. Carolina. Amplo, bem projetado, climatizado, com atendimento rápido e um cardápio de petiscos deliciosos... Como tudo tem seu preço não vamos comentar sobre custos ok?!!! ;))) A ressalva negativa vai para o banheiro, limpeza e conservação, mas, voltemos ao ponto chave deste Post...

Monarco, que se apresentava ontem no bar, é o apelido e nome artístico do carioca Hildemar Diniz. Aos 66 anos de idade e mais de 50 de samba, compôs grandes sucessos: Coração em Desalinho, Tudo Menos Amor, e Vai Vadiar. A música de Monarco já recebeu reverência das vozes da maioria dos grandes intérpretes do samba da atualidade, como João Nogueira, Roberto Ribeiro, Paulinho da Viola, Clara Nunes, Maria Creuza, Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, cujo primeiro grande sucesso foi "Coração em Desalinho". Em cinco décadas, gravou apenas quatro discos. Todos lançados também no exterior. Seu último CD solo, "A Voz do Samba", de 1995, lhe rendeu um prêmio SHARP de melhor cantor do gênero. Sua música exibe a forma tradicional dos autênticos sambas de terreiro ou samba de raiz, como o próprio compositor gosta de classificá-lo. A linha melódica dolente é prato cheio para expor o belo registro vocal grave que possui. Participante do projeto cultural “Mestres do Samba no Boteco”, é um dos grandes nomes da cena carioca. Muito bom vê-lo.

Dorzinha de cabeça chata hoje ;))) Mas ok. Muito válida a noite, adorei mesmo o "jovem"Monarco. Vivendo e aprendendo. Ou como diz um amigo "Vivendo e vivenciando" ;)))

sábado, 29 de agosto de 2009

Vossa majestade, a violência.

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Indignação!!! Esta é a palavra que me cabe neste momento. Ando super incomodada com a violência gratuita desta cidade. E sinceramente, não sei se é mais absurdo vivenciarmos de perto ou assistirmos de longe, inertes, este pandemonio que é morar em Recife hoje em dia.

Aliás, das duas opções, uma tem de ser verdadeira: Ou tenho cara de presa fácil, loirinha bobinha, ou Recife definitivamente virou um circo de horrores, pois ando vendo cada uma... Esta semana indo almoçar, me deparo com um carro da PM em alta velocidade trancando meu carro para poder ter acesso a outro que estava do meu lado. Um gol da nova geração que havia sido roubado e estava na mesma rota que eu... Parece ceninha novelesca esta de ter seu automóvel freado bruscamente e ver 3 PMS agilmente descendo e arrodeando os dois carros, o meu e o roubado enquanto apontavam suas armas e gritavam algo como: desçam, desçam!!!!! Engatei a ré que nem uma louca e saí fugindo de costas. Minha nossa.... Eram 14:00 numa avenida movimentadíssima da Zona Norte!!

Matriculei meu bebezão numa graaaaaannde e tradicional escola da Z. Sul e nos primeiros dias de aula fui avisada pelo próprio porteiro que evitasse descer de bolsa, carteira, etc quando fosse deixá-lo lá pois no trajeto de 50mts entre o lugar que estaciono e o portão de acesso, muitos "trombadinhas" habitam valendo-se da displicência dos pais. E olhe que em todo quarteirão onde esta se localiza, uma empresa de segurança particular disponibliza vigia em todas as vértices do quadrado.

E por falar em filho, tão logo retornei a morar nesta cidade a uns meses atrás, voltando de um shopping as 22:00 numa também movimentada rua, me deparei com a via bloqueada por pneus que com certeza objetivava obrigar os carros a pararem para daí sim serem abordados e assaltados. Meu baby estava atado ao cinto, preso a cadeirinha... E se não tivesse visto a cena antes e não tivesse tempo de ter retornado? Me assaltariam e nos liberariam? Teriam tomado meu carro e levado meu filho? Permitiriam que eu tirasse a criança? Qual o limite entre ficar vivo ou ter nossa vida levada por marginais que se não são bandidos, são tão vítimas (da miséria e estado social) como nós?

De quem é a culpa? A quem devemos cobrar? Onde vamos parar? Quando vamos parar?!!!!!

Indignação. Eis a palavra que me cabe neste momento...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os seguidores desse Blog

3 comentários















Nunca pensei que três mulheres malucas. Ou sensatas, quem sabe. Fossem render tanto "ibope"
só porque gostam de escrever textos inspirados, baseados em histórias reais, fantasias, e coisas de mulher. E, esses assuntos dão o que falar.
O nosso blog está SIM, dando o que falar. E é engraçado ver essa repercussão. No início era bem particular, apenas três amigas queridas escrevendo seus momentos pessoais, só para extravasar em palavras, e para falar sobre coisas sérias e fúteis (afinal, algumas vezes todas nós o somos). Escrever foi quase como uma terapia. Daí a mãe de alguém descobriu, passou a entrar e divulgar, atitude bem típica de mãe coruja. Assim, como os amigos e amigas que se identificaram e repassaram. Aí, decidimos contar aos nossos mais chegados, cresceu e passamos a divulgá-lo.

Tudo bem, mas coisas absurdas vem acontecendo, até rivais nos acompanham como se fossemos novela. Para estas vai um conselho, não se baseiem por aqui queridinhas, essas meninas blogueiras são tão espertas e cheias de artimanhas que podem usar essa ferramenta só para despista-las (risos). Sem contar nos ex-namorados arrependidos, uma grande ironia, acessam o blog só para saber nossos pensamentos e os passos que damos. Fora os paqueras, lances e afins, que acham que a postagem foi escrita para ele. Pobres rapazes... (risos) E se foi mesmo para eles, isso nunca vai ser revelado, claro.

Independente disso tudo, existe o fogo amigo, casos interessantíssimos aconteceram nesses três meses desde que demos início a essa empreitada, um deles e chocante foi quando estavamos eu e Karlinha num restaurante, discutindo o que iríamos pedir, e um rapaz muito bem afeiçoado nos abordou dizendo : - Falta uma loira nessa mesa, não são "tresamigasqueridas"? E claro, se apresentou e ganhamos mais um amigo, detalhe, até hoje não sabemos como essa criatura nos descobriu (risos). Outro, foi uma figurinha que está no meu msn não sei como, acompanha e comenta os textos, por sinal devo a ele uma postagem sobre a sua pessoa, segundo ele mesmo "pode botar quem sou eu", como se seu soubesse...
Segue um trecho de nossos papos. E isso não é ficção ou fruto da minha imaginação, aconteceu e a prova está aí:
23/08/2009 13:25:07 juliovit Caroline
adorei seu blg.. estou vendo ele agora
23/08/2009 13:25:32 Caroline juliovit
quem é vc? rsrsrsrs

23/08/2009 13:26:07 juliovit Caroline
srssss.. moro em tres lagoas e vc??... pra falar a verdade... nao sei como vc entrou na minha vida.. quer dizer msn

23/08/2009 13:26:37 Caroline juliovit
eu entrei na sua?
kkkkkkkkk
ou vc na minha?
loucura isso, não add quem não conheço

23/08/2009 13:27:58 juliovit Caroline
srsss... pra falar a verdade... nao sei....

23/08/2009 13:28:15 juliovit Caroline
nos encontramos neste mundo ... virtuall... que se cruza a cada segundo
23/08/2009 13:28:26 Caroline juliovit
vc é um virus???

23/08/2009 13:30:19 juliovit Caroline
nao sou de carne e osso.. mesmo...
e vc ?? existe?? fruto da minha imaginaçao... neste meio periodo de domingo??
23/08/2009 13:31:49 Caroline juliovit
até eu estou na duvida
vamos nos apresentar decentemente, põe uma foto aí,
você tem orkut?

23/08/2009 13:32:59 juliovit Caroline
posso fazer melhor se quiser..posso te mandar uma foto ..pois a que eu tenho...nao da certo nesta telinha do msn, fique tranuila.. a foto nao e´´ virus.. srsrsrsss
pronto.....e´´ o unico jeito....
orkut, bom.. tenhoo mas esquei ci a senha e ta orrivel..pra refazer
boba.... sou eu mesmo
23/08/2009 13:35:27
juliovit2 envia JULIO.jpg
23/08/2009 13:35:38
Você recebeu C:\Users\Caroline\Documents\Meus arquivos recebidos\JULIO.jpg com êxito de
juliovit.
23/08/2009 13:37:24 Caroline juliovit
estou começando a achar que alguem lá por cima gosta muito de mim
apesar de que o povo la de baixo, dizem que são bonitos tb
mas vc é de que time?
la de cima ou de baixo?
do bem ou do mal
23/08/2009 13:48:08 juliovit Caroline
muiitooo do bem

23/08/2009 13:48:51 Caroline juliovit
então seja bem vindo

23/08/2009 13:49:57 juliovit Caroline
muito obrigado vc tbm seja bem vindaaa.. mas ate agora nao sei de onde e´

23/08/2009 13:50:19 Caroline juliovit
sou do NE

23/08/2009 14:04:33 juliovit Caroline
nossaaa.. longinhuuuu srsrrsrss sou de MS

23/08/2009 14:04:58 Caroline juliovit
pois é, internet sem fronteiras

23/08/2009 14:05:15 juliovit Caroline
srsrsss.. e´´ o que se separa a gente
pronto desculpa.. estava com amigoo aquii e ja foi
que dog.. lindooo e´´ seu ??
23/08/2009 14:14:46 Caroline juliovit
nao não, dog amigo, fiz amizade com ele

23/08/2009 14:15:45 juliovit Caroline
kkkkk.... que linduuu ate com com os dog.. vc faz amizades

23/08/2009 14:27:26 Caroline juliovit
meu querido virtual
será que aos 27 anos ainda tenho crio amigos imagin´´arios?

23/08/2009 14:27:51 juliovit Caroline
sim minha ..querida virtual... ssrsrrss
srssss.. nao cria nao pois eu estou este exato momento
vivinhuuu e digitandoooo pra vc...
vendo teu blgs... olhando sites ,,, etc e tall e acabei de almoçar tbmm

23/08/2009 14:28:16 Caroline juliovit
na verdade preciso sair do msn
isto esta parecendo um filme q vi semana passada
"a mulher invisivel"
vou almoçar
isso me insppira um texto p/ o blog

23/08/2009 14:28:56 juliovit Caroline
srsrss.. va entao...
precisava te criar para eu nao ficar sozinhoo
vai la bom almoço.... minha imaginaçao.. e que imaginaçao eu tenhoo bemm..linda
srsrsrsrrsrs ..quero ver postado.. e espero que dedicado a mim
pode colocar meu nome la..assim fico mais importante ..serio mesmo

23/08/2009 14:30:03 Caroline juliovit
pois é, na verdade eu estou nesse exato momento escrevendo para vc, mas eu sou vc, não existo sem vc ok?
vou indo
beijo grande

23/08/2009 14:30:51 juliovit Caroline
beijooosss.. grandess.. ha vc tbmmm... eu te adoro minha imaginaçao....

23/08/2009 14:31:00 Caroline juliovit
não sei como vivi tanto tempo sem vc
kkkk
23/08/2009 14:31:32 juliovit Caroline
quem sabe do virtual.. este encontro se torne real.. e a gente da muitas risadas
kkkkkkkk
bobaaa... ssrrss te adoro

23/08/2009 14:31:50 Caroline juliovit
bjs maluco, fica com Deus...


Tem também o "Lindinho" leitor assiduo e o pedido de casamento para Aninha, mas para mim o mais sensacional foi da minha cadela, acho que de tanto eu ler para ela, resolveu postar um comentário, e eu flagrei o momento, esta aí o registro.

Melissa é fogo!, Mel quando esta afável, Meleca quando faz sugeira e Mel-landra quando apronta uma dessas.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ai, esses homens...

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"Os Homens.
Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro,pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro são covardes.Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesseem nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA...QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História:" Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas,e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar "


*Segundo o email que recebi com o texto, ele foi escrito por Vinícius de Moraes. Procurei na rede e não consegui confirmar. Fica a dúvida do autor.

Sua Santidade o Dalai Lama

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Se você pratica a compaixão, eventualmente você pode até desenvolver algum grau de gratidão pelo seu inimigo, porque só através da prática da tolerância e paciência se manifesta a compaixão.
E para praticar a paciência e a tolerância você tem que enfrentar situações difíceis.
Como praticar tolerância diante de um Buda?
Para aprender tolerância e paciência temos que exerce-las.
Portanto, o inimigo é o seu mestre, e o ajuda a desenvolver essas qualidades.
Algumas vezes temos a noção de que a prática da paciência e tolerância significa nos curvarmos diante dos outros, mas não é isso.
Estou falando de não deixarmos a raiva nos dominar, não de submissão.

S.S. Dalai Lama

domingo, 23 de agosto de 2009

Verdades absolutas ou mentiras relativas?

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Quando bem pequenina meu pai sempre dizia :
- Menina fale a verdade. Não gosto de mentiras!!
Mas, o que é a verdade, senão um punhado de mentiras ditas por quem tem credibilidade?
Diziam que nas matas havia Curupira, Mula sem cabeça, Saci e outras fantasias.
Passaram-se os anos eu vi que por maldade, as verdades dos adultos eram todas falsidades.
Os contos e histórias contadas por vovó, relendo atentamente é um engodo só.
Criadas com propósito de dar educação, aos filhos da elite e aos filhos do povão.
Chegando à escola foi muita enrolação, os feitos dos heróis são outra enganação!
O tal descobrimento, estória genial, os livros mais modernos excluem seu Cabral.
A fé das criaturas aumenta sempre mais, terrenos loteados no céu dos desiguais.
Chegando à política, o susto é bem maior, promessas não cumpridas e muito roedor.
Assim fica provada a minha teoria, só pode ser verdade, eu nunca mentiria.
Mas, o que é a verdade? Certamente uma mentira com embasamento teórico ou comprovação cientifica.
Que dura até que alguém derrube a teoria, mostrando que a mentira já foi verdade um dia.
Quer saber moço? Ainda bem, estou crescida. Mil vezes a verdade nua que engrandece, à mentira vestida que machuca... Vida legal esta de gente grande... E poder finalmente entender Oscar Wilde*...
A verdade jamais é pura e raramente é simples. Oscar Wilde

sábado, 22 de agosto de 2009

Quem mandou você gostar?...

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A doida tá me beijando a horas...

Disse que se for sem eu,

Não quer viver mais não!


Me diz Deus, o que é que eu faço agora,

Se me olhando desse jeito

Ela me tem na mão?


Meu filho aguenta,

Quem mandou você gostar...

Dessa mulher de fases?


Complicada e perfeitinha...

Você me apareceu!

Era tudo que eu queria,

Estrela da sorte.


Quando a noite ela surgia,

Meu bem você cresceu...

Meu namoro é na folhinha,

Mulher de fases!!!!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crise dos 30?

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Existem exceções, raras e deliciosas exceções. Mas, nós meninas de 30 anos ainda não somos mulheres. Assim que me sinto. "A fisionomia da mulher só começa aos trinta anos", já dizia Balzac. Terrível a falsa modéstia de mulheres deslumbrantes que dizem - “eu não tenho mais o corpo que eu tinha aos vinte anos”. E , quem disse que precisa ter? É óbvio que não. Isso não passa de charme, uma estratégia sórdida para chamar a atenção para a beleza das formas de um corpo maduro, esculpido pela experiência e aquecido pela volúpia de quem sabe exatamente o que deseja. Sem modéstia, afirmo que muitos homens perdem a fala, ficam completamente desorientados e transpirando desejo por uma interessante mulher de 30.
A mulher de trinta anos sabe quem é e sabe bem o poder que tem. Não precisando mais de muitos dos joguinhos que algumas "imaturas" fazem para testar. Ela se dedica a outros jogos, muito mais interessantes e excitantes. Relacionar-se com uma mulher de trinta anos é ensinar e aprender. É ter uma amante perfeita e, ao mesmo tempo, uma companheira de humor sem frescuras, uma amiga capaz de entender e se deliciar com todas aquelas referências pop dos anos 80 que você levou décadas para colecionar: ela vai rir gostosamente de piadas inteligentes. É possível discutir filosofia depois do melhor sexo do mundo ou, o absurdo, conseguir o melhor sexo do mundo após discutir filosofia! (risos)
Mas, você homem que já está com água na boca ao ler esse texto, não pense que é fácil conquistar uma mulher de trinta anos. Hoje elas são muito mais interessantes e complexas do que eram na época de Balzac, porque são acima de tudo independentes. A mulher de trinta anos é segura de si até quando procura um colo.
A mulher de trinta anos está mais apta a entregar-se ao amor sem medo. E se for paixão? Ela não perde tempo buscando definições semânticas, ela simplesmente vive!
Adeus meus últimos dias dos 29 anos.

Love's in the air

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Era o amor... Acho que o reconheci... Não sei, tanto tempo sem o ver...
Despretensiosa eu vivia. Tranquilidade era o nome do sentimento que ocupava meu coração. Dias produtivos, tardes amenas e noites de uma respiração repousante...
Então uma brisa arrepiou-me a pele... Um perfume de enlace pairou no ar.... Era o amor sim, disfarçado... Com um sorriso displicente me convidou a jantar. O menu era a vida. A que se foi. A que estava por vir...
Olhava nos meus olhos como quem me despia e me despia como quem me cobria, com um manto de felicidade pura e gratuita. Que prazer desfrutar daquelas longas horas sempre. O mundo insistia em parar e as estrelas, todas reluzentes, amigavelmente nos acompanhavam...
Nossa... Numa era de relacionamentos fortuitos, muita sorte reencontrar o amor. Que nos renova o espírito, exercita o corpo, estimula os sentidos e preenche-nos de esperança... Em dias repletos da inquietude típica da paixão, porém segura, plena, cumplice, serena e feliz.
Mas a vida, com seus ciclos que não cessam de iniciar e terminar em um movimento muitas vezes cansativo, descoloriu os dias e levou embora o silêncio mágico. E eu, sempre apressada e confiante, nem o percebi indo pra longe... Era o amor... Que discretamente se apresentou e sutilmente se foi... A ausência que incomoda. A voz que não é ouvida, a presença que não mais se anuncia. Confuso... Porque veio, se logo ia? Porque se apresentou, se não era pra ficar? Em que mundo se encontras agora?...
Era o amor, tenho certeza...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Amor, paz e tranquilidade.

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Onde eu coloco você?
Você.
A questão não é organização, mas algumas coisas precisam de seu lugar para não ocupar o espaço de outras.
Você ocupa espaço demais.
Além de tudo anda meio espalhado, bagunçado, se mostra em farelos na minha vida.
Não cabe em lugar algum, não encaixa embaixo da cama, dentro do guarda roupa ou na mala do carro, fica assim, escapolindo para todos os lados.
Como eu te junto? Cato? Guardo?
Tem um pedaço nos meus sonhos, outro no amanhecer. Escorregou do tubo de pasta de dentes esta manhã, esta na musica que toca no radio a caminho do trabalho.
Vejo em todos aqueles carros brancos populares, que nem era tão popular antes de você me aparecer.
Fica me chamando no celular toda vez que ele vibra ao longo do dia.
Escapole da minha boca nas conversas com as amigas nos cafés da cidade no fim dos dias.
Não chega a me fazer mal.
Me deixa mais atrapalhada que o habitual.
Faz-me ser intolerante e indiferente com todos os outros humanos de espécime masculina.
As vezes odeio você.
Louco!
Não posso negar, traz coisas boas, um brilho no olhar, frio na barriga, boas conversas e maravilhosas risadas, idéias, muitas idéias, um milhão de planos.
Esperança.
Idéias que não estão no hoje, que estão lá na frente, lá, ali, mais pra lá ainda, só um pouquinho mais.
Enfim, bem perto.
Esta naquela viagem para daqui a menos de um mês, no próximo reveilon, naquelas aventuras e nas compras necessárias que só você vai poder me orientar.
Na casa e nos bichos que virão na quietude do cotidiano que me espera.
Esta em todos os infelizes peixes com abacaxi que eu comer até o fim da minha vida.
Afe...
Fico assim, remoendo suas frases, seus olhares, tentando extrair o maior numero de informação de cada uma delas para me defender.
Cheia de anseios.
Implorando a Deus que me livre de você.
Que me traga amor, paz e tranquilidade.
Você já me esperou demais.
Demais.

Sabe, graças a Deus você ficar por aqui espalhado.

Que seja assim, me faça crêr que é igual entre nós.

Talvez nós consigamos chegar lá.

Amor.

Paz.

Tranquilidade.

Só não se esquece de me lembrar que eu te assusto, todos os dias.

Ja estou pronta.

Desisto de guardar você.

Estou aqui

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Escrever é tocar alguma coisa.
Uma coisa que às vezes é macia, mas que às vezes fere, até ferir tantas vezes que um dia o machucado fica tão grande que é preciso parar e cuidar da mão.
Escrever acontece.
E em alguns períodos acontece com tanta frequência que é preciso dar um passo atrás, antes que se adoeça do oco que se sente entre a linha um e a linha dois.
E existe o cansaço físico de transformar letra em sentimento e sentimento em letra, porque é impossível equilibrar a limitação das palavras com a adorável ilimitação da vida.
Escrever adoece.
O pulmão, o coração, o peito e qualquer parte sensível que não aguente o sufoco de vibrar numa rima e morrer na outra, repetidamente.
Escrever é uma troca.
E sempre faz bem para os dois lados, mas não é saudável usar o ombro de quem lê para enxugar as lágrimas de quem escreve.
Por isso, é preciso respeitar a ausência, sem achar que a falta da coisa escrita é a falta da própria pessoa que escreve.
É preciso absorver o vazio, sem precisar recorrer à última gota de poesia, porque esta nunca se deve tirar do sangue que passeia no corpo.
E, por fim, é preciso aceitar, com doçura, o silêncio, sem nenhum sentimento de perda, mas acreditando que, com ele, se ganha outra coisa.
Outra coisa que engrandece.
Outra coisa que não está escrita.
E que nem precisa estar.

Eventualmente eu volto a escrever.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

"A cigana leu o meu destino..."

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Bula da vida? Ou simplesmente a busca de uma resposta. Na verdade digo e repito, o nosso destino quem sabe é Deus.
E aí, meu Deus? Qual é a da minha vida?(risos) Talvez se ele pudesse responderia que tem um plano na minha vida, como na de todos nós, e a graça das coisas é o inesperado.
Na verdade a nossa ansiedade atrapalha as coisas. A minha ansiedade atrapalha muito. Quero sempre tudo ao mesmo tempo. Emprego. Um amor para o resto da vida. Dinheiro no bolso. Uma casa repleta de filhos. Viajar. Ter meus amigos sempre perto. Ver todos os meus parentes felizes. Ter uma vida estável e muita saúde. E, não a mal nenhum em querer tudo isso ao mesmo tempo. O problema é que as vezes nessa busca, perdemos o foco. São tantos anseios que as coisas ficam pela metade. Se começa, termina. Se anda, chega. Se pára, espera. Se a coisa não aconteceu, paciência. Se não era a hora de acontecer, ainda mais paciência.
Aprendi a duras penas, que o amor é inesperado. O amor por nós mesmos, necessário. Venho aprendendo com as experiências, que não adianta sofrer antecipadamente. Um dia, sem que nós percebamos, o que tanto queremos chega. E se não chega, lá na frente descobrimos que foi o melhor que aconteceu. Talvez esteja enganada, pois no caminho da vida vamos integrando novos conceitos e deixando de lado outros, mas vejo a paciência como o grande segredo. Então, se queremos tudo que desejamos, temos que ter fé em Deus e em nós mesmos, apaziguar o coração e esperar pacientemente.

domingo, 16 de agosto de 2009

Festival de Inverno em Gravatá

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Grannnnnde idéia para aqueles seres humanos nada burocráticos que nem eu. Festival de inverno de Gravatá que na terra querida é chamado de festa da estação, vai de hoje 17/08 até dia 22/08. Milhares de atrações culturais, oficinas, coisitas para olhar, se divertir e aprender durante esta semana até sábado que vem. Eu, que adoro o Rappa e amo o friozinho da charmosa cidade estarei por lá. Tem coisa mais gostosa que jantar em gravatá, cantar todos os sucessos do Rappa em alto e bom som, dormir agasalhadinha e pegar a 232 de volta na sexta bem cedinho para trabalhar com solzinho frio e a vegetaçào verdinha acompanhando a viagem de volta? Para os que realmente só tem disposição no fim de semana, que tal se programar no sábado para andar de quadriciclo pela manhã, almoçar uma charque brejeira já na terrinha e a tarde visitar a sala multimídia e o museu itinerante? Ótima ideia a da sala multimídia aliás!!! Pra quem gosta de cultura, várias atrações sairão em desfile pela cidade, como blocos líricos, bandas de pífano, bonecos de olinda, orquestrinhas de frevo, cortejo de maracatus. Abaixo trecho da divulgaçã0 e link para a programação divulgada no pe360graus que tem O Rappa na quinta, seguido de Joana e Alcione nos outros dias.
Começa nesta segunda-feira (17) a 11ª Festa da Estação em Gravatá, no Agreste do Estado. A programação segue até o próximo sábado (22), com shows de grandes nomes da música nacional, apresentações de grupos tradicionais pernambucanos, aula-espetáculo do escritor Ariano Suassuna, oficinas culturais e palestras.Os shows do polo principal, montado no Parque de Eventos Chacre Mussa Zarzar, começam na quinta-feira (20). Na programação estão confirmados shows de Alcione, O Rappa e Sirano e Sirino. Também se apresentam a Banda Sou Reggae, Volver, Elifas Júnior, Maurício Ramalho, Folia Tropical, Joana, Marcos de Lima, Os Cabras do Forró e Nádia Maia.
OFICINAS - Além da programação musical, também serão realizadas quatro oficinas e palestras institucionais na Festa da Estação em Gravatá.
FÓRUM REGIONAL - Parte essencial da programação do Festa da Estação em Gravatá, o Fórum Regional de Cultura do Agreste meridional irá reunir artistas, produtores e agentes culturais de 26 municípios juntamente com representantes do poder público estadual, a fim de discutir políticas de cultura para a região. Luciana Azevedo, presidente da Fundarpe fará a apresentação do balanço de ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Governo de Pernambuco para a consolidação de uma política de cultura regional.
SALA MULTIMÍDIA - Quem for à Gravatá também poderá conferir a Sala Multimídia, um ambiente interativo, que une cultura e tecnologia. O espaço abriga um mapa virtual de Pernambuco que, com uma tecnologia sensível ao toque, apresenta um pouco de cada uma das Regiões de Desenvolvimento do estado e suas expressões culturais.
UM MUSEU ITINERANTE - O mesmo espaço da Sala Multimídia também funcionará o projeto Um Museu Itinerante. A exposição reúne 10 reproduções do acervo do Museu do Estado de Pernambuco (Mepe) em grande formato, acompanhadas de uma cartilha com ilustrações em policromia (impressão em quatro cores), contando pouco da história de Pernambuco.

O dia da missa

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Domingo. Dependendo de quem o desfruta é um dia de recolhimento ou total diversão. Muito não gostam do domingo. Acham que o dia se arrasta, horas monótonas. Bem, particularmente, amo domingos. E sempre tenho atividades interessantes neste dia, desde curtir um programinha infantil com meu pequeno príncipe; ou aproveitar da cia dos meus pais, ou ir até a livraria de sempre, encontrar grandes amigas, ir ao teatro cedo, ver o Sport Club do Recife jogar, namorar, esticar numa creperia ou até naquela famosa boate que cedo se agita neste dia. Se eu "perder" o dia inteiro na cama lendo (jornais de domingo, um bom livro, palavras cruzadas que adoroooo) ainda assim amarei o dia. Hj ia a Porto de Galinhas com 2 amigas mas meu baby está gripado. Domingo é o dia da liberdade. O dia que você nunca terá contas a pagar, escolhe os programas que quer fazer, não tem compromissos, não olha os relógios e a cidade está livre de trânsito... E acima de tudo, é o dia da missa de domingo!!

Impressionante como assistir a missa do domingo é renovador. Domingo na verdade, não é o último dia da semana, como as vezes raciocinamos. É o primeiro dia da semana que chega e começar pela igreja é sempre uma boa escolha. Frequento a mesma paróquia a anos e sou completamente apaixonada pelo pároco que nos fala por lá. De sacerdócio tardio, é um psicólogo de fomação, com longa história no exército, muita vivência social e saúde fragilizada, o que o faz uma deliciosa figura humana e o afasta dos dogmas mais tradicionais da igreja católica. Seus sermões são sempre serenos, porém envolvem expressões e situações do cotidiano, dificuldades do casamento, falta de recursos financeiros e materiais, doenças e perdas de entes queridos, o papel do homem na sociedade, respeito mútuo, perdão, ganância e soberba, inveja, aprendizado e evolução... Tudo é trabalhado junto a leitura das duas cartas, que tradicionalmente são "o mote" do sermão na igreja católica. Esta maneira até um pouco lúdica de linkar o assunto do sermão às dicas que o Pe. nos dá é o que faz o sucesso desta figurinha sem meias palavras, mas de muito carisma e f'é.

Vejo a missa de fora da igreja que se localiza num parque e onde comumente são dispostas cadeiras ao ar livre. Esta combinação de fé e natureza torna o programa ainda mais imperdível. Bem, estou parecendo beata, rs, na verdade passo longe disso, mas a missa do domingo no parque é para mim experiência renovadora da qual não abro mão. Muitas vezes emociona-me os assuntos que me tocam. A fé é na verdade algo muito particular. E ir a igreja um momento de muita introspecção. Dia desse jantei com um amigo médico, num domingo em que eu voltava da igreja e ele de um plantão numa grande emergência pública da cidade. No que ele comentou:

-Acho bonito você buscar na missa a fé que necessita. Acho que não tenho mais fé, nem sei o que é isso...Como médico, cirurgião geral em hospital do governo, meus pacientes e as pessoas de uma forma em geral não precisam que eu tenha fé. Acho que para exercer esta profissão e manter o equilíbrio, eu preciso muito mais de força que de fé. Entre as duas opções fiquei com a primeira e tem dado certo, pois só a fé em algo, que nem sei do que se trata, não me permitiria continuar de pé enquanto tantos caem a minha frente precisando de amparo, do meu amparo!

Fiquei olhando para ele, muda. É verdade. É a verdade dele. Por isso sempre digo. A fé é algo muito particular e frequentemente descende de nossas experiências pessoais. Esta é a fé dele. Acreditar que como médico, ele precisa de força, embora em sua percepção isso não seja necessariamente ter fé. Ter fé é acreditar. Desejar algo com toda a força de nossa intimidade. Nietzsche afirma que "A fé é o desinteresse pela verdade". Tenho um familiar hospitalizado por um AVC, que paralisou membros e fala. Parafrasendo o filósofo, nào me importa o prognóstico que a medicina reserva hoje, tenho fé que tudo voltará ao normal. E por isso hoje mais uma vez estarei na igrejinha do parque. Para agradecer por todas as graças a mim dispensadas sempre e para pedir clemência aos que necessitam, que possam ter minimizadas as dores daqueles que sofrem. Deus provém tudo de que necessitamos, basta apenas nos disponibilizarmos para receber. No mínimo, estarei me fortalecendo pra um dia aceitar a verdade. Boa semana a todos e que o nosso senhor vos acompanhe!


{PS: Comprovando minha afirmação que realmente não sou beata, rs, fiquei sabendo após escrever este post que não há missa hoje, devido a posse do novo arcebispo de Recife e Olinda, Dom Saburido. Bom domingo!}

sábado, 15 de agosto de 2009

Meu nome? Melissa Cadore, prazer!!

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Olha. Não sou noveleira. Aliás, nunca fui muito fã de TV. Invariavelmente me sinto inútil quando estou apenas olhando o aparelhinho sem nada fazer. Mas me pego ultimamente tendo "crises de risos" nos raros momentos em que a globo está ligada no meu quarto na novela das 20:00, Caminho das Índias.

Impagável ver a Christiane Torlone, a Melissa Cadore, desfilando seu guarda roupa exageradamente perua (detalhe, eu usaria a maior parte das peças ;)))) e um sem número de artimanhas para segurar um marido que não vale nada, mas oferece muito (outro detalhe, eu já o teria mandado para marte há muuuuuito tempo!!). Claro que é uma caricatura de certas figurinhas femininas que realmente existem na vida real, e como tal, o autor da novela precisava carregar nas "viagens" desta esperta-inocente boa vida!! De tão imersa em seu mundo cor de rosa de compras e reuniões sociais, ela não consegue perceber ou aceitar a doença psiquiátrica do filho (boa sacada para nos fazer pensar, o Tarso que apresenta o distúrbio em uma carcaça tão perfeita, faz um contraponto com a outra filha que sã e muito correta, gosta de vestimentas rebeldes e comportamento um tanto Emo. Então, o que na verdade é importante neste caso?), não admite as falcatruas financeiras do marido e nem leva em consideração os casos extra-conjugais que o marido tem, encontrando sempre uma maneira de reverter a situação para não perder seu lugar de primeira-dama.

Fútil e esperta ao mesmo tempo, fico na dúvida. Ela é realmente burra ou tão inteligente que consegue fechar os olhos e seguir? Quer saber? As vezes olho a Melissa, feliz em seu casamento faz-de-conta, um marido que não a respeita e um closet de fazer inveja e penso: As loucas é que são felizes!!! Quem dera eu, um pouco menos de sanidade... ;))) Deve ser muito bom olhar tudo e enxergar apenas o que queremos...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripada, eu?...

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Socorrrrrooooo!! Afemaria... Está mais que na hora do verãozinho chegar e com ele, as chances de minimizar os efeitos desta danada de gripe batizada e rebatizada desde sua aparição. Eu mesma, até hoje só sei o primeiro nome (Por que como diz um amiga, quando se faz fama, melhor deitar na cama...). Mudaram demais o nome da mesma coisa para livrar o pobre do porco de tamanha difamação, mas sempre me vem a cabeça o nome: Gripe suína. Rs.

Gripei feio. Cansaço, febre, calafrios, tosse, olhos ardendo, muita dor de cabeça e no corpo e 24hr completamente afônica. Ok, eu aceito tudo, mas 24hr afônica é demais!! Um desafio ;))) 2 dias sem trabalhar para quem ama o agito do dia-a-dia, também soa como provocação. Ah, seu eu pego este porco... Mas vamos e convenhamos, chato demais estes surtos pelos quais passamos as vezes. Eu na verdade, nunca me acometo de mal algum. Tenho saúde de ferro e um organismo forte. Mas cai ajoelhada de gripe e estou dando graças a Deus de estar me despedindo dela.

Mais engraçado, para não dizer estranho, foi ir ao hospital e ser recebida já na triagem de forma diferente:

-Sintomas de gripe sra.? Ponha esta máscara e aguarde ali para ser chamada.

Resultado, ficamos eu e um punhado de pessoas de máscaras, separadas das demais que estavam na recepção do hospital particular, por motivos distintos, as quais nos olhavam ora com desdém, ora com curiosidade. Rsrsrs. O tal do ser humano é mesmo engraçado. Ali haviam pessoas precisando de auxilio em diversas modalidades. Uma crise renal talvez. Um doente da prostata, quem sabe. Alguém que torceu o pé e aquela menina com alergia na pele. E eu, apenas gripada é que não parava de ser observada pelos demais como algo sobrenatural. O poder da mídia. Nossa. Somos o assunto do momento. Pessoas gripadas, organismos fragilizados, contaminação, letalidade da doença.

Enquanto isso eu, linda e loira, continuo minha vidinha normal, volto a trabalhar amanhã e nada de gripe suína, afinal fui ao hospital por precaução. E você se não quiser passar pela sensação de estar em pleno set de filmagem do spilberg de máscara no rosto e platéia concentrada, trate-se de previrnir-se. Seguem as dicas:

  1. Evitar locais com aglomeração de pessoas.
  2. Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
  3. Cobrir nariz e boca com um lenço descartável ao tossir e espirrar, jogando o lenço numa lixeira em seguida.
  4. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, ou com produto de limpeza à base de álcool.
  5. Evite tocar seus olhos, nariz e boca (especialmente após tocar em maçanetas, corrimões, etc.).
  6. Evite contato com pessoas infectadas, pois o vírus é transmitido de pessoa para pessoa.
  7. Se você ficar doente, fique em casa, não vá ao trabalho ou à escola.
  8. Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência nas áreas afetadas. Substituir sempre que necessário.

Será que existem homens sensíveis?

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Nesse exato momento imagino a cabeça das mulheres balançado de um lado para o outro, uma ruguinha na testa, e um pensamento imediato - Não! Definitivamente não existem homens sensíveis. Esse é o pensamento na minha humilde opinião de 99% da classe feminina. Mas, será? Somos tão diferentes uns dos outros.

Ando conversando com alguém nos últimos dias, inclusive ao ler esse texto, provavelmente ele vai se identificar. E, me surpreendeu algumas falas dessa tal pessoa. Para ser mais clara, desse homem. Coisas de uma sensibilidade tão explícita e sincera, sem ser piegas. Coisas tão esperadas pelas mulheres que sejam ditas. Juro, no início pensei que se tratava de uma grande brincadeira. Aos poucos vi um homem sensível sim, ser desembrulhando de uma imagem que eu criei. Aqueles velhos julgamentos do "a primeira impressão é a que fica". E sinceramente, a primeira impressão não foi boa. As vezes querendo impressionar, as pessoas se mostram diferentes do que verdadeiramente são, não que esse seja o caso dessa pessoa.

Enfim, parece que descobri um "último romântico". Quem tiver a procura de um, saiba que ele existe sim.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Somos todas iguais?

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Não, somos especialmente ÚNICAS!

Dia dos pais

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Dia dos pais. Data que nem abala o comércio brasileiro, que tem como grandes períodos de vendas o dia das mães, natal e namorados!! O que???? Namorado mais importante que pai? Rsrsrsrs. Claro que não. Apenas deve ser uma data mais apelativa.... ;)


Me pego frequentemente pensando como será a relação homem-filho. Nós, criaturinhas do sexo feminino, reponsáveis pela geração de nossos babys, somos sempre linkadas ao afeto, cuidado exagerado e ao senso de proteção que nasce com a mulher-mãe. Mas e os pais? Qual, ou quais os sentimentos que os caracteriza? Acredito que a figura paterna não é estigmatizada que nem a nossa. No geral, as mães seguem com os filhos até o fim da vida, os pais nem sempre, pois infelizmente alguns pais divorciam-se dos filhos também quando separam-se das esposas que um dia escolheram. Estes não serão caracterizados por exemplo como pais parceiros, companheiros ou amigos. O que não significa claro, que pais separados não possam sê-lo. Muito pelo contrário, observando um pai separado acompanhar seu filho em seus primeiros passos na escola esta semana, entendo que não...

Olhando para minha família, logo percebo. Sou sortuda demais!! Em meio ao caos social atual, mudança de conceitos da sociedade com relação a família e inversão total de valores, somos mais ou menos equilibrados ;). Tive (tenho), um graaaaande pai. Batalhador, honesto e muito próximo. Aos 31 anos e uma vida independente há mais de 10, durmo tranquila diariamente, por que sei que onde eu estiver meu pai sempre estará comigo. E por isso sou muito grata. É o segundo pai do meu filho, escolhi-o também para padrinho e ele claro emocionado, sabe que é um silencioso agradecimento por tudo que ele sempre fez e faz.
Grandes recordações da minha infância, como os "chás de cadeira" que meu pai nos dava atrasando para nos pegar na porta daquele colégio tradicional onde estudávamos, rsrsrs. Ele nunca aceitou nos colocar na condução, gostava de levar, pegar e saber como íamos na aula, mesmo atrasando seeeempre para chegar!!! E a mania incorrigível de trazer animais da rua, bichos doentes, abandonados, pra nós criarmos. Um gato caolho, um bicho-preguiça de unhas grandes e sujas, rs, um par de rãs que se chamavam Bertilda e Perinalda, moravam nas plantas da minha mãe sendo alimentadas pelo papai ;)) Ou eu era muito inocente, ou elas realmente o reconheciam!!! Muito boa minha infância e adolescência perto dele. Hoje em dia somos nós que por vezes os divertimos, contamos histórias legais, ensinamos mais sobre a vida. É engraçado esta inversão, depois de uma certa idade nós nos tornamos meio pais dos nossos pais. E isso é muito encantador!!
Este ano meu vovô está super dodói e meu pai sem ânimo para comemorações. Respeitamos. Mas, mesmo atrasado vale o registro. Obrigada pai. Sempre. Com amor, Aninha e Dudu.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

É divertido SIM ser mulher

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Ah, como é divertido ser mulher...na verdade, hilário! Acordei hoje pensando sobre isso, e assim que sentei no computador já veio a vontade de escrever aqui no blog "social".

Cada uma com sua história, as experiências, sentimentos e inseguranças são comuns a todas nós, fazendo com que as nuances da vida feminina se tornem extremamente engraçadas. Um exemplo claro, foi um encontro que aconteceu no sábado passado na casa de uma amiga, um clube da "luluzinha" improvisado. Lá, a conversa circulou entre as aventuras amorosas e sexuais de cada uma, bebedeiras, beijos no fim da noite, separações dífíceis e tantas outras histórias engraçadíssimas. Mas, o tema mais comum foi traição, e todas sem excessão, foram um dia traídas pelos seus "amados", seja com outra mulher, por confiança ou consideração. Milhares de teses foram lançadas, e não chegamos a um consenso. Algumas disseram que o homem trai por uma questão biológica, outras meninas afirmaram categoricamente, que um homem trai por uma questão de oportunidade, tava ali então ele "pegou", e outras diziam que é da natureza do homem mentir e ludibriar as 'pobrezinhas' das mulheres. Revoltadas? Na verdade, não, é uma realidade difícil de teorizar, mas que acontece sim. E tem cada história cabeluda, difícil até de acreditar.

Uma das meninas falou uma coisa que eu não vou esquecer, ela dizia que já foi loira, morena, bronzeada, já foi prostituta, botou silicone, já foi santa, já foi evangélica, surfistinha, já foi mais humilde, mas se reiventou muitas vezes durante o casamento para não ficar monótono, mas nada impediu de seu marido, agora ex, deixá-la para ficar com uma mulher simplória, cheia de "buracos" de espinha do rosto e um cabelo na altura da cintura, parecendo "Baby Consuelo". (risos) É rir, para não chorar. Mas, a verdade é essa, não adiante fazer tantas coisas e não ter o principal, o amor e respeito do seu companheiro.

Eu posso até parecer uma E.T. com o que vou dizer agora, mas acredito sim que tem homens bons e que são capazes de ser fiéis. Acredito também que na maioria das minhas histórias, sequer fui traída, e nas que fui, foi um momento de fraqueza porque aquele homem dava todos os sinais que me botava um "par de chifres" e eu simplesmente "me fingia de doida para melhor passar".

Vamos rir, e nada de chorar. Porque mais dia, menos dia, vai acontecer com você também.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O sempre apressado relógio da vida!!

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Correriaaaaaaaaaaaaaaa. Nossa. Sempre me pego pensando que a vida hoje voa e o tempo não perdoa. Ou tu tens muito tempo e sua vida provavelmente é um tanto tediosa e improdutiva, ou você leva uma vidinha super agitada de afazeres, mas todos geralmente mal feitos ou feitos em partes que um dia se completarão!!!!



Despertador, academia, trabalho, almoço profissional, trabalho, happy hour com amigas, engarrafamento constante e sem fim, um pit stop no supermercado (a lei de murphy diz que sempre faltará alguma coisa em casa ;), algumas deliciosas horas com o filhote que ansiosamente sempre espera e um fim de noite abracadinho em quem se gosta, para depois que ele adormecer ainda voltarmos aos livros ou lap para produzir mais um pouco madrugada adentro... Uuuuufffffffffaaaaaaaaa. Onde ficaram aquelas 8 horas de sono que a medicina antes recomendava? Em que Jurássico período de nossa era vivíamos aquele ritmo em que tudo parecia mais saudável?



Até figurinhas super hiper mega ultra agitadinhas como a que vos escreve, sente-se literalmente exausta em vários momentos deste cotidiano louco. Será que o relógio do mundo moderno encolheu? Que houve com as 24hrs do dia tão elegantemente distribuidas em outrora? A vida anda engolindo você? Não se gabe, não é privilégio seu!! Aliás, se gabe, em um mundo de poucas oportunidades é uma riqueza não ter tempo para aquela limpeza de pele, o livro comprado na Cultura (aliás, adquiri um ótimo exemplar por lá ha 20 dias, mas estou na página 20 ainda!), ou a partidinha de futebol do Sport transmitida pela TV. Qualquer dia desse vou me pegar lendo o JC na direção, levando meu filhote na sacola de compras (para conseguir aproveitar de sua cia), namorar enquanto cozinho algo.... rsrsrs.



01:27 da madrugada. Estou ainda "lotada" de compromissos.... Sabe de uma coisa???? Fazer cia a Morfeu... A vida pode esperar, mas o despertador não. Aproveitemos então até as badaladas acordarem o sol. Boa noite dia 03. Bom dia dia 04. Eita vida.... Corrida. Mas deliciosa ;)




quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eu, os meus passos e o horizonte...

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Algumas coisas, fatos, palavra e pessoas em alguns momentos de nossas vidas parecem grudar em nós, teimando em nos acompanhar... rs. Para mim fica claro que um verbozinho um tanto incômodo tem me acompanhado nestes últimos meses... Escolher!!!

Escutei conversando socialmente, que ter a disposição opções de escolha é privilégio de poucos, já que a vida nem sempre oferece mais de um caminho disponível a todos os seus. Mas tê-los e deles fazer uso e seleção significa abrir mão de uma situação X, em prol de algo Y que se mostra tão palpável e factível quanto o anterior. E qual o problema nisso? Nenhum, tirando o peso da responsabilidade de escolher pelo caminho mais certo e coerente. Ou não!!!

Ano agitado este meu. Muitas mudanças. muitas escolhas, muitos méritos e muitos erros. Tudo de muito. Rsrsrs. Andei abrindo mão de um grande emprego em outro estado, em prol da melhor educação do meu único filho, e amarguei 3 longos meses de incertezas até receber e aceitar uma outra excelente proposta esta semana confirmando que aquela sofrida escolha, foi acertada. Trocar de automóvel; reinventar uma carreira, mudando os rumos anteriormente planejados; investir aquele valor da poupança em um curso de extensão ou previdência privada para um filho; escolher a roupa mais ajustada àquele encontro com o novo paquera, ou até escolher novo paquera, rs, selecionar o prato mais rápido na praça de alimentação lotada daquele shopping onde todo mundo parece ter fome na mesma hora, atrasando nossos compromissos... Nossa vida é interminavelmente permeada de pequenos instantes de discretas ou discrepantes escolhas, algumas delas discretas e imperceptíveis, outras que nos tiram o sono uma noite ou algumas várias noites...

Mas como prover a escolha certa? Como prever o resultado da mesma? Quer acertar? Pense.. Analise... O que é melhor para você, o que lhe parece mais ajustável, com que erro (no caso de falha na opção) você pode viver melhor? Se todas estas instruções fossem garantia de sucesso, ninguém chorava leite derramado não é verdade? Afinal, coisa mais chata é escutar um terceiro que aparece do nada, vindo de num sei de onde, só para nos dizer: "Eu nào disse que você não fizesse isso? "

Pois bem... Mais uma semana de escolhas... Eita vida desafiadora esta minha!!!! Novelinha agitada, onde o último capítulo parece tão longe que nem imaginamos como termina. Afinal, que escolha pode ser mais difícil que aquela que depende de duas pessoas, você mesma e alguém que interage (ou deveria interagir) com você?!!!

Está doendo. Dizer não a algo que só queríamos dizer sim. Incomoda discretamente. Depois de muito tempo, está doendo..... ;)) Uma vontade lá no fundo do coração que guarda tudo, rs, de pedir ao ascensorista para estacionar no quinto andar da vida... Pois bem... Na dúvida entre o sim e o não, escolho a opção "marque um X na felicidade"!!! Mas, ei... Onde está ela? Na opção SIM ou NÃO? ...

"Viver com incerteza, mas sem ser paralisado pela hesitação. Eis o segredo da vida!!"
Bertrand Russel

"Sou mais macho que muito homem..."

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Quem sangra todo mês e sente cólicas, não pode ser um sexo frágil. Quem sofre com as oscilações de humor da TPM, não pode ser um sexo frágil. Quem sente a dor do parto, não pode ser um sexo frágil. Quem consegue se depilar com cera quente, e os "cantinhos", não pode ser um sexo frágil. Quem consegue ser multifacetada, mãe, dona de casa, profissional, ir ao cabeleireiro (escova, unhas, hidratação e progressiva de chocolate), fazer pós- gradução, levar as crianças no inglês e no esporte, malhar, ler 3 livros por mês, tomar uma cervejinha com as amigas, e depois de tudo isso ainda transar ardentemente com o parceiro, não pode ser um sexo frágil. Quem consegue se mostrar frágil apesar de tudo, não pode ser um sexo fráfil.

domingo, 26 de julho de 2009

Game Over ;(

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Semaninha agitada esta!!! Muitas novidades boas. Alguns percalços. E muita estrada que adoroooooooo. Tirei uma semana no interior aproveitando as férias de uma turminha da pesada que resolveu passar as férias em Recife, com a mamãe, titia e madrinha, no caso eu!! E foi muito muito muito bom. Dormindo tarde e acordando cedo, fiquei um tanto exausta de brincar demais, do puxa-estica-encolhe, dos horários trocados de cada anjinho aqui presente e ainda ir e voltar a Recife várias vezes para compromissos profissionais.

Apesar de adorar o papel de mãe, confesso que na vida agitada de hoje em dia não é fácil encontrar o timming necessário ao bom desempenho dos vários papéis femininos que desfilamos. A mulher, amiga, filha, profissional, mãe, etc, etc, etc, nunca será mulher maravilha, e por falta de tempo ou organização em algumas destas situações falhamos e as vezes falhamos feio.... Mas esta semana resolvi curtir meu lado maternal e por que não, criança novamente? Confinada numa casa grande com piscina, jardim, tartarugas e passarinhos e uma infinidade de brinquedos, nós nos divertimos demais. Inventar programinhas para todas as meia-horas que juntas compõe o dia, me trouxe lembranças muito gostosas da minha própria infância. Uma nostalgia saborosa da qual desfrutei com prazer.

Amarelinha, seu rei mandou dizer, esconde-esconde, se revezaram com os jogos daquela marca estrelada, mas sem nenhum resquício de modernidade. Resolvi fazer destes dias, férias a moda antiga onde as brincadeiras que não fossem feitas no terreno, ao menos seriam trocadas por jogos no terraço, porém com brinquedos construtivos... E assim foi. Brincamos de escola, ditado, entre outras invenções. Na rua, aproveitando a festa da padroeira, rs, tomamos sorvete demais, comemos pipocas demais e andamos naqueles brinquedos típicos do interior, parques infantis onde os carrosséis nem de longe lembram o Mirabilândia ;)

Quer saber? Cansada. Fui a Recife ontem e voltei ontem mesmo. A turminha estava indo embora para suas terras e eu queria me despedir. Dormi com todos. E acordei dando adeus. Cansada mesmo... Mas satisfeita. Todos se foram agora pela manhã. Fim de jogo. Dos jogos. Das brincadeiras. Uma pena. Vou sentir falta. Mas, férias são férias.... Logo brincaremos de novo. Agora, arrumando as coisas para descer a Recife de vez, penso: Game Over!!! Vamos aos jogos de adultos. Afinal, o domingo logo se vai e amanhã é dia de branco como diziam meus pais quando queriam encerrar nossas brincadeiras de criança, nos deixando sempre tristes. Deve ser por isso que nunca visto branco. Prefiro o colorido sempre ;)))))

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O meu sorriso

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Bergson escreveu: "O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito". O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra . O sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri. E ri de si mesma, mais ainda.
O sorriso é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri. E, como é dotado de inteligência e vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram não tão bem - tudo se resume na harmonia interior.
Sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina e para evitar o afastamento de dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados - não estão em sintonia.
O sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico. Pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico. Pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita. Pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo. Prefiro os sorrisos verdadeiros.
O sorriso pode auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua com a bobagem, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.
Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dolorido. Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: "Como você está se sentindo hoje?". A resposta foi desconcertante: com um sorriso dolorido respondeu: "dói tudo".
Mas como anda desvirtuado o sorriso!
E termino essa postagem com uma frase que li num calendário de bolso que me deram: "Não critique, ajude. Não grite, converse. Não acuse, ampare e... não se irrite, sorria".
Então, hahahaha.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A fina linguagem feminina...

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11 expressões usadas pelas mulheres.....e seus significados:

1 - "Certo": Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e você precisa de calar.

2 - "5 minutos": Se ela está se arrumando significa meia hora. "5 minutos" só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.

3 - "Nada": Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam em "Nada" normalmente terminam em "Certo".

4 - "Você que sabe": É um desafio, não uma permissão. Ela está te desafiando, e nessa hora você tem que saber o que ela quer...e não diga que também não sabe!

5 - Suspiro ALTO: Não é realmente uma palavra, é uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um idiota e que ela está imaginando porque ela está perdendo tempo parada ali discutindo com você sobre "Nada".

6 - "Tudo bem": Uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. "Tudo bem" significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar por sua mancada.

7 - "Obrigada": Uma mulher está agradecendo, não questione, nem desmaie. Apenas diga "por nada". (Uma colocação pessoal: é verdade, a menos que ela diga "MUITO obrigada" - isso é PURO SARCASMO e ela não está agradecendo por coisa nenhuma. Nesse caso, NÂO diga "por nada". Isso apenas provocará o "Esquece").

8 - "Esquece": É uma mulher dizendo "FODA-SE!!!"

9 - "Deixa pra lá, EU resolvo": Outra expressão perigosa, significando que uma mulher disse várias vezes para um homem fazer algo, mas agora está fazendo ela mesma. Isso resultará no homem perguntando "o que aconteceu?". Para a resposta da mulher, consulte o item 3.

10 - "Precisamos conversar !": Fodeu!!!, você está a 30 segundos de levar um pé na bunda.

11 - "Sabe, eu estive pensando...": Esta expressão até parece inofensiva, mas usualmente precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse...

De dentro para fora

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Moda. Alguns definem a moda como um processo de afirmação, busca, indentificação, exibição e concretização e identidade social. Outros, interpretam como um padrão autoritário, em que regras são estabelecidas pelo sistema e todos devem obedecer e seguir para não cumprir a pena de exclusão social.

Eu vejo moda como um instrumento. Instrumento de identidade visual e comunicacional. Nada fútil. E sim, fértil. Fértil de personalidade, conceitos e atitude.

É pela forma que você se veste, que você é visto. É a forma como é visto que vai dar a primeira impressão. Aquela que nós todos sabemos que é a que fica.

Os padrões da moda são inventados porque senão tudo seria estático. Não existiria nada novo. Nos vestiríamos todos iguais. Mas, isso tudo são referências, bases e tendências para nos vestirmos. Estilo, é algo pessoal e único. Seus pensamentos e características físicas, se refletem no ato de se vestir todos os dias. Ou mesmo, seu estado de espírito.

Li algumas matérias que dizem que todos nós temos um estilo mais característico, e outros dois que completam. Ou seja, eu me vejo como alguém que tem um estilo moderno, e os outros dois são o romântico e o folk (peças artesanais).

Em alguns casos, as roupas falam por si só. Alguém que tem uma personalidade rebelde, que se torna punk. Ou mesmo, alguém com ideiais de liberdade que se junta a um grupo de hippies e vai vender "pulseirinhas" na praia, com longas madeixas, saião e sandálias de couro.

Não vamos ser generalistas ou preconceituosos. A moda faz parte dos nossos dias e não tem nada de fútil ou mesmo sem cultura. O tempo diz isso claramente com seus figurinos históricos.

TPM Masculina

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A prova que os homens também são stressadinhos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Se - Alice Ruiz

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"Se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra
eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto
ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio
daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse..."


Sabe aquele frio na barriga de primeiro dia de aula?
Penso que quando nos tornamos adultos, e como diria uma amiga, somos "sequelados", sentimos ele toda vez que paira algo bom no ar.
Afinal, será que é deles que nascem todos os "se"?


terça-feira, 21 de julho de 2009

Amigasmuitomaisquequeridas

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Essa postagem é uma homenagem clara e declarada para minhas amigas. Todas elas, mais em especial, as amigasqueridas Carol e Ana Keyla. Amigas e sócias. Sócias nas palavras e no companheirismo.

Como todas as amizades, temos nossas diferenças. Nossos gostos, estilos e histórias de vida são bem distintos. Mas, as afinidades nos unem. Somos cúmplices e temos a capacidade de ressurgir dos problemas no 'salto'. E claro, com muito bom humor.

Nosso encontro aconteceu depois do primeiro, segundo ou mesmo do terceiro. Não entendeu? Vou explicar. Foi assim, estudávamos juntas na faculdade a 4 anos e só ficamos amigas no último período na época de fazer Projeto Experimental- Monografia, onde por 'força maior' tivemos que ficar juntas na mesma equipe, e a identificação surgiu. Temos muitas histórias engraçadas para contar desse momento, e claro, o Projeto "Todas as crianças são crianças de todos", foi um sucesso.

Elas surgiram e ressurgiram na minha vida, e além da amizade de sempre, trazem sempre alegria, histórias sem fim e uma boa dose de gargalhadas. Se quero sair de um momento de tédio, já tenho a receita certa - Amigasqueridas, vamos tomar um café?

Somos três Relações Públicas amantes das palavras. Amantes da boa música. Amantes de vinho. Amantes de uma boa roda de amigos. De fazer amigos. De ser amiga.

Enfim, adoro vocês e saibam que podem contar sempre comigo.

FIG 2009

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FIG 2009. Para os mais desavisados Festival de Inverno de Garanhus!!!! Programinha imperdível. Para os que gostam de frio. Para os que adoram boa música. Para os que amam cultura. Para os Pernambucanos cheios de orgulho como eu.
Estive sábado na cidadezinha que centraliza o evento mais badalado do chamado "Circuito do frio". Uma jurássica Rita Lee, cantando sucessos impagáveis num coro de 35 mil vozes aproximadamente (incluindo eu que sempre tive mania de backing vocal ;)). Adoro a danada vovozinha do rock nacional. Segura, divertida e inteligente. Já tive o prazer de ver a Rita em outras oportunidades e é sempre um prazer mesmoooooo. Performática sabe levantar o povo literalmente. E esta é a função da música. Divertir as pessoas, independente da tribo que frequentem. Acompanhada do eterno maridão no palco, além do filho músico abduzido pela sua banda agora, ela desfilou duas horas de delicioso repertório. Ciceroneada por figuras tão divertidas quanto a estrela da noite, e muito bem acompanhada passei a madrugada literalmente cantando ;)))) E nem quando a visitante de microfone em punho, falou mal do filho da terra, "Nosso amado presidente Lula", questionando sua postura e moral atual, o povão desanimou. Bem... tendo a ajuda de São Pedro que segurou a prometida chuvinha a noite toda e brindando com tacinhas de plástico (excelente iniciativa em prol da segurança a proibição de bebidas, copos e qualquer material vidro na arena) preenchidas com delicioso Cabernet Sauvignon, o que mais queríamos? Nothinggggggggggggg. Só cantar...
.... Venha me beijar... Meu doce vampiro... Até me matar.... De amor... Sha lá lá lá ....
Fica a dica. E olha que só falei da programação principal da Guadalajara.... Inúmeras são as atrações imperdíveis. Visitem o site do FIG e boa viagem!!!!
www.fig.com.br

segunda-feira, 20 de julho de 2009

De irmã para irmã

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Recebi esse email da minha irmã Julliana, e adorei. Deleitem-se com esse texto super interessante e real.



Karla,

Amei o texto abaixo e lembrei de nós. Três mulheres poderosas e vencedoras de todos os obstáculos ( eu, vc e mamile)...Amo muito vcs...

Bjos,

Ju


Crônica de Marta Medeiros

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: 'olha, não dá mais'. Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: mas agora eu to comendo um lanche com amigos'. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em áries, lua em gêmeos, filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto.

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.

Até que algo sensacional aconteceu...

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???

Martha Medeiros

Dia das Amigas Queridas

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Como todos sabem, adoro a língua portuguesa e seus desdobramentos (apesar de muito ter ainda a aprender), e ninguém melhor para nos auxiliar nas consultas de dúvidas e significados que o nobre amigo Aurélio. Segundo o dicionário, edição século XXI, a AMIZADE encontra-se descrita como: Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou por atração sexual; Estima, simpatia ou camaradagem entre grupos ou entidades; Entendimento, fraternidade; Benevolência, bondade.

Eu na verdade teria até muito mais a acescentar, porém acho uma definição interessante esta de estima, simpatia e benevolência entre pessoas ligadas por laços não familiares. É realmente impressionante a camaradagem gratuita que certos grupos ligados por afinidades possuem entre si. Amigos são irmãos escolhidos. Particularmente sou bastante grata pela oportunidade de ter por perto figurinhas com as quais "troco" quadrantes de nossas vidas constantemente. Aliás, vivendo uma fase engraçada de maturidade e emancipação feminina, nossas rápidas reuniões em cafeterias da cidade ou happy hours no começo da noite que muitas vezes se estendem em outro local até a última garganta cansar de tagarelar, dariam ótimas tiradas para programinhas de humor satíricos, como Casseta e Planeta ou parágrafos inteiros de análise feminina que ajudariam Danusa Leão a escrever vários livros pela vida afora :)))

A cumplicidade, disponibilidade e respeito pelos defeitos alheios é uma marca que não existe de forma tão veementemente presente em outros relacionamentos afetivos. Almocei hoje com uma amigaquerida ;) e entre vários assuntos e opiniões emitidas, escutei esta "Você está errada, aliás sempre repete este erro, é por isso que láaálaálaála"... Escutei pacientemente e logo solicitei "Amiga, não fala assim no dia do amigo", "Ok Aninha, amanhã então dou minha opinião" Rsrsrsrsrs. Amigos tem uma paciência de fazer inveja a qualquer bicho preguiça da face da terra. E uma capacidade extra-terrena de nos fazer sorrir dos nossos próprios defeitos. Sao pessoas que nos constroem e nos destroem sem pudor algum, claro, para ajudar a nos reconstruir de forma mais serena, mais completa. São analistas. Mas suas consultas são gratuitas e o relacionamento nada impessoal.

É muito bom ter amigos. Num fim de semana não muito distante, fui a um evento badalado de São João na cidade. Muita espécimes masculinas e femininas bem afeiçoadas. Música super alta. Bebida quente e gelada. Gente a se paquerar e dançar nos quatro cantos daquele local. Alguns desencontros madrugada adentro me fizeram dispersar da equipe solteira com a qual me encontrava e que aliás se encontrava com todos os meus pertences básicos, como chaves, carteira, celular.... Resultado: mais de duas da manhã estava com uma amiga de infância, que abriu a porta de sua casa na calada da noite, para me oferecer guarita até o dia seguinte, quando eu poderia me apossar de minhas coisas de novo. E pacientemente me emprestou seus ouvidos durante as horas que restavam até o café da manhã, para escutar meus inúmeros questionamentos de como eu tinha conseguido me desvincular dos meus pertences, e ainda assim se divertiu com todos os relatos rsrsrsrsrs. Ao me despedir no dia seguinte nada mais sincero poderia ter sido a ela verbalizado:

-Amiga, muito obrigada. Quer saber? Graças a Deus estás tranquilamente serena com a data de seu casamento marcada, assim você não fica acordando uma de nós de madrugada!

-Quer saber também? Muito obrigada você. Por vezes, sinto muita falta de fazer você perder o sono....

Fala a verdade, é impagável ter amigos não?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O Vagabundo

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A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo!

Não seria perfeito?


Charlie Chaplin


Gente, adoro Chaplin. Geniamente criativo em seu ofício, destacou-se pela enorme figura humana disfarçada embaixo de suas vestes caricatas. Dentre as inúmeras citações lembro sempre deste período que tendo sido pronunciado no século passado, sempre se apresenta atual:

"Pensamos demasiadamente. Sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade, que de máquinas. Mais de bondade e ternura, que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá."

Como informação nunca é demais, reuni alguns detalhes deste emblemático palhaço disfarçado de "gente"!!!


Charles Spencer Chaplin, Londrino, filho de pais artistas, foi ator, diretor, dançarino, roteirista e músico. Subiu ao palco pela primeira vez aos 5 anos de idade, dedicou sua vida á obra da criação, representação e observação da sociedade vigente. Seu papel mais importante é o conhecido "vagabundo", um andarilho pobretão, de maneiras refinadas e dignidade de cavalheiro (o que já mostrava sua tendência á questionamentos sobre os conceitos poder x valor alma humana). Foi uma das personalidades mais criativas que atravessou o cinema mudo.

Esquerdista, em várias de suas locações são observadas tendências marxistas, tendo sido por este motivo incuído na lista negra de Hollywood. Tempos Modernos e O Grande Ditador foram um marco pesado em sua carreira. Sobre este último, em que representava dois papéis antagônicos, o do próprio Hitler e o de um barbeiro Judeu, sabe-se que foi visto algumas vezes pelo próprio Hitler que não teria se posicionado a respeito. Porém anos mais tarde, após contabilizarem-se as tragédias do Holocausto, Chaplin teria confessado que nunca teria filmado o tema, se imaginasse a dor que ele representaria ao mundo e as marcas que para sempre ficariam.

Como todos os grandes personagens da história, sua vida pessoal foi demasiadamente contraditória. Seus personagens eram apaixonados e fiéis a causa, mas o intérprete volúvel, deixou longo rastro de ex-mulheres e algumas confusões. Seus 5 casamentos com mulheres 12,21,22,25 e 37 anos mais jovens (pasmem!!!), duraram poucos anos cada, respectivamente 2,2,6,1 e o último, mais longo, durou até o final de sua vida ocorrida em 25 de Dez de 1977, quando faleceu aos 88 anos.

Sessão da tarde

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Observando uma amiga este fim de semana, me veio a imaginação o quanto engraçado seria juntar os fragmentos de nossos dias e editá-los num filme. Imaginem, o filme de suas vidas. Eu, pertencente a uma classe de loucas mulheres do século XXI, com certeza seria protagonista de uma grande comédia romântica tipo "sessão da tarde", daquelas em que abarrotada sempre de afazeres profissionais e sociais, me apresentaria bem-sucedida nesta imensa correria, porém seria posta á prova com questões do tipo acasalar ou não, minha fiel companheira canina, rs, e submetê-la a uma vida de matrimônio tedioso e filhotinhos aborrecedores (para mim e para ela, claro, rs), de onde a partir daí se desenrolariam os minutos de minha película que provavelmente teria final feliz, com a mocinha casando-se com o veterinário bonitão :)))) Bem, encarar a vida com bom humor facilita o "the end", por isto estou sendo otimista. Rs.

O fato é que, conversando animadamente com amigas este fim de semana, notei uma certa tensão no ar vindo de uma das pontas da mesa que ocupávamos. Lá, sentada inquieta em sua cadeira, porém num silêncio intrigante, estava aquela linda, divertidíssima, inteligente e linguaruda criatura, sempre disposta a opinar até sobre o tom da limonada que acompanha sua vodcka. Mas especificamente hoje, monossilábica... Como pode? Perguntei:

-Nada demais, é que estou pensando aqui...

E lá continuou, lendo algo que estava em suas mãos, enquanto todas brigavam por uma oportunidade de falar na medida em que as idéias e lembranças da semana iam florescendo. Mais uma vez questionada, vem a notícia que seria "o mote" do filme daquela balzaquiana que nos comentava:

-Estou muito chateada. A vida as vezes é uma comédia sem graça e neste momento estou super hiper ultra mega tentada a levantar no meio do filme e sair da sala!!! (Ou de cena, pensei eu, rs.) É que conheci um "menino" há pouco tempo e... sorriso vai, sorriso vem, o negócio desandou: Ou estou ficando louca, ou completamente apaixonada!!! E qualquer uma das opções são absurdas. Pior, ele não faz o tipo caseiro, muito menos namoradinho, nada de passeios românticos, jantares em família, compras de bompreço juntos, planos de futuro ditados na redinha da varanda ou sessões de filminho infantil perto da minha cria!!

Fiquei olhando para aquela figurinha colorida ali sentada na minha frente, contanto charmosamente a sua versão dos fatos. Como grandes amigas têm a chave da história de vida de suas comparsas, me peguei concordando com a mesma. A vida é mesmo muito engraçada. E cheia de surpresas. Como pode uma mulher tão segura de si, se encontrar fragilizada, por algo que na verdade tiraria de letra sempre? Explica-se. Após longos anos de matrimônio, o foco era completamente outro. Grande é a legião de fãs daquela incrível "menina" que um dia bebeu água de chocalho, rs. Assim como grande sempre foi sua disposição de correr léguas sem fim de qualquer historinha que parecesse com isso que ela acabava de mencionar: relacionamentos estáveis!!! "Mas amiga, não é você quem vive agradecendo cada vez que seus paqueras somem, obedecendo suas regras de não se aproxime de mim, não estou no momento disponível? "

-É. Por isso estou irritada. Injusto demais. Suspirando por um carinha igual a mim!!! Devo estar sendo castigada. Por isso digo, enlouqueci. Pior, com esta saudade toda que estou hoje, me sinto louca e apaixonada. Olha, que coisa.... Que danado aconteceu? Acho que vou sair de fininho e tudo se resolve. Sumir. Acompanhar aquela tia solteirona numa viagem. Mudar de número.... lálaálaálaála...

E lá ficou ela tentando explicar o inexplicável, que poderia estar submetendo-a a loucura de se imaginar enfeitando uma casa que nem é sua, rs, enquanto todas gargalhávamos com as bobagens ali descritas e eu imaginava Sandra Bullock, saindo das locações de Porção de amor número nove (numa cena em que a bela protagonista aparece descendo correndo uma ladeira, enquanto uma multidão digna de sábado de carnaval na concórdia, desce enfurecida atrás dela tentando conquistá-la), direto para as cenas água-com-açucar da mesma atriz hollyodiana em locações românticas como enquanto você dormia, ou forças do destino!!! Muito engraçadas são estas tardes cheias de assuntos descompromissados. E especialmente naquele dia, todas tinham muitos detalhes sobre seus "filmes" pessoais, o que aliás, acabou prolongando nossa sessão da tarde para uma noitada digna de "corujão", rs, literalmente!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cantadas nem sempre são boas cartadas

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Boas cantadas são difíceis de ouvir dos homens. E, se o cara não tiver sóbrio é ainda pior. Eles soltam o verbo em direção ao alvo sem o menor planejamento, e saem cada bobagens sem tamanho. Se eu não uma fosse mulher educada, cairia da gargalhada na frente de alguns homens. É hilário!

As frases de efeito e clichês são as mais comuns , como:

Alguém já disse que você é linda? Tenho vontade de dizer -Sem modéstia alguma, isso eu já sei. (risos) E os de sempre, "vem sempre aqui?", "qual o seu signo? Acho que combina com o meu" (horrível essa), " Nossa, vc não se machucou? Você parece um anjo que caiu do céu...". Na maioria das vezes eu quebro o clima, dizendo - Que cantada antiga, tenho certeza que você deve ter algo mais interessante para dizer. (risos) Ou, o cara depois de um minuto de vergonha desenvolve a conversa, ou ele não tem mesmo o que falar e sai de fininho.

E aqueles que piscam! Piscadinha é coisa do século passado, onde nem era permitido pegar na mão da "moça" (risos).

Ainda tem os que chegam e querem beijar logo. Aí eu digo sem papas na língua - Se você quiser continuar a conversa tem que parar com isso, porque definitivamente eu não vou te beijar. Ou ele se toca e fica um pouco mais civilizado, ou eu vou embora sem nem olhar para trás.


Se os homens bem soubessem, não usavam desses artifícios para conquistar alguém. Pode ser que algumas poucas mulheres gostem, mas eu particularmente acho que não faz sentido. O melhor sim é prestar atenção no comportamento da mulher, iniciar um bom papo e puxar conversas que interessem aos dois. Entendo que para alguns homens a timidez atrapalha, e não sai nada de interessante. Mas, um homem inteligente sabe o que falar nessas horas, até mesmo dizer que como não se conhecem muito bem não tem muito o que dizer, mas que quer nosso telefone para poder ir conversando mais, pouco a pouco.

Eu não costumo ser grosseira, nem dar "foras" por motivos banais. Até porque não é nada fácil chegar junto e falar sem conhecer, e se levam um fora acabam até mesmo perdendo a noite. Por mais que a cantada não seja agradável, uma resposta sutil e educada é a melhor saída. Ou mesmo, aquela velha estratégia de dizer que vai apenas ao banheiro, mas na verdade você nunca mais vai voltar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Príncipe Encantado???

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Ele é super gato, educado, simpático, muito inteligente e está especialmente interessado por você. Mas no terceiro encontro algo muito estranho acontece. Ao entrar no carro, você percebe que a cadeirinha de bebê está ocupada, com aquele filhotinho que ele já havia mencionado fruto do ex casamento que não deu certo... Por que desconcertada? Logo você que achou tão jóia ele ser o paizão que mencionou ser, assim que conheceram-se... :))))

Escutei um relato hilário por estes dias de uma amiga que anda conhecendo melhor um super bom partido, com pacote completíssimo que inclui dois filhotinhos queridos e ex mulher ciumenta de brinde!!! Acontece que no século XXI é praticamente impossível mulheres e homens na faixa dos 30 anos acima (estou falando de gente adulta, rs) não possuírem alguma história relevante de suas vidas para contar, seja um casamento que se foi, filhos de outros parceiros ou no mínimo um test drive de vida a dois, já que é tão comum hoje em dia casais morarem juntos antes de oficializarem suas uniões ou desistirem do próximo passo.

Então minha confidente, sentada comigo numa cafeteria contava aos risos, como foi levar os babys alheios sem possuir experiência nem com sobrinhos, para verem juntos no cinema aquele filminho infantil em que todos os casais na fila parecem felizes demais com suas "famílias de comercial de margarina", barulho estridente de criança e muitos sacos de pipoca no chão. A ela, só restou se divertir e tentar trocar algumas poucas palavras com os rebentos do rebanho vizinho que logo disseram "Minha mãe não deixa comer chocolate!", quando ela gentilmente ofereceu a guloseima que tinha comprado especialmente para conquistá-los. Neste exato momento inclusive, dado o tamanho da gafe, acreditava que a estratégia tinha ido por água abaixo e o moço ia desistir percebendo mesmo que ela não leva ainda muito jeito. :))))


Procurada para, como mãe e separada, dar minha opinião do que pais (não necessariamente o sexo masculino) esperam de um novo(a) companheiro(a) na relação com os seus filhos, eis a resposta:


É na verdade uma questão muito particular, mas algo é certo. Respeito e amizade. Minha amiga nunca os fará aceitar chocolates por exemplo, apenas por explicar que um só não faz mal. A mãe deles disse, e você não é nem de longe a mãe deles!!!! E fique certa. O papai espera mesmo que você respeite estas regras, afinal se ele não achasse que a aquela mulher tinha jeito para mãe, por não gostar que seus filhos comessem chocolates por exemplo, a mãe daqueles fofos não seria a ex, seria você! Rs. Outra coisa que eu particularmente sempre presto atenção em cias que por ventura um dia possam se aproximar do meu filho e valeu como dica para ela, é o fato de ter amizade sim pelo filho que possuo. Diversão e companheirismo fazem bem a qualquer cristão e aos pequenos principalmente. Agora óbvio, convém manter certo distanciamento em muitas situações. Forçar demais a barra, querer ninar para dormir, repetir amo você para uma criança que só tem noção da palavra amor quando se refere ao sentimento materno é algo muito cruel. E como esta palavrinha negra não existe no pequeno dicionário infantil, quem notará estes traços de perversão é o genitor da figurinha que poderá ficar até um tanto decepcionado... Se cuidando do filho alheio, você descobriu sua vocação para coelha, avise que também quer ter os seus e reze 200 pai-nossos para ajudá-la a conseguir que ele tope outra empreitada.


Resumindo: Discrição, disposição e bom humor sempre! Nada como encontrar um meio termo. Chiliques por ter ficado de fora em certos programas familiares never!! Espante o tédio e a raiva malhando sozinha, lendo um bom livro e arrumando-se para curtir o momento de vocês a sós, quando este acontecer. Se esta foi sua escolha, adapte-se a ela. E onde entra a ex mulher ciumenta nesta história? Ahhhh, aí são outros 500!!!! Quem não tem a sorte de encontrar um príncipe encantado com relações definitivamente cortadas com o passado, deve buscar respostas no parceiro para tamanha ousadia da ex. Afinal, quando um não quer, dois não fazem. Se há intromissão demais daquela que deveria fazer parte do pretérito mais que perfeito, alguma porta lhe está sendo aberta. Fique de olho!! Peça para ele repensar a vida e mais uma vez, reze 200 pai-nossos para que ele não pense demais avaliando que realmente deveria retomar o que foi perdido... E você amiga: Dança!! Conselho dado, pagamos a conta da cafeteria e lá seguiu ela, em mais uma semana de inúmeras tentativas para conseguir finalmente virar a boadrasta da vez, agarrando assim o coração do amado. Boa sorte friend!!!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Chuta que é macumba!

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Piadinha de segunda-feira

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"A mulher mais feliz do mundo é a namorada do Saci, pois sabe que se levar um pé-na-bunda, quem cai é ele!"


HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAH....

domingo, 5 de julho de 2009

Bodas de Casamento

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Bodas de casamento. Data em que se celebra o aniversário do matrimônio. Proveniente do Latin, a palavra votum, que significa promessa, é que deu origem a expressão boda. Bodas de casamento então, são as promessas do enlaçe renovadas ano a ano. De acordo com o velho amigo (porém sempre jovem) Aurélio, a palavra casamento é traduzida como: 1. a união solene entre duas pessoas de sexos diferentes com legitimação religiosa e/ou civil e núpcias; 2. cerimônia dessa união; 3. fig. aliança, união. Detalhe, nota-se aí que o dicionário mesmo sempre modernizado, não leva em consideração união homossexual como matrimônio. 33 anos de união, foram comemorados pelos meus pais neste fim de semana. Observando-os tão radiantes neste dia, me pergunto quais as características que levam um casal a se disporem um para o outro durante tantos anos? Para as mulheres, sem generalizar claro, a lembrança ou comemoração destes detalhes no dia a dia fazem muita importância. Para os homens, o que deve valer é o companheirismo. Acredito que meus pais tenham descoberto sua fórmula pessoal e dela tem feito bom uso. Amor, respeito, fidelidade, amizade, bom humor, parceria profissional, filhos. Cada casal tem sua receita para fazer o bolo dar certo. Claro que um casamento de 3, 15, 33, ou seja lá quantos anos dure, é um pacote que contém inúmeras lembranças boas e ruins. Os casais que a cada ano conseguem comemorar mais uma boda, certamente souberam e sabem fazer melhor uso dos bons momentos e aprenderam juntos a dividir a responsabilidade pelos maus momentos que existem no cotidiano de qualquer cidadão. Mas voltando para a grande família aqui, uma coisa é certa: Cumplicidade. Este deve ser o principal ingrediente que ronda os dias e noites da casa dos meus pais. Estive lembrando que mamãe viajando uns dias, eu comentei:
-Pai, vamos dar este móvel de canto aqui? Ele não combina mais com esta sala e está sem uso na casa.
Ué... a casa pertence a ambos. Ao casal. Mas a resposta veio rapidinho: